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21 outubro 2010

A Dilma do PT "roubou" o apresentador do PSDB

Vejam só como o PT e a Dilma se acostumaram a se apropriarem das ideias do PSDB:


Viram como eles são "fissurados" em PSDB...

Dilma se espelha no El Coma Andante

Vejam só (uma imagem vale por mil palavras, não):
1) Dilma e a ditadura cubana:

2) Dilma e o MST:


3) Dilma e a liberdade de imprensa:


4) Onde o PAC teve início (Guaribas-PI) e assim mesmo ficou (um "memorial"):

O pensamento de Lula sobre o "Bolsa-família"

Vejam o que Lula acha e achava das políticas assistencialistas - antes, com FHC (1994), e hoje, no seu "governo":


Viram como o valente é "honesto" intelectualmente? Ele é o PT!!

Petista defende privatização da Vale

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO No 374, DE 2007
Dispõe sobre a realização de plebiscito acerca da retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo Poder Executivo.
Autor: Deputado IVAN VALENTE
Relator: Deputado JOSÉ GUIMARÃES
I - RELATÓRIO
Trata-se de projeto de decreto legislativo que determina que o Tribunal Superior Eleitoral faça realizar, em todo o Território Nacional, um censo plebiscitário com a finalidade de recolher manifestação, favorável ou contrária, dos cidadãos, acerca da retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo Poder Executivo da União. Justifica o ilustre Autor que o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce caracterizou apropriação do patrimônio do povo brasileiro por particulares e deve ser revertido em nome do controle público sobre os recursos naturais essenciais para o crescimento do país e para a manutenção de sua soberania. A matéria ainda será apreciada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania É o relatório.

II - VOTO DO RELATOR
Cabe à Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio proferir parecer sobre o mérito econômico da matéria em tela. Nesse sentido, do ponto de vista econômico, o primeiro foco de análise deveria se concentrar sobre a questão de se seria ou não um bom negócio para a economia brasileira reverter a privatização da Vale. Cabe ressaltar que tais considerações envolvem argumentações técnicas de relativa profundidade, que dificilmente poderiam ser abordadas de maneira completa em um debate público, no calor de um processo eleitoral plebiscitário, eivado de argumentos simbólicos e simplistas que, muitas vezes, podem distorcer aspectos econômicos de maior complexidade.
Isto posto, de forma preliminar, é preciso considerar que a Companhia Vale do Rio Doce é um dos orgulhos nacionais desde a sua fundação e em muito contribuiu para o desenvolvimento do País. Com efeito, trata-se da segunda maior mineradora do mundo e da maior empresa privada do Brasil. É a maior produtora de minério de ferro e de pelotas do mundo e a segunda maior de níquel. A Vale destaca-se ainda na produção de manganês, cobre, bauxita, caulinita, carvão, cobalto, platina, alumina e alumínio. A dimensão dos seus negócios a credencia como uma das grandes empresas mundiais, cujos negócios provocam desdobramentos não só na economia brasileira, mas na economia global.
De fato, desde sua criação, no Governo Vargas, a Vale se organizou como uma empresa de economia mista, caracterizada pela participação de sócios privados e do setor público em forma de sociedade aberta, com o controle acionário majoritário nas mãos da União. Hoje, a Vale é uma empresa privada de capital aberto, com sede na cidade do Rio de Janeiro, com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), inclusive integrando o Índice Dow Jones, indicando que seu desempenho econômico influencia diretamente um dos mais importantes indicadores da economia mundial.
Ao final de 2006, a Vale anunciou a incorporação da INCO canadense, a maior mineradora de níquel do mundo, operação de aquisição que foi efetivada no decorrer de 2007, sob forte esquema de engenharia financeira internacional. Após essa incorporação, formou-se um novo conglomerado empresarial - CVRD Inco, cujo valor de mercado em 2008 foi estimado em 196 bilhões de dólares pela consultoria Economática, perdendo no Brasil apenas para a Petrobrás (287 bilhões) e se tornando a 12º maior empresa do mundo.
Não há como negar que a mudança das características societárias da Companhia Vale do Rio Doce foi passo fundamental para estabelecer uma estrutura de governança afinada com as exigências do mercado internacional, que possibilitou extraordinária expansão dos negócios e o acesso a meios gerenciais e mecanismos de financiamento que em muito contribuíram para este desempenho e o alcance dessa condição concorrencial privilegiada de hoje. De fato, pode-se verificar que a privatização levou a Vale a efetuar investimentos numa escala nunca antes atingida pela empresa, graças à eliminação da necessidade de partilhar recursos com o Orçamento da União, o que, naturalmente, se refletiu em elevação da competitividade da empresa no cenário internacional e permitiu a série de aquisições necessárias para o crescimento do conglomerado minerador a nível internacional.
A despeito das mudanças societárias terem sido favoráveis aos negócios da empresa, ainda persiste muita controvérsia sobre os ganhos do setor público com o processo. Nesse sentido, é preciso destacar que a União, apesar da perda do controle gerencial, ainda permanece um importante acionista da Companhia. Com efeito, o Conselho de Administração da Vale é controlado pela Valepar S.A, que detém 53,3% do capital votante da empresa (33,6% do capital total). Por sua vez a constituição acionária da Valepar é a seguinte: Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 58,1% das ações, Bradespar com 17,4%, Mitsui com 15,0%, BNDESpar com 9,5%, Elétron (Opportunity) com 0,02%.
Se forem consideradas as ações da Previ (cuja diretoria é indicada pela União) e do BNDES como de influência direta do governo federal, este gerencia, por posse ou indicação, cerca de 41% do capital votante (incluindo participações externas à Valepar). Incluindo-se, ainda, a participação do Bradesco e dos investidores brasileiros, cerca de 65% do capital votante da empresa se encontram no País.
Nesse sentido, não só a influência da União nos destinos da empresa é ainda muito grande, como sua participação nos lucros da empresa é muito significativa, especialmente se for avaliado que, após a  privatização, e em conseqüência do substancial aumento dos preços do minério de ferro, a Vale fez seu lucro anual subir de cerca de 500 milhões de dólares em 1996 para aproximadamente 12 bilhões de dólares em 2006.
O número de empregos gerados pela companhia também aumentou desde a privatização - em 1996, eram 13 mil e, em 2006, já superavam mais de 41 mil. Ademais, a União, além de ser beneficiária desses resultados através do BNDES, de fundos de previdência de suas estatais e de participação direta, ainda viu a arrecadação tributária com a empresa crescer substancialmente.
De fato, em 2005, a empresa pagou 2 bilhões de reais de impostos no Brasil,cerca de 800 milhões de dólares ao câmbio da época, valor superior em dólares ao próprio lucro da empresa antes da privatização.
Assim, é de difícil sustentação econômica o argumento de que houve perdas para a União. Houve ganhos patrimoniais, dado o extraordinário crescimento do valor da empresa; houve ganhos arrecadatórios significativos, além de ganhos econômicos indiretos com a geração de empregos e com o crescimento expressivo das exportações. A rigor, a União desfez-se do controle da empresa, em favor de uma estrutura de governança mais ágil e moderna, adaptando a empresa à forte concorrência internacional, mantendo expressiva participação tanto nos ganhos econômicos da empresa, como na sua própria administração.
E tal processo foi, inegavelmente, bem-sucedido. Diante dos fatos, consideramos que a proposta de submeter a reversão de um processo econômico desta natureza e desta monta é desprovido de sentido econômico e pode trazer sérios prejuízos à própria empresa e a seus acionistas, entre os quais se inclui, como exposto, o próprio interesse da União.
Pelas razões expostas, votamos pela rejeição do Projeto de Decreto Legislativo nº 374, de 2007.
Sala da Comissão, em de de 2009.
Deputado JOSÉ GUIMARÃES
Relator
****
 Comento:
Viram como os petistas são "honestos" intelectualmente? É assim que eles são: se beneficiam das ações do PSDB/FHC/Serra e, para ganhar as eleições de qualquer jeito (se não eles perdem as boquinhas no emprego federal), eles satanizam as privatizações (escondendo que de fato são a favor, pois delas se beneficiaram) e mentem de forma contumaz (usam a mentira como método e a desonestidade em geral como princípio).
Como diria o Botinele, "Pau neles, companheiros!"

20 outubro 2010

Estatismo e suas consequências_Editorial do Estadão

O enfraquecimento da economia venezuelana, em boa parte devido à política de estatização que o governo socialista de Hugo Chávez intensificou nos últimos anos, é um exemplo do que poderia acontecer com a economia brasileira se fossem transformadas em política de governo as teses antiprivatistas defendidas por militantes do PT e que vêm marcando a propaganda eleitoral da candidata Dilma Rousseff.
É contínua, e em alguns casos avassaladora, a perda de eficiência das empresas cujo controle foi transferido para o governo bolivariano de Chávez, que só em raras situações ressarciu adequadamente os antigos controladores. O mau desempenho da grande maioria das empresas estatizadas contribui para manter a atividade econômica do país no atoleiro e os preços em alta – a Venezuela tem o pior desempenho econômico da região desde o início da crise mundial.
A produção da siderúrgica Sidor, antes controlada pelo grupo argentino Techint, caiu 28% desde sua estatização em 2008, de acordo com reportagem do jornal Valor. A fabricante de alumínio Venalum, que gerou lucro de US$ 60 milhões no último ano sob controle privado (2005), agora estatal só gera prejuízos. A Bauxilum, que quando privada chegou a produzir 5,6 milhões de toneladas de bauxita por ano, em 2010, como estatal, só produzirá 3 milhões. No campo, dos 350 mil hectares desapropriados pelo governo em 2009, só 9,4 mil hectares estão sendo cultivados – ou seja, 97,3% continuam improdutivos, de acordo com um instituto de pesquisa privado.
Num curto, mas denso balanço da situação de seu país em 2009, o presidente da Federação das Câmaras e Associações de Comércio e Produção da Venezuela, Noel Álvarez, afirmou: “O ano termina com um colapso nos serviços públicos de água, luz, transporte e infraestrutura viária, uma queda na produção, um aumento no desemprego, intervenções em propriedades rurais e expropriação de empresa e aumento da insegurança pessoal e jurídica.”
Era, na época, o retrato de um país cujas bases econômicas vinham sendo solapadas por uma política populista destinada a garantir a perpetuidade do caudilho no poder. Em 2010, essa política foi intensificada e, com a apertada vitória da situação na eleição de setembro – Chávez perdeu a maioria de dois terços necessária para a aprovação de mudanças legislativas importantes -, foi estendida com mais vigor para outras áreas, especialmente a de alimentos, politicamente muito sensível. Inversamente proporcionais ao avanço do Estado venezuelano sobre a economia, os resultados globais são cada vez piores.
Em 2010, só até agosto, as desapropriações do governo chavista atingiram 174 empresas privadas, a maior parte das quais pertence ao setor de fornecimento da indústria de petróleo e gás. Mas – como dissemos – a onda atual inclui também empresas da área de produção e distribuição de alimentos.
A explicação do governo para a ampliação da intervenção também nessa área foi a necessidade de evitar o desabastecimento, em razão da retenção indevida de estoques. Pode ser mera coincidência, mas o fato é que, em meados do ano, milhares de toneladas de alimentos importados pelo governo apodreceram nos contêineres parados nos portos controlados pelo Estado bolivariano, o que afetou a popularidade do caudilho e de seu partido.
Para os empresários atingidos pelas desapropriações, receber a indenização devida é uma espécie de loteria. Em alguns casos, o pagamento equivaleu aos valores de mercado. Mas, de 44 empresas associadas à Câmara Americana de Comércio, que foram desapropriadas, apenas 9 admitiram que receberam o pagamento adequado.
Essa política estatizante, além de reduzir investimentos públicos em áreas como saúde, educação e segurança pública – pois, quando paga, o governo desvia recursos para áreas em que o setor privado é mais eficiente -, gera insegurança jurídica. Temerosa, também a iniciativa privada deixa de investir, o que retarda a recuperação da economia. É sobre isso que conviria aos eleitores brasileiros refletir.

19 outubro 2010

Dilma atira no pé no debate da RedeTV!

Como ocorreu no debate na Band, também neste domingo Dilma Rousseff acertou no próprio pé ao mirar em Fernando Henrique Cardoso. José Serra novamente comparou os ex-presidentes que apoiam cada candidato. Dilma tem a seu lado José Sarney e Fernando Collor, que só não conseguiram acabar com o Brasil porque depois deles vieram Itamar Franco e Fernando Henrique, que estão com Serra.
A bala seria desviada para a testa da adversária se o candidato da oposição sugerisse a Dilma que convença Lula a topar o desafio lançado publicamente por FHC: um debate entre os dois na TV. Enquanto ambos passam a limpo os oito anos de cada um, os candidatos à sucessão tratam do futuro. Serra deixou escapar uma chance preciosa talvez porque ainda veja um problema onde já está claro que existe um trunfo eleitoral.
O candidato deveria parar por uns tempos de ouvir marqueteiros e conversar mais com Aloysio Nunes Ferreira. Único protagonista do horário eleitoral do PSDB a apresentar-se ao lado do presidente que matou a inflação, Aloysio saltou de 4% nas pesquisas para mais de 32% nas urnas. Além de superar o recorde de Aloízio Mercadante, baixar a crista de Marta Suplicy e impedir que os paulistas piorassem a Casa do Espanto com Netinho de Paula, o senador mais votado da história restabeleceu a verdade assassinada: como aprendeu Lula em duas lições inesquecíveis, Fernando Henrique é muito bom de urna.
Graças a um ministro da Justiça da Era FHC, está claro que o ex-presidente é um cabo eleitoral de primeira grandeza. Em 3 de outubro, ele ajudou Aloysio Nunes Ferreira a conquistar 11,2 milhões de votos em São Paulo. Quase 2 milhões a mais que Serra.

Dilma espanca o idioma em visita a museu da língua portuguesa

Dilma Rousseff deve gostar de viver perigosamente. Depois da espetacular conversão que a levou do ateísmo para a carolice sem ter aprendido o Sinal da Cruz, a candidata que trata o idioma a pontapés resolveu visitar o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e discorrer sobre o tema numa entrevista coletiva. Único especialista em dilmês do Brasil, o jornalista Celso Arnaldo Araújo não iria perder essa, claro. Não percam o relato do grande caçador de cretinices:
Ainda me impressiono com o que esses marqueteiros obrigam os candidatos a fazer, exigindo deles o que vai de encontro às suas resistências ou dificuldades mais profundas. De Dilma, que não decorou nem o sinal da cruz, já tinham exigido fé demais.
Mas agora passaram do ponto, tentando transformá-la numa devota da língua portuguesa ─ justo ela, que há um ano carrega por palanques e microfones de todo o Brasil a mais desarticulada candidatura presidencial da história da República. Dilma cultiva tão bem as palavras da língua portuguesa quanto Duda Mendonça trata seus galos ─ que se bicam até sangrar, humilhados, zonzos.
Já conhecendo bem a dialética da campanha dilmista, eu sabia que depois da visita ao Museu da Língua Portuguesa anunciada no twitter ─ tão demagógica quanto a de Goebbels ao Museu Rainha Sofia para ver Guernica de Picasso ─  ela daria entrevista sobre o tema, à porta.
Bingo. Perdão ─ agora não é mais entrevista, é o tal “minuto propositivo” que o João Santana inventou para as pessoas acreditarem que Dilma só falará um minuto. No caso, foram penosos 11 despropositados minutos de espancamento impiedoso do pobre português, à porta de seu próprio museu.
“Meu minuto propositivo hoje diz respeito a duas coisas. Primeiro é uma questão que eu acho que é fundamental. Nós sabemos que há um problema muito sério não só aqui em São Paulo mas em vários estados da Federação, é que as crianças e os jovens passam de ano, mas quando você vai fazer os testes de matemática e de língua portuguesa, o nível de aproveitamento é baixíssimo. Então, estão passando de ano sem aprender”.
Dilma pretendeu criticar, evidentemente, o sistema de progressão continuada que vigora em São Paulo ─ esquecendo que foi algo do gênero, ou a benevolência de seus professores, que lhe permitiu concluir o curso de Economia que diz ter feito, com uma agravante: no caso dela, parece claro não ter havido progressão alguma.
“Uma das maiores preocupações que eu vô tê é garanti que as crianças passem de ano no Brasil e ao mesmo tempo aprendam, que não pode sê assim”.
Talvez fosse melhor ao contrário ─ que as crianças primeiro aprendessem e depois passassem de ano. Mas Dilma quer garantir que as crianças passem de ano no Brasil ─ e, aparentemente, pretende impedir nossos filhos de passarem o Réveillon no exterior para equilibrar a balança de pagamentos. Tem meu apoio: tenho quatro filhos, eles querem sempre ir para a Disney e sai muito caro.
“E aí uma questão deve sê enfatizada e deve sê muito considerada. A questão de duas, de dois conhecimentos. Um é a matemática. Hoje nós temos um grande incentivo à matemática, através das olimpíadas da matemática, onde participam 20 milhões de pessoas, de alunos. E é meu objetivo fazê também uma olimpíada da língua portuguesa”.
Ótimo. Um país que ainda tem 30 milhões de analfabetos latu senso, incluindo um deputado federal eleito, e milhões de analfabetos funcionais, vai produzir, no governo Dilma, gramáticos olímpicos. Ela, pessoalmente, não passaria dos 10 metros bem rasos. Fala, Dilma Houaiss:
“Nós criamos uma língua própia (sic), que é a língua brasileira, através de uma série de casamentos que ao longo do processo foram feitos com as línguas de origem indígena, o bantu e outras…”.
Epa! Bantu de origem indígena? A própria Dilma Houaiss vem em socorro de Dilma Rousseff:
“Desculpa, a tupi e outras. E com toda a descendência nossa africana também, o bantu e outras”.
Perdoe-se o lapso momentâneo, louve-se a correção quase imediata. Mas o fato é que os marqueteiros, ou os monitores do Museu, só ensinaram a ela uma língua de cada tronco – daí o salvador “e outras”, que saiu automaticamente três vezes. Uma pergunta que quer calar: a que família linguística pertence o dilmês?
“Tudo isso mostra que nós temos de valorizá a língua portuguesa. Porque não existe como uma criança ou um jovem, se ele não se apropiá (sic), não existe como se ele não se apropiá (sic) da língua portuguesa e da matemática de ele tê acesso aos outros conhecimentos. Está provado isso”.
Então está comprovado o mistério de Dilma: ela não tem nenhum conhecimento sobre rigorosamente nenhum assunto porque não se apropiou da língua portuguesa.
Amigos: parei quando o cronômetro marcava apenas 2min44s. Vocês têm pela frente ─ se a matemática não me trai ─ mais 8min16s propositivos, em que ela deixa o português de lado e, ainda maltratando cruelmente a matéria do museu, discorre com a graça e a espontaneidade habituais sobre assuntos diversos, inclusive o escândalo do dia, a tal história do banco alemão que perdeu 200 milhões de dólares para uma subsidiária da Eletrobras.
Ela culpa o banco alemão por ter caído no golpe.

Dilma diz no JN não ser possível controlar roubalheira na Casa Civil

“Ninguém controla o governo inteiro”, repetiu no Jornal Nacional desta segunda-feira Dilma Rousseff, ainda agarrada à versão tão convincente quanto um sorriso de Marco Aurélio Garcia: uma chefe da Casa Civil não consegue enxergar uma quadrilha em ação na sala ao lado. A roubalheira promovida pela turma da melhor amiga Erenice Guerra correu solta, mas Dilma descobriu só agora que qualificou de  “factoide” um balaio de crimes capitulados no Código Penal.
“Estou indignada”, informou com a voz de quem está ensaiando a Ave Maria. A  indignação não tem nada a ver com as patifarias do sobrinho honorário Israel Guerra, nem com as negociatas envolvendo os Correios, a Anac e a Infraero, muito menos com a transformação da Casa Civil em covil. O que a deixa irritada é nepotismo.
“A Erenice errou”, disse. “Erro”, como ensina o Mestre Lula, é um crime cometido por bandidos de estimação. E Dilma sempre fez questão de expor publicamente a especial estima devotada à figura que indicou para substituí-la no ministério mais importante da República. Ao despedir-se do cargo para dedicar-se à campanha presidencial, como mostra o vídeo, ela deixou o Planalto de braços dados com Erenice. A demonstração de afeto ficou com jeito de coisa de comparsa.
William Bonner quis saber o que produziu a mais recente conversão protagonizada por Ciro Gomes. Ainda outro dia, o companheiro do Ceará achava que José Serra está muito mais preparado que Dilma para assumir a Presidência, que o PMDB é um “ajuntamento de assaltantes” e que o candidato a vice Michel Temer é “o chefe da turma”. Como é que virou coordenador da campanha da aliança governista?
“O Ciro ficô magoado pela circunstância que levô ele a não sê candidato”, respondeu Dilma. Simples assim. Amainado o chilique, Ciro entendeu que quem não tem preparo é o outro, que o PMDB é um exército de voluntários da pátria e que Temer sempre serviu aos interesses da nação.

PSDB denuncia Vox Populi_VejaOnLine

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, convocou a imprensa no fim da manhã desta terça-feira para denunciar a  “conspiração” do instituto de pesquisa Vox Populi ao indicar a vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff. Em um pronunciamento de dez minutos no comitê do partido, em São Paulo, o tucano fez referência aos levantamentos realizados pelo instituto. Um deles indicava até que a candidata petista seria eleita já no primeiro turno. ” O Vox Populi disse no dia 29 de setembro que a Dilma ia ganhar no primeiro turno com 12 pontos de vantagem. Não dá para acreditar que foi um erro, foi uma safadeza de um instituto que trabalha para o PT.”
O tucano disse ainda: “Temos enfrentado uma ação combinada de gente que não respeita a lei, em uma ação poderosa para influenciar as intenções de voto”.
Guerra cobrou que as empresas de pesquisa eleitoral sejam fiscalizadas. “Desde o início, observamos uma contradição, as pesquisas foram para um lado e o resultado foi para outro. Não deveria ser permitido que esses institutos promovessem uma fraude contra a opinião pública, sem neutralidade”. O presidente do PSDB informou que o partido não cogita a possibilidade de entrar na Justiça.
Métodos questionados – Não é a primeira vez que os métodos adotados pelo Vox Populi são alvo de questionamento. Em abril, reportagem do site de VEJA mostrou que uma pesquisa feita pelo instituto naquele mês tinha um detalhe no mínimo curioso. Em um dos questionários apresentados, o nome do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aparecia de forma invertida.
Na época, o Vox Populi alegou que isso ocorreu por causa de “problemas técnicos no programa de conversão do PDF” e que a deficiência foi sanada na hora de botar a pesquisa na rua. Os dados entregues à Justiça Eleitoral são exatamente os utilizados pelos entrevistadores.
Outros dados entregues pelo Vox Populi ao TSE mostraram que os pesquisadores repetiram o itinerário (incluindo ruas, casas e endereços dos entrevistados) em duas sondagens, feitas em abril e janeiro. Em ambos os casos, Dilma Rousseff apareceu em ascensão (no mais recente, tecnicamente empatada com Serra). O instituto negou ter repetido o itinerário.
Não cabe à Justiça Eleitoral sair às ruas e assumir o papel de fiscal de pesquisas eleitorais. Cabe a ela receber a documentação necessária para registrar uma pesquisa e não checar se o material bate com o que foi apresentado para a população ou se alguém está agindo de má fé. Pela lei eleitoral, o Ministério Público, candidatos, partidos e coligações é que devem ficar de olho. São eles que têm legitimidade para pedir a impugnação de uma pesquisa. Só dessa forma a Justiça Eleitoral pode se pronunciar.
(Adriana Caitano)

Currículo de vida de Serra e Dilma

Curículo eleitoral de Serra e Dilma

Curriculos de Serra e Dilma

Quem é Dilma

Conheçam um pouco da mulher que quer ser sua Presidente.
Vai encarar viver sob suas botas??
Você decide...
 
Essa mulher quer ser sua presidente....
 
A pose na foto acima (charutão cubano na boca) é copiada de seu mestre, líder, ídolo... Fidel Castro, aquele mesmo: genocida, ditador daquela triste ilha do Caribe.
 
Vejam que mulher meiga, delicada, gentil, educada e fofa... ela quase foi freira...
 
Quem é ela?

O pai dela - Pétar Russév (mudado para Pedro Roussef) - filiado ao Partido Comunista búlgaro, deixou um filho (Luben) lá na Bulgária e veio dar com os costados em Salvador, depois Buenos Aires e, ao fim, fez negócios em São Paulo.
Encantou-se com a professorinha de 20 aninhos, Dilma Jane da Silva (rica, filha de fazendeiro) e com ela casou e viveu em Belo Horizonte, tendo três filhos: Igor, Dilma - a guerrilheira - e Lúcia. Igor morreu em 1977.

Família classe A, com casa enorme, 3 empregadas e refeições servidas à francesa, com guarnições e talheres específicos. Tinham piano e professora particular de francês.

Dilma entrou primeiro numa escola de freiras - Colégio Sion - e, depois, no renomado Estadual Central.

Nas férias, iam de avião para Guarapari - ES e ficavam no Hotel Cassino Radium.
Dilma, ainda jovem, entrou para o POLOP - Política Operária - e depois mudou-se para o COLINA - Comando de Libertação Nacional.

Casou-se com Cláudio Galeno Linhares, especialista em fazer bombas com os pós e líquidos da farmácia de manipulação do seu pai.


Sua primeira aula de marxismo foi-lhe dada por Apolo Heringer e, pouco depois, estava em suas mãos o livro: "Revolução na Revolução", de Régis Debray, francês que mudou-se para Cuba e ficou amigo do Fidel e mais tarde, acompanhando Guevara, foi preso na Bolívia.
Aos 21 anos, Dilma partiu para o RJ a fim de se esconder dos militares, após o frustrado assalto ao Banco da Lavoura de Sabará.

 
No Rio, ainda casada, apaixonou-se por Carlos Franklin Paixão de Araújo, o chefe da dissidência do Partidão; então, chegou, de chofer, e disse para o marido: "Estou com o Carlos!". Carlos vivia antes com a geógrafa Vânia Arantes e, sedutor, já havia tido outras sete mulheres, aos 31 de idade.
Com ele, Dilma participou da fusão COLINA/VPR (esta do Lamarca), que deu origem, em Mongaguá, à Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, cujo estatuto dizia: Art.1º - A Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo.

Foi em Mongaguá, litoral paulista, que se traçou o plano da "Grande Ação", que se deu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre da casa da amante do Ademar de Barros, em Santa Teresa /RJ, que rendeu-lhes 2,5 milhões de dólares, cofre aberto em Porto Alegre à maçarico, pelo metalúrgico Delci .

 
Mas a organização se dividiu entre "basistas" - que defendiam o trabalho das "massas" e junto às "bases", e os "militaristas", que priorizavam a imediata e constante luta armada comunista.
A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! Dilma era chamada de "Joana D'Arc da subversão".
Então foi para São Paulo onde dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora imediata no Planalto. Dedurada por José Olavo Leite Ribeiro - mantinha com ela três contatos semanais.

Depois de vários ataques, foi presa armada, em um bar da Rua Augusta, juntamente com Antônio de Pádua Perosa; depois, entregou à polícia seu amigo Natael Custódio Barbosa.


Enquanto isso, Carlos Araújo teve um romance tórrido com a atriz Bete Mendes, da TV Globo.
Dilma saiu do presídio em 1973 e foi para Porto Alegre, reatar com o Carlos infiel.

Hoje, Carlos Araújo mora sozinho com dois vira-latas (Amarelo e Negrão), numa casinha às margens da lagoa do Guaíba, em Porto Alegre. Ele tem enfisema pulmonar e está com 71 anos.
Diz que é feliz, mesmo com a ex-esposa como Ministra e candidata do vivo e sagaz apedeuta fronteiriço à Presidência.

Eis aí uma "síntese / sintética / resumida" da vida da Dilma Roussef que está sendo apresentada pelo Lula como a pessoa ideal para governar este país.

Em se tratando deste povo brasileiro (batuque, bola, bolsa-família e bunda), tudo pode se esperar, infelizmente.

Revista ilegal do PT_Bras, pode...

Uma revista produzida pela CUT em apoio à candidatura de Dilma Rousseff já seria ilegalidade o suficiente. Mas não para petistas. Leiam o que informa Silvio Navarro, na Folha. Comento em seguida:
BB e Petrobras custeiam revista da CUT pró-Dilma
Proibida de circular pela Justiça Eleitoral pelo conteúdo favorável à campanha de Dilma Rousseff (PT), a edição deste mês da “Revista do Brasil”, vinculada à CUT (Central Única do Trabalhador), teve anúncios pagos por Petrobras e Banco do Brasil. A estatal e o banco confirmam que são anunciantes da revista, mas se recusaram a informar o valor repassado.
Ontem, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Joelson Dias determinou a interrupção da circulação da revista, cuja tiragem é de 360 mil exemplares mensais. O responsável pela publicação, Paulo Salvador, disse, porém, que todas as revistas já foram distribuídas. O entendimento do ministro é que a publicação faz defesa aberta da candidatura de Dilma. Pela Lei Eleitoral, sindicatos não podem contribuir direta ou indiretamente com campanhas políticas.
A decisão atende a um pedido da coligação de José Serra (PSDB). O mesmo ministro do TSE aplicou multa a Serra e ao diretório tucano na Bahia em julho por propaganda antecipada em maio. Diz o TSE: “A representante noticia e traz elementos que demonstram a divulgação, por entidade sindical, ou criada por sindicatos, de mensagens de conteúdo aparentemente eleitoral, em publicações que distribuem e também em seus sítios na internet, o que, ao menos em tese, configuraria violação ao inciso da Lei Eleitoral”.
A edição barrada traz uma foto de Dilma na capa sob o título “A vez de Dilma - o país está bem perto de seguir mudando para melhor”. Há, inclusive, foto de Dilma cumprimentando Marina Silva (PV) em evento com o presidente Lula. Também inclui reportagem sobre a derrota de oposicionistas da “velha guarda” no Senado. Em meio à atual polêmica religiosa, a edição traz o bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentini, enaltecendo Lula e lembrando que Dilma é sua candidata.
A despeito da decisão do TSE, o conteúdo da revista estava na internet ontem.
O “conselho diretivo” da revista é formado por dirigentes da CUT e filiados ao PT, como o presidente da central, Artur Henrique, e Maria Izabel Noronha, a Bebel, que comandou greve de professores contra Serra.

18 outubro 2010

Manifesto da Igreja Católica_CNBB

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS
Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,
- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,
- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,
- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,
- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,
- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,
- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,
- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,
- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,
- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,
RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.
Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.
COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB

Borat Rousseff_Por Diogo Mainardi (Veja)

Se Borat tem o potássio, Dilma Rousseff tem o pré-sal. Um é igual ao outro. Da mesma maneira que Dilma Rousseff louva nossas reservas de petróleo do pré-sal, Borat louva as reservas de potássio de seu país. Para estimular o sentimento nacionalista do eleitorado, Dilma Rousseff pode até tentar adaptar o hino de Borat:
O Brasil é um país glorioso!
É o exportador número um do pré-sal.
O resto da América do Sul tem um pré-sal inferior
O pai de Dilma Rousseff nasceu em Gabrovo, na Bulgária. O vilarejo romeno de Glod está localizado ali perto. Foi em Glod que Sacha Baron Cohen filmou Borat. Se o pai de Dilma Rousseff tivesse permanecido na Bulgária, a atual candidata a presidente do Brasil, com um tantinho de sorte, poderia ter sido uma das protagonistas do filme, exatamente como Spiridom Ciorebea.
Spiridom Ciorebea é um dos moradores de Glod. Sacha Baron Cohen escalou-o para o papel de Livamuka Sakonov, o aborteiro do vilarejo de Borat. Spiridom Ciorebea acabou processando os autores do filme. Assim como Dilma Rousseff, ele recusou-se a aceitar que o caracterizassem como um fautor do aborto. Assim como Dilma Rousseff, ele foi desmentido publicamente e perdeu o processo.
Borat é sempre acompanhado por Azamat Bagatov, seu produtor, que foi treinado no Ministério da Propaganda soviético. Dilma Rousseff é sempre acompanhada por José Eduardo Dutra, presidente do PT. Recentemente, José Eduardo Dutra disse que o debate sobre o aborto pertence à Idade Média. O que pertence à modernidade, para o PT, é a Casa Civil de Erenice Guerra e de seu filho Israel.
Israel? Borat, em sua viagem aos Estados Unidos, tenta comprar uma pistola para se proteger dos judeus. Impossibilitado de comprar uma pistola, resolve comprar um urso. O urso de Dilma Rousseff é Mahmoud Ahmadinejad, o ditador iraniano que prometeu resolver o problema dos judeus, riscando Israel do mapa.
Na hierarquia de Borat, Deus ocupa o primeiro lugar. Depois: o homem, o cavalo, o cachorro, a mulher, o rato e o inseto. Na hierarquia de Dilma Rousseff, Deus era um retardatário, mas durante a campanha eleitoral Ele foi empurrado rapidamente para a frente, ultrapassando até mesmo o inseto e o rato.

17 outubro 2010

Banco alemão acusa Dilma

Na Folha Online. Volto em seguida:
O banco KfW, controlado pelo governo alemão, entrou com ação contra a CGTEE (companhia de geração térmica de energia do governo federal) na qual afirma que o diretor da Eletrobras Valter Cardeal teria conhecimento de uma fraude milionária envolvendo a construção de usinas de biomassa no Sul. As informações foram divulgadas pela revista “Época” deste final de semana.
A CGTEE é uma subsidiária da Eletrobras, estatal na qual Cardeal é diretor de Engenharia e foi presidente. Segundo a revista, na ação judicial, o banco diz que “até mesmo alguns políticos conheciam os fatos, como a então ministra, Dilma Rousseff”. A fraude na CGTEE foi revelada pela Operação Curto-Circuito da Polícia Federal em 2007. A PF constatou que parte do dinheiro desapareceu.
Conforme a investigação, o grupo que comandava a estatal forjou um aval em nome da CGTEE para ajudar uma empresa privada - a Winimport - a obter empréstimo de 157 milhões de euros para erguer sete usinas de biomassa. Das sete, cinco não saíram do papel.
Ou seja, a CGTEE foi usada como fiadora do negócio. Empresas públicas são proibidas de dar garantias internacionais a empresas privadas. Segundo a revista, executivos da empresa alemã teriam afirmado em depoimentos à Justiça Federal gaúcha que Cardeal visitou a sede da empresa em 2005 e “estava ciente das garantias”. A Justiça Federal gaúcha abriu processo por acusação de formação de quadrilha, estelionato, corrupção passiva e ativa. Cardeal não foi incluído no processo e nega envolvimento no esquema.
Veja o que Diogo Mainardi publicou sobre a trama em março de 2009:
A CPI dos Grampos recebeu outro documento do computador de Protógenes Queiroz [delegado da Operação Satiagraha]. É aquele que escarafuncha a intimidade de Dilma Rousseff. Está armazenado na pasta “Zeca Diabo”, o nome dado por ele a José Dirceu. Trata-se de um relatório clandestino, que parece reproduzir um diálogo entre um informante do delegado e alguém com acesso ao ambiente da ministra. Dilma Rousseff é associada a dois nomes. O primeiro nunca dependeu dela para fazer carreira, por isso tenho de calar o bico. O segundo - Valter Cardeal - é mais constrangedor. Em 2003, ele foi nomeado por Dilma Rousseff para a diretoria da Eletrobrás. No mesmo período, tornou-se presidente do conselho da CGTEE e da Eletronorte. Em 2006, ganhou o cargo de presidente da Eletrobrás. Sempre na esteira de Dilma Rousseff. No ano seguinte, foi acusado de envolvimento com o esquema de propinas da Gautama, depois de ser grampeado pela PF. Sim: ele foi grampeado. Sim: pela PF.
A seguir, trecho de um podcast de Diogo, da semana seguinte:
Na última semana, analisei trechos do material encontrado no computador de Protógenes Queiroz e encaminhado à CPI dos Grampos. Um documento, em particular, tem de ser mais debatido: o relatório no qual os agentes engajados pela PF comentam, com linguagem rasteira, os boatos sobre os relacionamentos amorosos de Dilma Rousseff. Numa homenagem a Protógenes Queiroz, que sempre manifestou um interesse especial pela cultura indiana, chamei esse relatório de Kama Sutra da Satiagraha.
O Kama Sutra da Satiagraha tem como protagonistas Dilma Rousseff e outros dois nomes: o primeiro, como mencionei em minha coluna, é Valter Cardeal, diretor da Eletrobras. Em 2007, depois de ter sido nomeado presidente da empresa, ele foi grampeado pela PF e denunciado por envolvimento com o esquema de propinas da empreiteira Gautama. O segundo nome eu prefiro manter em respeitoso sigilo porque ele, Silas Rondeau - Epa! -, nunca precisou da ministra para fazer carreira, já que é visceralmente ligado ao grupo de José Sarney. O que importa, em seu caso, é o seguinte: na Operação Navalha, ele também foi acusado pela PF de envolvimento com o esquema de propinas da Gautama.
Xiii! A 'casa' caiu!

Casa Cilvil não para de 'produzir' corrupção

Por Silvio Navarro e Fernanda Odilla, na Folha:
O irmão do diretor de Engenharia e Planejamento da Eletrobras, Valter Cardeal -homem forte de Dilma Rousseff (PT) no setor elétrico -, atua como consultor de empresas interessadas em investir em energia eólica, área que terá R$ 9,7 bilhões em investimentos do PAC 2. Edgar Luiz Cardeal é dono da DGE Desenvolvimento e Gestão de Empreendimentos, criada em 2007 para elaborar projetos no setor.
O responsável pela gestão do Proinfa, programa de incentivo ao uso de energias alternativas -como a eólica- é o irmão do empresário. Valter Cardeal é braço-direito de Dilma no setor elétrico há 20 anos. Quando a presidenciável do PT foi secretária de Minas e Energia do RS, ele era diretor da CEEE, empresa estadual de energia. Ele também preside o Conselho de Administração da Eletrosul, que gerencia a política energética no Sul -onde atua a empresa do irmão. Edgar oferece a empresas projetos para erguer torres de energia eólica em fazendas cuja locação ele negocia.
Sócio de duas empresas do ramo, Ricardo Pigatto relatou à Folha ter contratado Edgar para investir em três parques eólicos no RS. “Estabelecemos um valor fixo com pagamentos mensais e, depois, uma taxa de sucesso se o negócio der certo.” Pigatto disse que firmou três contratos com Edgar, e que os pagamentos mensais eram para custear estudos que viabilizariam o projeto. Pelo contrato, a taxa de sucesso sobre o projeto varia de 0,2% a 10% se o governo comprar a energia ou se o negócio for vendido a terceiros.

Mais um caso de estorsão na Casa Civil de Dilma

Na VEJA desta semana, o repórter Diego Escotesguy narra mais um episódio assombroso da Casa dos Horrores em que se transformou a Casa Civil na gestão Dilma-Erenice Guerra. Um deputado, sócio de uma emissora de televisão no Maranhão, foi extorquido por um assessor de Erenice — e isso aconteceu… na gestão Dilma! Leiam trecho da reportagem.
*
O advogado Vladimir Muskatirovic, conhecido em Brasília como “Vlad”, ocupa a poderosa chefia de gabinete da Casa Civil da Presidência da República. Assim como a ex-ministra Erenice Guerra fez carreira no governo à sombra da candidata petista Dilma Rousseff, Vlad fez carreira no governo à sombra de Erenice Guerra. Ele era subordinado de Erenice quando esta ocupava a chefia da assessoria jurídica do Ministério de Minas e Energia. Quando Dilma assumiu a Casa Civil e Erenice levou sua turma junto, Vlad foi o primeiro a acompanhá-las. Apesar de a ex-ministra ter sido apeada do Palácio após vir a público a existência de uma central de corrupção na Casa Civil, Vlad permanece no cargo. Não é por acaso. Além da amizade com Erenice, Vlad mantém relações fraternas com o senador Gim Argello, figura secundária dos subterrâneos de Brasília, que, sabe-se lá por qual razão, caiu nas boas graças de Dilma nos últimos anos. Nos ambientes em que o senador Gim brilha, Vlad é uma celebridade. VEJA descobriu um dos casos que fazem a fama do chefe de gabinete.
Em 2007, Vlad, já como assessor de Dilma, na Casa Civil, cobrou 100.000 reais de propina - e recebeu parte do dinheiro - para resolver uma pendência de um deputado junto à Presidência da República. O deputado chama-se Roberto Rocha, do PSDB do Maranhão. Ele é sócio da TV Cidade, retransmissora da Record no estado, e de duas rádios. O pedágio foi exigido para que a Casa Civil autorizasse uma mudança societária nessa TV. O que a Casa Civil tem a ver com isso? Tudo.
Leia a íntegra da reportagem na revista.

Aécio Neves se empenha por Serra no segundo turno

Por Malu Delgado, no Estadão:
Estrategista político central da campanha do segundo turno de José Serra (PSDB) à Presidência, o senador Aécio Neves afirma que subestimam a inteligência tucana aqueles que acham que por trás de seu real empenho na causa está o compromisso de que os
paulistas não serão novamente obstáculo para as pretensões mineiras em 2014.
Para o ex-governador mineiro, Serra tem possibilidade real de vencer, sobretudo porque, no segundo turno, incorporou a tese de que representa um projeto político coletivo. Aécio começa inclusive a traçar uma missão para o Senado caso Serra vença: ajudá-lo a formar uma maioria no Congresso. “É importante o Serra agora mostrar ao Brasil que ele é um time político”, disse Aécio ao Estado numa conversa telefônica, após ter organizado, na capital mineira, um ato de adesão de aproximadamente 400 prefeitos à candidatura de Serra. Em sua visão, essa é a aposta feita pelas principais lideranças do PSDB que saíram vitoriosas nas urnas no primeiro turno e agora estão engajadas na campanha de Serra. “Vamos mostrar que ele não vai governar sozinho.”
A pedido do próprio Serra, Aécio vai viajar pelo País. Já tem viagens escaladas para pelo menos sete Estados. Além disso, gravou na sexta-feira novas participações para os programas eleitorais gratuitos.
A vitória de Antonio Anastasia em Minas Gerais, afirma, é outro fator que explica a mudança de ares e o engajamento de prefeitos e lideranças locais na campanha de Serra. “A partir do momento em que o nosso grupo político ganha, há uma tendência natural de engajamento maior dos que já estavam do nosso lado e de uma busca de aproximação de alguns que tinham de colocar um pé em cada canoa.” O otimismo, porém, não desobriga o experiente político de uma avaliação realista: “Ninguém também pode achar que virou a eleição. Não. Vai ser uma eleição dura até o final. Mas o momento é positivo para nós.”
O clima da campanha em Minas para José Serra está diferente do que era no primeiro turno. O que explica essa mudança?
Acho que são duas coisas distintas. Primeiro, existe uma movimentação silenciosa, que independe de lideranças e dos partidos. Acho que há uma certa desilusão e um desencanto com o PT, com a Dilma. Foram esses votos que migraram para a Marina, não migraram diretamente para o Serra. Podem, agora, de forma majoritária, ir para ele. É um movimento que eu não sei quantificar, mas que existe. (…) A partir do momento em que o nosso grupo ganha, da forma que ganhou, há uma tendência de engajamento maior dos que já estavam do nosso lado e de uma busca de aproximação de alguns que estavam mais distantes, e que tinham de colocar um pé em cada canoa. Essas duas coisas se complementam: um sentimento geral e difuso na sociedade, que passa por valores, e uma aproximação com o governo eleito. Isso serve para Minas e pode servir para São Paulo, Paraná. E agora é uma eleição sem a poluição de seis, sete eleições. É só Serra.
O sr. terá uma missão extra-Minas neste segundo turno. Sua atuação não ficará restrita ao Estado, é maior que isso.
Tive, na quinta-feira, uma longa conversa com o Serra. Acertamos alguns eventos. Terei uma agenda com ele. Vou a outros lugares a pedido dele. Estou indo para Goiás e Pará na quinta que vem, e na sexta ao Piauí e Alagoas. Ainda devo ir à Bahia. E vou a alguns eventos que o Serra achar importante, com ele. É importante o Serra, agora, mostrar ao Brasil que ele é um time político, que representa um grupo que tem credibilidade nos Estados, que tem trabalhos desenvolvidos e aprovados. É importante para os indecisos que ainda existem, e os que votaram em Marina, que percebam que votar no Serra é mais do que votar no Serra - é votar em um projeto que é o do Beto (Richa, eleito governador do Paraná), do Geraldo (Alckmin, eleito governador de São Paulo), do nosso em Minas, do Marconi (Perillo, que disputa o segundo turno em Goiás). Vamos mostrar que o Serra não vai governar sozinho. É um esforço que vamos ter daqui por diante, até o final da campanha. Essa exposição de falar em nome dele e mostrar que vai ser um governo solidário e de muitas cabeças.