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17 novembro 2011

UE: "Decifra-me ou te devoro"_José Serra

Publicado no Estadão em 27/11/2011.
“Decifra-me ou te devoro”. Esse era o desafio da Esfinge de Tebas. Ela eliminava aqueles que se mostrassem incapazes de responder a um enigma: “Que criatura tem quatro pés de manhã, dois ao meio-dia e três à tarde?” Todos os que ensaiaram a resposta tinham sido estrangulados. Édipo acertou. “É o ser humano! Engatinha quando bebê, anda sobre dois pés quando adulto e recorre a uma bengala na velhice”. A Grécia traz hoje um novo enigma. Existe uma “Esfinge de Tebas” simbólica a assombrar a União Européia. Quem der a resposta errada será estrangulado, como no mito.
“O fracasso da Grécia seria o fracasso de toda Europa. Não é possível deixá-la cair”. São palavras de Nicolas Sarkozy, presidente da França. A quebra de um país que representa menos 3% da economia européia pode empurrar a Eurolândia para uma depressão profunda e, mais do que isso, desorganizá-la. Como é possível?
A Grécia abusou do gasto público desde que aderiu ao euro. Seu déficit fiscal em 2009 superava os 15% do PIB; o déficit primário, os 10%! A dívida pública grega, que em 2009 chegava a 130% do PIB, cresceu ainda mais em razão da crise, chegando a 150% neste ano e, projetada, a 170% em 2012.
Pior, em vista de aumentos salariais além da produtividade e de inflação acima da média européia, o país perdeu 27% de competitividade em relação à região, sem ter, em razão da moeda comum, taxa de câmbio nominal para ajustar: seu déficit externo em conta corrente superou os 8% do PIB.
Mas os gregos não carregam toda a culpa. No fim de 2009, o país pediu ajuda ao FMI. O spread dos seus títulos em relação aos alemães era baixo: 2%. Naquele momento, a UE e o Banco Central Europeu foram contra a ajuda do FMI. Por quê? Razões corporativas do BCE, falta de descortino e excesso de oba-oba dos líderes europeus. Seis meses de discussões estéreis, com a economia grega rolando num tobogã, até que a necessidade do acordo se impôs, só que em muito piores condições.
Quando o FMI fez o empréstimo, o spread já era de 9%, e a deterioração da economia, galopante: o PIB, que já caíra 2% em 2009, declinou 4,5% em 2010; em 2011, menos 4%. Compôs-se o círculo vicioso: enfraquecimento do setor privado, aumento do desemprego, queda da receita tributária, pressão sobre o déficit… Como nas tragédias gregas, depois da excitação da vitória, que traz consigo a irresponsabilidade, aconteceu a reversão do destino.
Reestruturar a dívida grega, não bastaria, dado o tamanho do déficit fiscal. Daí também a imposição de um brutal ajuste, a fim de obter-se um superávit primário de 6% do PIB. Assim, em dois anos, o governo grego deveria reduzir seus gastos primários em cerca de 16% do PIB! Isso com atividade econômica em queda. Mais ainda, sem uma taxa de câmbio para desvalorizar, o enfrentamento do desequilíbrio externo exigiria ainda uma inflação menor do que a média européia, forte redução de custos e aumentos da produtividade.
Parte da reestruturação da dívida grega já se fez, mas o desconto do valor presente dos títulos em mãos privadas tem de passar dos 20% de hoje para mais de 60%. O precedente, os impasses, e a sensação de que se trata de um buraco sem fundo, já contaminaram as expectativas em relação a outros países, como Espanha e Itália, que detêm perto de um terço do PIB da união monetária. Note-se que boa parte dos créditos à Grécia e a esses países tem origem em bancos de países da UE. Do ponto de vista do mercado financeiro, a reestruturação abre o precedente para as demais economias em dificuldades, representando um caso exemplar de risco moral (moral hazard), além de ser financeiramente inviável, pois são economias muito maiores do que a grega.
No início da década passada, a Argentina, com situação parecida à da Grécia, declarou o default, desvalorizou sua moeda, recuperou o nível de emprego e obteve melhora nas suas contas correntes com o exterior, à custa de cortes de financiamento externo privado e da instabilidade de preços. Para a Grécia, esse caminho implicaria o abandono da moeda única e a hiperinflação a curto prazo, sem que dispusesse do boom de preços de commodities que tanto beneficiou a Argentina pós-calote. Deixaria escombros terríveis para a UE, que teria de convencer o mundo de que não haveria efeito-dominó.
Mas por que a UE não foi capaz de corrigir desequilíbrios localizados que, ao subsistirem, trazem perigo para todo o sistema? O problema é a rigidez provocada pela decisão política de criar uma moeda única no início dos anos noventa, forçando o caminho para a criação do que Churchill chamou de Estados Unidos da Europa. A nobre razão política chocou-se com a racionalidade econômica e a criação do euro resultou no maior erro de política econômica em escala internacional da segunda metade do século XX.
Moeda única exige uma economia nacional, com plena mobilidade de mão de obra e de capitais, o que não existe na Europa, onde tampouco há política comum de previdência e benefícios sociais. União monetária exige união fiscal, mas o orçamento da UE é de 1% do PIB, quando no Brasil ou nos Estados Unidos a União (governo federal) detém mais de 20% do PIB – instrumento poderoso de compensações econômicas e sociais.
É fácil também compreender que, não existindo um Tesouro Nacional Europeu, nem um BCE que seja emprestador de última instância, a elasticidade da insegurança de credores dos governos e do setor privado da UE seja altíssima diante de situações de maior incerteza.
A União Européia, que engatinhou durante tanto tempo, de forma promissora, já está de bengala. O abandono do euro pioraria as condições econômicas de todos e representaria um retrocesso político de consequências incalculáveis, numa região que fez duas guerras mundiais só no século passado. Mas manter o euro, e fazer a economia navegar de forma mais segura, exige saltos políticos bem maiores dos que parecem exequíveis a curto e médio prazos. Eis um impasse que, à moda dos enigmas de Tebas, pode devorar a Europa.

O decálogo da crise européia_José Serra

A solução da crise européia está nas mãos da Alemanha. Em seguida, dez tópicos breves sobre o assunto.
1. A crise econômica é grave, afetando o terceiro PIB e o segundo centro financeiro do mundo. Com exceção de pequenos países como a Grécia, essa crise não foi provocada por gastança desenfreada dos diferentes governos. Mesmo a Itália, com uma relação dívida/ PIB muito alta, tinha um déficit fiscal moderado; a Espanha, um endividamento público baixo.
2. A crise é de confiança. Hoje, traduz-se no aumento vertiginoso do prêmio de risco de grandes países da Eurolândia (Itália, Espanha e, mesmo, França), ou seja, dos juros exigidos para refinanciar  as dívidas públicas dos governos. Aquele aumento, por sua vez, põe em risco a capacidade desses governos de honrar suas dívidas, num círculo vicioso, uma profecia que se autorrealiza.
3. Esse círculo vicioso se acentua pela terapia que a União Europeia vem adotando, a fim de manter ou recuperar a confiança do mercado financeiro: corte de gastos públicos e aumento de impostos. Mas isso acaba aumentando a desconfiança, pois o efeito colateral da terapia é jogar o crescimento econômico presente e o previsto para baixo e, junto, as receitas correntes dos governos, agravando a capacidade atual e prevista de honrarem suas dívidas.
4. A bola de neve da desconfiança foi deflagrada pela Grécia, cuja economia equivale a menos de 3% do PIB europeu. Não parece desproporcional? O problema é que há vinte anos foi implantada uma moeda comum, o euro, como se a Europa fosse uma país federativo, à semelhança dos Estados Unidos ou do Brasil. Mas não era e não é. Não há livre mobilidade da força de trabalho. Não há seguridade social unificada. Não há política fiscal unificada. Não há um Tesouro Europeu. Não há um banco central para todas as horas, exceto para fixar juros que valem para todos os países, independentemente da sua situação econômico-financeira. Banco esse que é tutelado pela Alemanha e, em menor medida, pela França. (Tratei deste tema nos artigos Decifra-me ou te devoro e O Brasil e a crise: estresse, não catástrofe)
5. Acabar com a moeda única hoje desencadearia hiperinflação para uns e deflação violenta para outros (começando pela Alemanha) e representaria um golpe mortal para a integração econômica européia, com todas as implicações políticas que isso traria. Por outro lado, salvar o euro exige um aprofundamento dramático da união européia, sem que, para isso, estejam dadas, hoje, as condições políticas e sociais necessárias.
6. Uma terceira hipótese seria o caminho do banho-maria. Mas a histeria financeira e as inquietações sociais inviabilizam esse tratamento. Não parece haver muita chance de “ganhar tempo”, exceto na direção gradual àquele aprofundamento. O preço é não oferecer a segurança que todos desejariam a médio e longo prazos.
7. Acreditem os leitores: já está tudo diagnosticado, as opções de políticas econômicas são conhecidas. A ponta do barbante a ser puxada é a emissão de dívida europeia, do conjunto dos países, baseada em eurotítulos. Como fez o Tesouro Brasileiro nos anos 90 (governo FHC), quando absorveu as dívidas dos estados e emitiu títulos federais como suporte. Ou o Federal Reserve norteamericano em relação às dívidas impagáveis da Califórnia.
8. Quem resiste a isso? De cara, a Alemanha, além de três ou quatro países menores, cujas dívidas públicas ficariam um pouco mais caras. Mas não seria absurdo, diante dos prejuízos que eles mesmos terão se o euro naufragar. Lembre-se que dois terços das exportações da Alemanha vão para a União Europeia, que, diante do naugrágio, viraria, só para começar, uma verdadeira zona de hostilidades comerciais.
9. Como contrapartida, seria necessário estabelecer regras fiscais muito mais abrangentes e rígidas para todos os países. E ampliar a competência da própria União Europeia para acompanhar a situação fiscal de cada país. A inépcia no caso da Grécia foi emblemática: basta lembrar que, no processo orçamentário desse país, inexistia o requisito do “empenho” das verbas, dificultando ao máximo o controle dos gastos. Isso só foi descoberto pelo FMI há uns dois anos. No entanto, a Grécia foi incorporada ao euro no começo dos anos noventa.
10. É difícil prever o que vai acontecer. Como dizia Winston Churchill, “um político precisa ter a capacidade de prever o que vai acontecer amanhã, na semana que vem, no mês que vem e no ano que vem. E ter a capacidade, depois, de explicar por que não aconteceu”. O caso dos economistas é, evidentemente pior, pois suas previsões afetam o dinheiro no bolso de todos, principalmente dos que neles creem.

14 novembro 2011

Movimento contra a corrupção volta às ruas neste 15 de novembro em 40 cidades

Veja no mapa a hora e o local das manifestações

Fernanda Nascimento
Dois meses depois das primeiras manifestações, o movimento contra a corrupção voltará às ruas pela terceira vez na próxima terça-feira, feriado que comemora a proclamação da República. A mobilização, que teve início em 7 de setembro, promete organizar atos de protesto em 40 cidades espalhadas por 15 estados. Em 12 de outubro, mais de 25 mil pessoas participaram das passeatas promovidas em dez capitais.
Veja no mapa abaixo as principais manifestações programadas para esta terça-feira. Para conferir os locais dos eventos e acessar os grupos de discussão no Facebook, basta clicar na cidade.

O golpe de "misericórdia" em Lupi

Primeiro vejam esta foto e leiam a legenda. Segue depois o que informa Daniel Pereira na VEJA Online:
O então secretário de Políticas Públicas de emprego do Ministério do Trabalho, Ezequiel Nascimento, desce de avião avião King Air, de prefixo PT-ONJ, no Maranhão, seguido pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi (no destaque) (Reprodução)
O então secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Ezequiel Nascimento, desce de avião avião King Air, de prefixo PT-ONJ, no Maranhão, seguido pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi (no destaque) (Reprodução)
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, mentiu na semana passada ao dizer que não conhece o gaúcho Adair Meira, dono de três ONGs que têm contratos milionários com a pasta. Conforme revelo VEJA,  Adair providenciou um avião King Air, de prefixo PT-ONJ, para que Lupi cumprisse uma agenda oficial em sete municípios do Maranhão, em dezembro de 2009.
No sábado, numa tentativa de reagir ao fato revelado por VEJA, Lupi não só ratificou a mentira como decidiu ampliá-la, num comunicado divulgado a toda a população. No texto, Lupi afirma que viajou pelo estado a bordo apenas de aviões Sêneca, providenciados por dirigentes do PDT.
Chegou a divulgar fotos dessas aeronaves em aeroportos do interior rodeadas de populares. As fotos não provam que Lupi desembarcou ou embarcou sempre em Sêneca. Nem poderiam. Fotos divulgadas hoje pelo portalwww.grajaudefato.com.br mostram o ministro desembarcando no município de Grajaú justamente no King Air providenciado por Adair Meira.
E não apenas Lupi, como também o ex-secretário de Políticas Públicas de emprego do Ministério Ezequiel Nascimento. Ezequiel foi quem contou a VEJA que coube a Meira, dono das ONGs que fraudaram o governo, a pagar o tour maranhense de Lupi. Abaixo, as fotos que derrubam a farsa do ministro.
Abaixo, reprodução da página do site Grajaú de Fato, com imagens de caciques do PDT descendo de avião King Air em viagem oficial do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na primeira imagem, aparece o então secretário de Políticas Públicas de emprego do Ministério Ezequiel Nascimento. Na segunda, o ministro Lupi. Na terceira, o ex-governador do estado Jackson Lago, já falecido. Vejam. Volto depois.

lupi-no-aviao-dois-reproducao-do-blog

Dilma tem de decidir se demite Lupi ou se mantém um ministro que mente para os deputados, mente para membros de seu próprio partido e mente para a presidente da República. Parece ser uma escolha fácil — a menos que Dilma use aquela ética de José Dirceu, que defende uma “combate imoralista da corrupção”. Segundo esse particular ponto de vista, as virtudes dos adversários são vícios e os vícios de petistas e aliados são virtudes.

“Ascensão e Queda do Comunismo”_Por Reinaldo Azevedo (Veja.com)


A VEJA desta semana traz uma resenha de autoria de Reinaldo Azevedo do livro “Ascensão e Queda do Comunismo”, de Archie Brown. Segue um trecho:

Não foi o então presidente americano, Ronald Reagan, que matou o comunismo. Também não foi o papa João Paulo II. Tampouco foram as fragilidades do modelo. O sistema cometeu suicídio quando resolveu experimentar um pouco de liberdade. É, ao menos, o que sustenta o cientista político e historiador escocês Archie Brown em Ascensão e Queda do Comunismo (tradução de Bruno Casotti; Record; 854 páginas; 89,90 reais). O ambiente era bem deprimente na União Soviética, como revela uma piada que circulava por lá em fevereiro de 1984, quando a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, compareceu para o funeral de Yuri Andropov, que comandara a “pátria do socialismo” por modestos quinze meses. O escolhido para sucedê-lo foi Konstantin Chernenko, de 72 anos. A piada reproduzia um telefonema fictício de Thatcher para Reagan: “Você deveria ter vindo ao funeral, Ron. Eles fizeram tudo muito bem. Com certeza, vou voltar no ano que vem”. E voltou mesmo, treze meses depois, tempo de sobrevida de Chernenko. Em 68 anos de história, a União Soviética tivera quatro dirigentes máximos: Lênin, Stálin, Krushev e Brejnev. Ao chegar ao poder em 11 de março de 1985, Mikhail Gorbachev era o terceiro governante em vinte e oito meses. Havia algo de podre e muito velho no Império Vermelho.
A piada é narrada no grande (em qualquer sentido) livro de Brown. Ao longo de mais de 800 páginas, noventa delas com notas explicativas, ele detalha a trajetória do comunismo mundo afora, do Manifesto de Karl Marx (1848) à dissolução da URSS. Em 25 de dezembro de 1991, seis anos e nove meses depois de se tornar um dos homens mais poderosos da Terra, Gorbachev renunciava à Presidência de um país que já tinha acabado. O homem da “perestroika”, da reestruturação, fora engolido por sua ingenuidade e traído por sua ousadia. Todos os sinos dobraram pelo Natal; nenhum por quem restituíra a liberdade religiosa. Era execrado pelos destituídos do antigo regime e desprezado pelos beneficiários do novo.
Brown, professor de Oxford, é um profundo conhecedor do assunto. Levou dois anos para escrever o livro, publicado em 2009, mas reuniu informações colhidas ao longo de 45 anos e muitas viagens aos países comunistas, especialmente durante a Guerra Fria. E é com essa autoridade que ele afirma: “Na União Soviética, a reforma produziu a crise mais do que a crise forçou a reforma”. Para Brown, embora o modelo soviético estivesse corroído pela ineficiência, pela estagnação e pela incapacidade de entrar na economia da informação, não havia pressão social ou política que tornasse urgentes as mudanças. O modelo poderia ter durado por muito tempo, não fosse Gorbachev.
A relação de Brown com o líder que matou o comunismo é ambígua. Admira sua vocação democrática e suas escolhas políticas e éticas, mas o caracteriza como um político ingênuo, que fez uma aposta brutalmente errada. Qual foi o erro - e, pois, o grande acerto - de Gorbachev? Para responder a essa questão, é preciso citar aquelas que o historiador considera as “seis características definidoras” do comunismo - elas também explicam por que o autor sustenta que o comunismo acabou, ainda que China, Vietnã, Laos, Cuba e Coreia do Norte se digam comunistas: 1) o partido único detém o monopólio do poder; 2) a burocracia partidária tem plena autonomia para tomar qualquer decisão; é o centralismo democrático; 3) há a posse não-capitalista dos meios de produção; 4) a economia é de comando, definida pelo estado, não pelo mercado; 5) há a convicção de que o comunismo está em plena construção e ruma para a perfeição; 6) os comunistas articulam-se em um movimento internacional.
(…)
Leia a íntegra na edição impressa

12 novembro 2011

O que é mesmo ser AMIGO...

A melhor história de Maurício de Souza!!!

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Deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF) inova em Brasília

Milagre em Brasília...

O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.
Descrição: http://content-portal.istoe.com.br/istoeimagens/entrevista/en_3466532655505898.jpg
Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.
Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.
“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.
Quantos Tiriricas, Popós, Romarios, e os outros muitos "parasitas" poderiam seguir este exemplo????
Apenas uma observação: ele é de Brasília e não necessita de passagem aérea, auxílio moradia, etc. NÃO É O CASO DOS QUE VÊM DE OUTROS ESTADOS...

Veja "detona" Lupi

A VEJA desta semana traz uma reportagem de seis páginas, de autoria de Daniel Pereira, Hugo Marques, Gustavo Ribeiro e Paulo Celso Pereira sobre o "lobo mau":
Na manhã do dia 13 de dezembro de 2009, um avião de pequeno porte decolou de Imperatriz com destino a Timon, também no estado do Maranhão. Quando o King-Air branco com detalhes em azul, de prefixo PT-ONJ, já cruzava o céu na altitude e na velocidade determinadas no plano de voo, o então assessor do Ministério do Trabalho Weverton Rocha tomou um susto. Pela janela, ele viu um rastro de fumaça perto do tanque de combustível. Disciplinado, avisou imediatamente seu chefe, o ministro Carlos Lupi: “Olha, parece que está vazando querosene”. Osso duro de roer, como se definiu na semana passada, Lupi reagiu com a confiança e a verborragia que lhe são peculiares. “Nada de mau vai nos acontecer. Tenho 49 orixás que me acompanham”, disse, ecoando um de seus mantras prediletos. Em seguida, o ministro avisou o comandante do problema. O avião retornou a Imperatriz, foi consertado e retomou a viagem ao destino final. Estavam a bordo também o ex-governador do Maranhão Jackson Lago, já falecido, o então secretário de Políticas Públicas de Emprego do ministério, Ezequiel de Sousa Nascimento, e um convidado especial - o gaúcho Adair Meira. Naquele domingo, Lupi, Rocha, Lago e Nascimento, todos do PDT, participaram de um ato político em Timon. Nos dois dias anteriores, percorreram sete municípios maranhenses em uma intensa agenda oficial, divulgada no site do Ministério do Trabalho, reservada ao lançamento de um programa de qualificação profissional no estado. Nos trajetos entre cidades, usaram o mesmo King-Air e estiveram sempre acompanhados do convidado especial Adair Meira a bordo.
Meira não é do PDT, mas tem relações intestinais com o partido. Ele comanda uma rede de ONGs que têm contratos milionários com o Ministério do Trabalho. Era, portanto, um interessado direto no programa que estava sendo anunciado no Maranhão. Mais do que isso. Foi Meira quem “providenciou” o King-Air que transportou o ministro e os pedetistas do governo pelo Maranhão, numa daqueles clássicas confraternizações entre interesses públicos e privados, cuja despesa acaba sempre pendurada na conta do contribuinte. O ministro Carlos Lupi cumpriu uma agenda oficial, usando um avião privado, pago por um dono de ONG que tem negócios com o ministério. E, pior, um dono de ONG acusado de fraudar o próprio ministério. (…)
Aos deputados, Lupi afirmou desconhecer Adair Meira. “Eu não tenho relação nenhuma, absolutamente nenhuma, com o - como é o nome? - seu Adair”. afirmou, num providencial lapso de memória. Depois, emendou: “Posso ter e devo ter encontrado com ele em algum convênio público. Não sei onde ele mora.” Quanta descortesia. No fim de 2010, um ano após o tour maranhense, a Fundação Pró-Cerrado e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renaspi), duas ONGs de Meira, receberam do Ministério do Trabalho, numa solenidade em Brasília, o Selo Parceiros da Aprendizagem, concedido a entidades consideradas de excelência na formação profissional. Na mesma ocasião, a Renaspi foi escolhida pelo ministério como parceira num projeto para qualificar trabalhadores no Maranhão - isso apesar de ter credenciais nem de longe abonadoras. A Procuradoria da República já pediu a devolução de recursos públicos embolsados pelas entidades de Meira. A Controladoria-Geral da União (CGU ), por sua vez, apontou uma série de irregularidades nos contratos executados por ela. Na audiência com os deputados, Lupi garantiu que quase nunca viaja em aviões particulares. E assegurou que jamais se locomoveu à custa de Meira. “Nunca andei em aeronave pessoal nem dele nem de ninguém”, disse o ministro. Lupi esqueceu de combinar a versão com um de seus antigos assessores.
(…)

11 novembro 2011

Instinto materno

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Clique nas fotos para aumentá-las
Por Rita de Sousa
Amigos, essa sequência de fotos reafirma a força da expressão “lutar como uma leoa”.
O instinto materno de uma leoa foi registrado pelo fotógrafo Jean-François Largot, na Reserva Nacional Masai Mara, do Quénia, há dois meses, quando um de seus filhostes escorregou em um barranco, na borda de um precipício.
A reserva queniana é uma extensão das mitológicas planícies do Serengeti, na Tanzânia, situadas do outro lado da fronteira. Foi inaugurado em 1961 com o intuito de proteger a fauna de uma região que estava submetida a contínuas matanças indiscriminadas pelas mãos de caçadores. Tem 1.510 km² e é um ponto turístico para amantes de safáris. Foi palco do filme Entre dois amores (Out of Africa, 1985), com Meryl Streep e Robert Redford.
A sequência de fotos mostra a obstinação da leoa no resgate de seu filhote. Outros membros do grupo observam de longe, apreensivos, embora só a mãe efetivamente se arrisque.
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Espectadores torcem de longe
A leoa não recua, nem titubea
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A mãe, com enorme habilidade, cuidado e esforço, vai chegando perto
O filhote, esgotado começa a escorregar mais para baixo quando a mãe o segura com a boca e começa outra difícil tarefa, a de de retornar ao topo do barranco.
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Filhotinho agarrado, começa a parte difícil da volta
Observe a contração dos poderosos músculos da leoa: sinal de esforço e concentração na tarefa.
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Com o filhote bem seguro, a energia e a concentração na subida
São e salvo, a leoa, vitoriosa, acaricia o filhote que acaba de salvar .
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Missão cumprida pela mãe