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21 dezembro 2011

Barcelona é o Santos ontem...

Sobre o jogo de domingo entre o "Barsa" e o Santos, não poderia ter escrito melhor que o texto de Augusto Nunes 9Veja.com). Vejam só...O recado dos deuses do futebol (Por Augusto Nunes)

Poderia ter sido qualquer time brasileiro, ou qualquer seleção formada depois de 1982. Mas os deuses dos estádios entenderam que não haveria portador mais credenciado que o Santos para o recado aos habitantes do que foi ─ até perder o rumo e a alma ─ o País do Futebol. Em 90 minutos (mais de 70 com a bola nos pés, o restante do tempo preparando-se para retomá-la), o campeão do Mundial de Clubes fez, a rigor, o que fizeram Pelé e seus parceiros de espetáculo na seleção de 1958, na seleção de 1970 e no Santos dos anos 60. “Pelo que ouvi do meu pai, os brasileiros jogavam assim”, disse depois da goleada o técnico Pep Guardiola. O Barcelona é a versão moderna daquele Santos que transformou numa forma de arte a velha e brasileiríssima pelada.
O que se viu na manhã de domingo, a rigor,  foi uma sublime pelada regida por 11 craques. E os 4 a 0 em Yokohama (que poderiam ter sido 6, 8, 9 a 0) liquidaram muito mais que um adversário sem chances desde o primeiro segundo. Liquidaram os técnicos medrosos, as táticas retranqueiras, a discurseira defensivista,  o cabeça de área, o volante que só desarma, o centroavante de ofício, o chutão do goleiro em direção ao imponderável, o jogo aéreo, o zagueiro que rifa a bola, o carrinho homicida, o atacante que não volta para marcar, os brucutus que trocam golpes de luta-livre na hora do escanteio e outras flores do buquê de cretinices tropicais.
A superioridade de dimensões amazônicas também desmoralizou os cartolas que desprezam as equipes de base para caçar medalhões em fim de carreira, que demitem o técnico depois de cinco derrotas, que desmontam a equipe vencedora depois do título conquistado, que acham que o importante é ganhar, mesmo com um gol de mão aos 47 do segundo tempo. E escancarou os estragos causados pelo sumiço da várzea e seus campos de grama rala por escolinhas que formam jogadores de futebol americano e proíbem a fantasia. Hoje, caso disputasse uma peneira, Garrincha não iria além da primeira ginga: seria expulso a pauladas como as ratazanas grávidas das crônicas de Nelson Rodrigues. E substituído por um volante de contenção.
Depois do que se viu no domingo, o que têm a dizer os devotos do futebol de resultados? Quem ousará recitar que o futebol bonito é incompatível com o sucesso duradouro? Muricy Ramalho vai declamar de novo que quem quer ver espetáculo deve ir ao teatro ou ao circo? Mano Menezes vai continuar murmurando que o Barcelona é de outro planeta? O recado dos deuses do futebol será certamente ignorado por Ricardo Teixeira: se depender do dono da CBF, os calendários assassinos permanecerão intocados e a seleção seguirá desperdiçando o lhe resta de prestígio no papel de cabo eleitoral do chefe. Para Teixeira e seus comparsas, é irrelevante o que se passa nos gramados. Ganhar ou não a Copa é secundário. Eles só pensam em ganhar com a Copa.
Ou os times brasileiros redescobrem o drible, a finta, a tabelinha, a audácia, o improviso, a fome de gol, o prazer de jogar bola, ou vão acabar perseguindo a pontapés títulos sem importância em arenas entregues ao controle de quadrilhas organizadas às quais interessa a vitória a qualquer preço, se possível com a eliminação física dos inimigos. O aparecimento de um Neymar só serve para reafirmar, por contraste, o que se perdeu. O futebol brasileiro tornou-se banal, comum, sem brilho, triste. Cada vez mais parecido com Ricardo Teixeira,  vai ficando com cara de fraude.

Liminar contra atuação do CNJ ameaça 2.500 casos

Por Felipe Recondo, no Estadão:
Praticamente todos os 2,5 mil processos em tramitação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) correm o risco de “morrer na praia” com a liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que esvaziou as atribuições do colegiado.
De acordo com integrantes da Corregedoria Nacional de Justiça, quase todos os processos - entre pedidos de providência, reclamações disciplinares, sindicâncias e processos administrativos - foram abertos diretamente no CNJ. Muitos foram encaminhados para os tribunais locais continuarem a investigação e outros permaneceram no próprio Conselho.
Pela decisão do ministro, somente os tribunais locais podem abrir processos para investigar irregularidades cometidas por magistrados. O CNJ só poderia processar os juízes depois que o caso fosse concluído por essas cortes. A depender do alcance que for dado pelo STF a essa decisão, todos os processos que foram abertos na Corregedoria teriam de começar do zero nos tribunais locais. E isso levaria muitos dos casos à prescrição. Como são leves as punições administrativas para magistrados, o prazo de prescrição é curto - de seis meses a cinco anos - e começa a contar no momento em que o fato foi levado ao conhecimento de quem deve investigá-lo.
A liminar de Marco Aurélio ainda precisa ser julgada pelo Supremo, o que deve ocorrer na primeira sessão do tribunal após o recesso de fim do ano, em fevereiro. Caso a decisão seja mantida, os ministros terão então de determinar seu alcance. Caberá a eles, por exemplo, definir se o entendimento de Marco Aurélio vale para todos os casos já abertos ou se valeriam apenas da data do julgamento para frente, se as punições impostas em casos já julgados poderiam ser revistas e se as investigações que foram abertas diretamente pelo CNJ estariam viciadas e, com isso, deveriam ser anuladas.

El Clarín: o surto autoritário de esquerda na América Latina (Reinaldo Azevedo_Veja.com)

Todos vimos a truculência contra o canal a cabo de TV do grupo Clarín, na Argentina. A camarilha, liderada por Cristina Kirchner, está disposta a quebrar a espinha da imprensa e conta, para isso, com setores do Judiciário, da polícia e, como sempre acontece nesses casos, do empresariado. Muitos oportunistas se aproveitam para obter benefícios que não seriam concedidos por um regime democrático pautado pela transparência. No Brasil, setores da esquerda e aquela corja de ex-jornalistas financiada pelo governo federal e por estatais aplaudiram a truculência da “Beiçola de Buenos Aires” — o outro ídolo da súcia é o “Beiçola de Caracas”. O mais impressionante é que Cristina nem se encontrava em solo argentino. Estava em Montevidéu para participar de uma reunião do Mercosul, em companhia dos presidente do Uruguai, Paraguai, Venezuela e Brasil. Sim, Dilma Rousseff entre eles. O dia da operação contra o grupo Clarín foi escolhido a dedo. A presidente da Argentina quis transformar os demais líderes em cúmplices de sua investida.
A propósito: a Venezuela ainda não é membro efetivo do Mercosul, e o grupo decidiu estudar meios de acelerar seu ingresso. Isso só é possível com a concordância unânime dos países, mas a decisão de cada um precisa ser referendada pelos respectivos Parlamentos. O Senado paraguaio, até agora, rejeita a Venezuela porque considera que o país transgride a cláusula democrática  o que é uma verdade absoluta. Então, caras e caros, a síntese é a seguinte: enquanto Cristina buscava esmagar a liberdade de imprensa na Argentina, fazia-se escoltar por quatro outros presidentes da América do Sul, que, por sua vez, prometeram se esforçar para que uma ditadura seja admitida como membro, ignorando a própria carta de fundação do Mercosul. Chávez, apenas um convidado, hostilizou os senadores paraguaios e defendeu que o bloco inclua o Caribe  leia-se: Cuba. Adiante.Volto à questão da liberdade de expressão.
A imprensa enfrenta hoje formas abertas ou veladas de censura na Venezuela, na Argentina, no Equador, na Bolívia e… sim!, se vocês quiserem saber, também no Brasil, ainda que de um modo um pouco mais sutil. Depois de uma América Latina que passou por um amplo e virtuoso processo de democratização, com a obsolescência das ditaduras militares ditas “de direita” (já explico), vive-se a era do surto autoritário de esquerda. Se os militares esmagavam a liberdade de expressão em nome da segurança do estado, os esquerdistas o fazem em nome da igualdade e da suposta vontade popular. Uns e outros odeiam a liberdade.
Estado a serviço de um grupoTodos os governos dos países citados, inclusive o do Brasil, hoje se utilizam da estrutura do Estado para criar constrangimentos à liberdade de expressão. Na Venezuela, Argentina, Equador e Bolívia, os poderosos da hora o fazem abertamente, apelando à maioria que detêm nos respectivos Parlamentos para votar leis antidemocráticas  recorrendo, então, a mecanismos da democracia com o intuito de solapá-la. O governo petista tentou seguir a mesma linha no Brasil ao propor o Conselho Federal de Jornalismo e o “controle social da mídia” nas tais conferências  inclusive a de Direitos Humanos. Houve uma forte reação da opinião pública e o recuo. Oficialmente, Dilma não quer saber do tal controle social. Mas o fato é que seu governo financia a pistolagem política e ideológica do subjornalismo praticado por ex-jornalistas, a exemplo do que fazia Lula. Se ela realmente não gostasse disso ou não concordasse com a prática, poria um ponto final na farra.
O confronto ideológico é parte do jogo político. Um mesmo fato pode ser interpretado de diversas maneiras a depender dos valores de cada um. É natural que veículos de comunicação se dividam a respeito dos mais variados assuntos, escolhendo, então, o seu público. É assim em todo o mundo democrático. Muito bem. Vai aqui uma pergunta à Soberana Dilma Rousseff: é aceitável que a Caixa Econômica Federal financie páginas na Internet cujo objetivo explícito, declarado, indisfarçável, é difamar e caluniar lideranças da oposição, outros veículos de comunicação e mesmo ministros do Supremo Tribunal Federal? Faço a mesma pergunta em outros termos: a Caixa Econômica Federal, UMA EMPRESA PÚBLICA, também não pertence aos eleitores da oposição? Um partido ou grupo, ao assumir o poder, assume também o direito de pôr as estruturas do estado a seu serviço?Cristina Kirchner, Hugo Chávez, Rafael Corrêa e Evo Morales acham que sim! Lula e o PT acham que sim! Alguns supõem que Dilma acha que não. Se não, por que permite a farra?
É evidente que isso caracteriza uma forma detestável de assédio e de patrulha. Se o PT quer promover a guerra contra seus adversários políticos, que o faça com seus próprios meios, os do partido, não com o dinheiro público. Não que essa gente tenha grande importância ou seja muito influente — infinitamente menos do que o barulho que faz. O que estou denunciando aqui é a intenção se setores aboletados no governo, que acham legítimo que o dinheiro da população — porque pertence à população — seja usado em benefício de um grupo. Se e quando o PT for apeado do poder, vai se admitir que o governo federal e as estatais financiem panfletos para perseguir petistas?
Ódio à democraciaO ódio que essa gente tem à democracia e à liberdade de expressão é um troço visceral. Não adianta! Os caras não conseguem entender o modelo. Noticiei ontem aqui que Juan Arias, correspondente do jornal El País no Brasil, havia vertido para o espanhol um post meu e publicado em sua página. Foi o que bastou! A petralhada toda invadiu a página de Arias para me atacar, atribuindo-me, como de hábito, coisas que nunca escrevi. Um delinqüente sugere lá que torci até pela morte de Lula — quando todos sabem que escrevi justamente o contrário. Atribui-me, imaginem vocês!, ter dito que o Apedeuta precisava “desencarnar”. Todos sabem que ele próprio empregou esse verbo, não eu. Outros ainda reclamam que não publico em meu blog as suas opiniões  e as mentiras que contam lá explicam por que não , e isso seria a prova do meu pouco apreço pela liberdade de expressão.
Para eles, “liberdade de expressão” consiste em entrar em meu blog para me atacar, para emplacar suas correntes de difamação, para xingar seus desafetos, para agredir pessoas das quais discordam. Ora vejam! Eu, que repudio qualquer forma de censura estatal à imprensa, seria adversário da liberdade de expressão; eles, que vivem pedindo o “controle da mídia” seriam seus defensores! Ainda não entenderam que a liberdade está justamente no fato de que podem criar as suas próprias páginas. Por que precisam usar a minha para um tipo de pregação que sabem oposta aos valores essenciais do blog? A resposta é simples: PORQUE ELES CONSIDERAM INADMISSÍVEL que exista uma página de sucesso  a mais lida de política; podem chorar na pia!!!  que não comungue dos seus valores. Então “exigem” o direito de pichá-la.
O ridículo dessa gente é de tal sorte que muitos tentam, numa língua que lembra o português e o espanhol sem ser nem uma nem outra, “explicar” a Arias quem eu realmente seria, como se ele não pudesse acessar a minha página e ler o que escrevo com seus próprios olhos, fazendo, então, seu próprio julgamento. Tratam um experiente jornalista como se fosse um forasteiro a quem precisassem explicar os hábitos da terra. Sentem-se imbuídos de uma missão: difamar! E há, claro!, aqueles que estão trabalhando. O PT tinha anunciado a criação de uma tropa de choque para monitorar a Internet.
Falta de compromisso com a verdadeOra, eu não tenho dúvida de que penso coisas que eles detestam. Mas o que realmente penso parece não ser suficiente para que possam secretar o seu ódio e convocar outras pessoas a me odiar também. Então inventam coisas, mentem, atribuem-me o que nunca escrevi, pensamentos que nunca tive, defesas que nunca fiz. Ora, para quem se sente imbuído de uma missão ou é um difamador a soldo, a verdade e a mentira são categorias irrelevantes.
Estamos, sim, queridos, no meio de uma guerra de valores. Os petistas chegaram ao poder porque a liberdade de expressão  QUE NÃO É OBRA DELES, ASSIM COMO NÃO O É O REGIME DEMOCRÁTICO  permitiu que fizesse a sua pregação, falasse de seus valores, atacasse os adversários etc. Uma vez no topo, a liberdade, em sentido amplo, deixou de lhes interessar. Não podendo partir para a violência institucional, acompanhada da violência armada, a exemplo de alguns de seus “companheiros” da América Latina, então optam pelo uso dos cofres públicos para financiar as correntes de difamação. Imaginem se o Ministério Público Federal já não teria entrado em ação caso o PT estivesse na oposição, sendo atacado por grupos e veículos financiados com dinheiro público. As lideranças do partido já teriam botado a boca no trombone. As oposições que temos ainda não atentaram para essa forma de “controle político da mídia”…
Digam o que disserem, o fato é que MEUS TEXTOS, o que realmente escrevi, estão arquivados no blog. Os petralhas estão inconsoláveis. Levaram a sério durante tanto tempo as suas próprias fantasias que se sentem compelidos a entrar no blog de um experimentado correspondente, que conhece o Brasil, para lhe implorar, à moda Groucho Marx: “Juan, você vai acreditar no que você lê na página do Reinaldo ou naquilo que nós dizemos sobre ele?” O post de Arias estáaqui. E o “amor” dos petistas pela liberdade de expressão está devidamente demonstrado.

MEC volta atrás e cancela testes de mais 500 participantes do Enem (Veja.com)

Exatos quarenta dias após ser informado pela Polícia Federal que o vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (2011) era maior do que admitia, o Ministério da Educação (MEC), enfim, voltou atrás e ampliou o cancelamento de questões da prova. Agora, além dos 639 estudantes do ensino regular do Colégio Christus, os 500 alunos do curso pré-vestivular da mesma instituição também terão as 14 questões vazadas canceladas em sua média final.
É a decisão justa, já que o cancelamento agora atinge todos os participantes que tiveram acesso privilegiado à prova. Mas é uma decisão tardia. Como já foi dito, há 40 dias o MEC sabe que o vazamento não se restringia aos estudantes do Colégio. Confrontado com as evidências, o MEC se calou. Em entrevista a VEJA.com no dia 9 deste mês, um assessor direto do ministro Fernando Haddad afirmou que “os indícios apresentados pela PF não foram considerados fortes o suficiente”. Se não eram fortes naquela data, o MEC deve explicar quais são as novas informações que levaram ao cancelamento.
O assunto do vazamento, contudo, não deve de maneira alguma ser encerrado com a decisão tardia desta quarta-feira. Como revelou reportagem de VEJA.com desta segunda-feira, a PF colheu testemunhos que colocam em xeque a lisura da elaboração do Enem, durante a fase conhecida como pré-teste. Nessa etapa, questões que poderão ser apresentadas no Enem são resolvidas por estudantes, com o objetivo de determinar o grau de dificuldade dos testes. Só então, as questões seguem para o banco de dados do Enem e, em seguida, são aplicadas no exame federal.
Segundo depoimentos de um profissional que prestava serviços para a Cesgranrio, fundação contratada pelo Inep para aplicar o pré-teste, houve uma falha grave nessa etapa. Os profissionais contratados para fiscalizar o pré-teste em Fortaleza em 2010, justamente no Colégio Christus, mantinham laços profundos com a escola. Além de contrária ao bom-senso, a prática era proibida pelo próprio MEC, que prometia rigor na fiscalização. Se pessoas ligadas à escola tiveram acesso aos testes, viola-se o princípio da isonomia, segundo o qual todos os participantes do Enem devem estar submetidos às mesmas condições ao realizar a prova. Resta apurar também se a falta de rigor descoberta pela PF em Fortaleza se repetiu em outros pré-testes: no ano passado, 16 avaliações como essa foram realizadas em todo o país.
O ministro Fernando Haddad não se pronunciou sobre o assunto. Aliás, desde que o episódio teve início, no próprio fim de semana de realização do exame, nos dias 22 e 23 de outubro, ele pouco falou sobre o tema. Praticamente, restringiu-se a afirmar que problemas como o ocorrido no Enem eram corriqueiros em exames similares de outros países, como o SAT americano. Ouvido pela reportagem de VEJA, o representante do ETS, associação responsável pelo SAT, negou a tese do ministro.

16 dezembro 2011

Doze questões para Pimentel responder

A tropa de choque governista já derrubou três requerimentos pedindo que o ministro Fernando Pimentel dê explicações ao Senado. A presidente Dilma Rousseff diz que as supostas consultorias dizem respeito à “vida privada” do petista. Ele próprio afirma que não vai porque, vocês sabem, luta pela democracia desde o tempo em que tentava seqüestrar pessoas e assaltava carros pagadores.
Muito bem! O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), apresentou à Mesa do Senado um questionário por escrito, solicitando que o ministro se explique. O envio das questões só depende da aprovação da Mesa, onde, como se sabe, o governo também é maioria.
Eis as 12 questões para Pimentel.
1. A P-21 Consultoria e Projetos Ltda, cujo sócio é o ministro Fernando Pimentel, propôs, à Fiemg, programas de desoneração tributária e desenvolvimento ao governo federal. Quais foram esses programas? Anexar cópias dos programas apresentados à Fiemg.
2. O presidente da Fiemg, Robson Andrade, afirmou que o ministro Pimentel fez palestras nas dez unidades regionais da federação em cidades-polo da indústria mineira. Em quais cidades foram realizadas essas palestras? Qual o conteúdo de cada uma delas? Quanto o ministro Pimentel recebeu em cada uma dessas palestras? Anexar cópia das notas fiscais referentes a cada um dos pagamentos.
3. A Fiemg informou que o ministro Pimentel deu “orientação aos técnicos e colaboradores para elaboração e desenvolvimento de conteúdos”. Quem são os técnicos e colaboradores que trabalharam sob sua orientação? Que tipo de orientação foi dada a esses técnicos? Quanto o ministro recebeu por essas orientações? Anexar cópia das notas fiscais referentes a cada um dos pagamentos.
4. A atual secretária de Desenvolvimento da Produção, Heloísa Regina Guimarães Menezes, foi indicação do Presidente da Fiemg, Robson Andrade?
5. O ministro Pimentel prestou serviços à empresa ETA bebidas Ltda, de Pernambuco? Que tipo de serviços foram prestados? Quanto recebeu por esses serviços? Anexar cópia das notas fiscais referentes a esses pagamentos.
6. Para os serviços prestados à empresa de informática QA Consulting, foram pagos ao ministro Pimentel o equivalente a R$ 400 mil. O ministro Pimentel tinha conhecimento de que um dos proprietários da empresa é filho de Otílio Prado, sócio minoritário do Ministro na P-21 Consultoria?
7. O ministro Pimentel não vê conflito de interesses nessa relação?
8. Que tipo de serviços foram prestados à QA Consulting?
9. A QA consulting foi contratada pela HAP consultoria para executar serviço de infraestrutura para soluções de rede. O ministro Pimentel tem conhecimento de que não há, no CREA-MG, Registro de Anotação de Responsabilidade Técnica referente a esse serviço no período?
10. O ministro Pimentel é amigo pessoal do dono da HAP, Roberto Senna?
11. Por que negócios envolvendo volume tão alto de recursos foram feitos pelo ministro Pimentel sem contratos formais –apenas verbais?
12. Que garantias de prestação dos serviços o ministro Pimentel dava aos seus clientes?

A evolução de homicídio nos estados ao longo de 11 anos

Veja a lista dos estados com a evolução dos dados dos homicídios por 100 mil habitantes, segundo o Mapa da Violência.
homicidios-2011-primeira-partehomicidios-2011-segunda-parte-parte


ranking-homicidios-capitais-1ranking-homicidios-capitais-21

homicidios-ranking-estados-1homicidios-ranking-estados-22

PSDB divulga nota sobre panfleto criminoso que se disfarça de livro

O PSDB divulgou uma nota sobre um panfleto criminoso, que se finge de livro, produzido no mesmo chiqueiro de onde saíram outras tramóias. Não difamar é uma escolha moral e ética. O processo que leva a essa escolha é lento: tem a ver com a educação que se recebeu, com valores, com o cultivo da decência. Já a decisão de delinqüir é rápida quando não se teve e não se tem nada disso, e a canalha não hesita. O caminho da Justiça é mais longo e mais lento, mas tem de ser cumprido. A cadeia espera os vigaristas (Reinaldo Zevedo_Veja.com).

Leia nota divulgada pelo PSDB
*
O PSDB repudia veementemente a mais recente e leviana tentativa de atribuir irregularidades aos processos de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e acusar o Partido e os seus líderes de participar de ações criminosas.
As privatizações viabilizaram a modernização da economia brasileira, com centenas de bilhões de investimentos em serviços essenciais e a geração de milhares de empregos.
Todo o processo foi exaustivamente auditado pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e outros órgãos de controle, e nenhuma irregularidade foi constatada.
O livro agora publicado tem as mesmas características de farsas anteriores, desmascaradas pela polícia, como a “Lista de Furnas”, o “Dossiê Cayman” e o caso dos “Aloprados”. Seu autor é um indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes, incluindo corrupção ativa e uso de documentos falsos.
Uma constante dessa fabricação de falsos dossiês tem sido a participação de membros e agentes do Partido dos Trabalhadores. Os que não se envolvem diretamente nas falsificações não têm pudor de endossá-las publicamente, protegidos, alguns deles, pela imunidade parlamentar.
A nova investida ocorre num momento em que o PT está atolado em denúncias de corrupção que já derrubaram seis ministros, e aguarda ansiosamente o julgamento do Mensalão, maior escândalo de corrupção de que se tem notícia na história do Brasil.
Serão tomadas medidas judiciais cabíveis contra o autor e os associados às calúnias desse livro.
Brasília, 15 de dezembro de 2011
Deputado SÉRGIO GUERRA
Presidente Nacional do PSDB”