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20 outubro 2009

Licitações

A licitação, em tese, serve para a Administração promover a concorrência entre fornecedores interessados em contratar com o Estado. Como qualquer cidadão tem o direito de ser fornecedor do Estado, pelo princípio da Isonomia, é que a Administração promove a licitação dentro do princípio da legalidade. A lei das licitações é bastante flexível quanto a permitir que o Estado faça a melhor escolha levando em consideração preço e qualidade (ou técnica). Ocorre que, por preguiça, desconhecimento e muita má-fé, esses procedimentos são mal feitos e por isso o Estado acaba por fazer os piores negócios. Está cheio de exemplos. Pelos motivos expostos, as licitações são sempre decididas pelo critério do menor preço, deixando a qualidade de lado. Quando não, a Administração simplesmente dispensa a licitação sob o argumento cretino da 'emergência', o que apenas demonstra sua incapacidade de planejamento e muita má-fé.
A má-fé aqui é prima-irmã dos negócios escusos feitos entre os governantes e os financiadores de campanha eleitoral, os quais dão com uma mão para receberm com a outra mais na frente.
Por isso é que os financiadores dividem o 'bolo' entre candidatos da situação e da oposição. Afinal, nunca se sabe o que as urnas vão 'parir'...