A política tem uma incrível capacidade surpreender até mesmo ao mais cético observador. A volta do ex-prefeito de Manaus Manoel Ribeiro – que foi o primeiro prefeito diretamente eleito de Manaus após a ditadura militar que vigeu entre 1964 e 1984, não somente era improvável quanto parecia também até impossível de acontecer. Mas a política – segundo o próprio ‘exumado político – não conhece o terreno da impossibilidade.
Manoel Ribeiro, após se eleger vice-governador em 1982 na chapa de Gilberto Mestrinho, foi eleito prefeito de Manaus em disputa acirrada em 1985 enfrentando Dona Amine Lindoso, ex-primeira dama amazonense (já falecida), assumindo a prefeitura em lugar do então prefeito indireto Amazonino Mendes.
Como vice-governador era cotado para ser “o próximo”, como o marketing da época o caracterizou, mas passou a contar com a concorrência direta do ex-prefeito Amazonino.
Amazonino na ocasião entregou a prefeitura nas mãos do seu já desafeto Manoel Ribeiro, após uma passagem meteórica pela prefeitura a ponto de credenciar-se como candidato a substituir Mestrinho no governo do Estado – diz a lenda que contando com uma boa ajuda do filho de Mestrinho, João Tomé.
O certo é que Amazonino surgia no cenário amazonense como um novo nome a ser considerado no tabuleiro político local graças a seu estilo populista tão ao gosto de seu mentor, Gilberto Mestrinho - Boto Tucuxi navegador.
Após vencer a queda-de-braço interna, acabou se elegendo em 1986 e em 1988 defenestrou como corrupto do cargo de prefeito eleito de Manas o seu então maior desafeto Manoel Ribeiro, este mesmo que agora foi buscar no ‘exílio’ a que se autocondenara no Rio de Janeiro.
Com que propósito? É um pedido de desculpa? Só o tempo dirá e as estrelas entenderão...