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04 fevereiro 2010

O quatrilho

Essa expressão gaúcha remonta a uma prática de se disputar nas cartas as namoradas, jogo em que, como em qualquer outro, se pode blefar e esconder as cartas nas mangas – em outras palavras, trapacear. No Amazonas, assiste-se a um enredo muito parecido ao se verem os atuais quatro ‘maiores líderes’ locais – malgrado outras inferências do código Penal – a se reunirem a fim de ‘jogar o jogo sucessório’ nos planos federal e estadual, com reflexos na sucessão municipal.
Eduardo Braga, Amazonino Mendes, Alfredo Nascimento e Omar Aziz (sendo este vice-governador e que deverá disputar a reeleição no cargo quando assumir no lugar de Eduardo Braga quando este se desincompatibilizar em 3 de abril próximo), num autêntico jogo de cena eleitoral, acenam de longe para Lula e Dilma com apoios explícitos.
Os mais experientes em política local, todavia, sabem que isso tanto pode ser considerado real como também apenas aquilo que realmente é: ‘jogo de cena’. Até porque o quadro eleitoral ainda não está bem definido uma vez que Ciro Gomes não deva ser candidato a não ser que resolva servir de aríete a soldo de Lula para ‘bater’ em José Serra, seu esporte favorito. Com Ciro fora da disputa – o mais provável – Serra bate Dilma no primeiro turno.
O PT, Lula e Dilma se vêem às voltas com o racha do PMDB, cuja metade quer Michel Temer e a outra metade quer José Serra.
De outra parte, resta a definição de Aécio Neves na disputa, pois caso resolva ser vice de José Serra numa chapa ‘puro sangue’, as pesquisas demonstram que a parada se define no primeiro turno a favor de Serra.
Assim, Lula e Dilma tem de esfalfar muito a fim de se imporem aos seus próprios aliados políticos, os quais, como é próprio da política, ao menor sinal de fraqueza a debandada será geral...Quem viver, verá.