Essa expressão gaiata está na boca da população dada a inexistência de uma política séria para esse setor desde o início do século dezenove, ao final da era de um governador também chamado Eduardo - o Ribeiro, quando os bondes ‘cortavam’ as ruas do antigo centro histórico de Manaus e se estendiam até onde é hoje o estádio Vivaldo Lima.
Manaus, mesmo contando entre a sua população com o governador do Estado, por ser a capital, nem por isso desfruta de uma posição privilegiada no setor de transporte urbano de massa.
Priorizou-se o transporte individual como maneira de auto-afirmação das classes sociais em ascensão, do que se aproveitaram os políticos para simplesmente deixarem ao acaso o transporte público, ou, o que é pior, entregue aos interesses meramente privados, nas mãos de empresários de ônibus, que realmente é quem estão ‘dando as cartas’ no setor, a ponto de se insurgirem contra quem tentar pôr alguma ordem no caos que ora predomina.
Todo prefeito que entra é ‘tragado’ pela ‘máquina’ infernal que se montou há décadas com o objetivo de explorar ao máximo a população dócil composta por caboclinhos – tidos por natureza como afeitos ao sofrimento -, os quais, por sua humildade de origem, não têm quem lhes defendam os interesses e assim apenas servem de massa de manobra nas mãos de gente inescrupulosa.
Ações diversionistas e eleiçoeiras são montadas como ‘circos’ a divertirem uns e outros em debate cínico em que os culpados são sempre ‘os outros’ e nunca a autoridade pública assume qualquer compromisso com a solução do problema. Aliás, nem veem isso como problema. Apontam como solução obras de engenharia e nenhuma atenção se dá para a gestão daquilo que cinicamente chamam de ‘sistema’.
Pobre gente pobre! Até quando vão abusar da nossa paciência?