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08 outubro 2010

Serra defende limite para presidente se meter em campanha

Por Gabriela Guerreiro, na Folha:
(…) o tucano José Serra disse nesta quarta-feira que nunca manifestou posição favorável ao aborto. Ao discursar no ato que reúne a oposição em apoio à sua candidatura, Serra disse que as pessoas que mudam suas posições em temas como o aborto querem “enrolar” e “desrespeitar” os brasileiros (…).

“Eu nunca disse que o MST me agrada, porque não me agrada. Eu nunca disse que era a favor do aborto porque eu sou contra. Tem amigos que me acham atrasado. Eu tenho minhas razões íntimas, pessoas, de história, para ter essa convicção. Errado é querer enrolar. Chegou-se ao máximo de estampar em primeira página que o PT ia tirar o aborto do programa. O que não tem direito é uma campanha presidencial enrolar. No fundo é desrespeitar pessoas, os cidadãos. Essa decepção comigo não existirá.”

(…)
o candidato exaltou ações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em seu discurso no ato que reuniu políticos do DEM, PSDB e PPS. Com críticas ao PT, partido a quem se referiu como “duas caras”, Serra defendeu que o Congresso aprove lei que limite a participação do presidente da República em campanhas eleitorais (…).

“Tem certas coisas que não se fazem, são coisas que a gente não faz na vida. Imagine a desigualdade, na linha de massacrar um político que na sua vida só fez defender o interesse do seu Estado e do nosso país”, afirmou. [nota deste blog - referia-se, nesse caso, a Tasso Jereissati]

Nas referências a FHC, Serra lembrou a privatização do setor de telecomunicações e a implantação do real.(…). ”O real eliminou uma nuvem de poeira quente que sufocava o nosso país e oprimia os pobres. Porque, com inflação, quem sofre são os pobres no Brasil e em qualquer lugar do mundo.” (…)

Nas críticas ao PT, o tucano disse que vai responder às provocações “com serenidade”. “As falanges do ódio que insistem em dividir a nação, vamos responder com nosso trabalho presente e nossa crença no futuro. Quanto mais mentiras os adversários disserem sobre nós, mais verdade nós vamos dizer sobre eles. Não queremos o Brasil como a casa da mãe Joana em que governantes fazem o que querem na hora que querem.”

Marina
Num afago público à candidata Marina Silva (PV), Serra disse que ela é uma pessoa “íntegra, que contribuiu muito para a democracia”. Sem pedir explicitamente o apoio da candidata do PV, Serra afirmou que Marina permitiu que chegasse ao segundo turno. “Ela aproximou gente que não gosta de política. Quem não gosta fica à margem e acaba dando espaço para os que não são gente de bem.”