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24 novembro 2010

Os 3 da economia de Dilma "Lula": a realidade exige corte de gastos

Para tentar afastar as dúvidas sobre a postura fiscal no próximo governo, Mantega disse que vai reduzir da dívida pública de 41% do PIB para 30% do PIB, em 2014, e enfatizou que, depois do aumento dos gastos nos últimos anos, “2011 será um a no de recuperação fiscal com corte de gastos de custeio para aumentar a poupança pública”. Nesse linha, avisou que o BNDES receberá menos recursos e que os financiamentos necessários terão que ser supridos pelo setor privado. Nos últimos meses, o BNDES recebeu aporte de mais de R$ 180 bilhões.
Para controlar as contas públicas, Mantega citou como fundamental que não sejam aprovados projetos em tramitação no Congresso, entre eles a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 300, que eleva salários na área de segurança pública. Segundo o ministro, isso representaria aumento de gastos de R$ 46 bilhões para a União, Estados e municípios.
Além disso, Mantega citou aumento do Judiciário, reajuste de aposentados que ganham mais do que dois salários mínimos, aumento do salário mínimo acima dos R$ 540 negociados pelo governo e recomposição salarial dos funcionários públicos federais. Mantega deu entrevista no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), ao lado de Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central), que compõem a equipe econômica da presidente eleita, Dilma Rousseff.
Comento
Viram como a realidade se impõe? Mantega - o "desenvolvimentista que deu asas à gastança de Lula - agora terá de fazer o inverso: cortar gastos. 
Meirelles - o "monetarista", responsável pela moeda e por segurar a inflação (+imposto de pobres) - foi "defenestrado" pela Dilma-Lula justamente por isso.
Dilma-Lula prometeu baixar os juros. Só não disse - porque não sabia, ou não queria saber - se isso era possível. Para não ter de aumentar os juros, terá de cortar despesas - o que nenhum governo sabe fazer, ou não quer. Agora eu quero ver o "c" da cotia assobiar...