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25 novembro 2010

Uma "bala" no trem

Por Dimmi Amora e Leila Coimbra, na Folha:
As empresas francesas de trens de alta velocidade vão desistir de participar do leilão do trem-bala do Brasil se ele for confirmado para a próxima segunda-feira. Alemães e espanhóis devem seguir o mesmo caminho, conforme apurou a Folha. Os grupos multinacionais estão sendo procurados desde a semana passada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para formarem consórcios com empresas nacionais, mas ainda apostam num adiamento do leilão por parte do governo. Com a desistência francesa, o governo fica ainda mais pressionado a tentar conseguir que pelo menos mais um consórcio entre na disputa.
Até agora, só o grupo sul-coreano, formado pela estatal operadora Korail e pela fabricante Rotem/Hyundai e que teria mais 20 empresas nacionais e estrangeiras, confirma que fará proposta. A França foi o segundo país a deter a tecnologia, em 1981. Sua fabricante de equipamentos, a Alstom, é a que tem mais trens de alta velocidade em operação no mundo. É investigada por suspeita de pagamento de propina por contratos no Brasil. Os japoneses, pioneiros na tecnologia, também não devem entrar no negócio. Uma fonte do país classificou como “muito difícil” a participação no projeto que prevê ligar Campinas-SP-Rio se o leilão for na segunda.
Um grupo de 20 empreiteiras de São Paulo ligadas à Associação de Empreiteiras de Obras Públicas e que se apresentou como interessado desistirá se a data for mantida. Para realizar o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, o governo forjou um consórcio de última hora com a estatal da Eletrobras e subsidiárias garantindo 49% do projeto. No caso do trem-bala, essa possibilidade é mais remota. Isso porque o edital exige que o consórcio tenha um fabricante e um operador desse tipo de trem.
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Comento
E aqui em Manaus, como vão as coisas com o VLT? Por que a gente também não mete uma "bala" nele? Olha que até o Negão Amazonino Mendes não gosta do troço. Aonde existe é dificitário e cheio de problemas técnicos, além de ser muito cara a tarifa, que tem de ser subsidiada. Ora, vão-se...