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22 dezembro 2010

BC eleva previsão de défixcit externo em 2011

Por Fernando Nakagawa e Fabio Graner, no Estadão:
O rombo das contas externas vai crescer em 2011. Projeção divulgada pelo Banco Central mostra que gastos como o aluguel de equipamentos, viagens internacionais e pagamentos de juros devem levar o déficit para US$ 64 bilhões, novo recorde e 31% maior que o esperado para 2010.
A estimativa anterior era de US$ 60 bilhões. Na cifra são somadas as compras e vendas de bens e serviços do Brasil com o exterior. O cenário esperado pelo BC mostra que as despesas em dólar devem continuar crescendo no próximo ano, embora em ritmo um pouco menor.
Recorde. O cenário de piora na conta corrente teve mais um capítulo no mês passado, quando o indicador apresentou rombo de US$ 4,69 bilhões - o pior saldo para o mês desde o início da série de dados, em 1947.
A principal responsável foi a conta de serviços e rendas, que continuou no vermelho. O aluguel de equipamentos, por exemplo, fechou o mês deficitário em US$ 1,22 bilhão, o pagamento de juros em empréstimos externos atingiu US$ 558 milhões e a remessa de lucros e dividendos por multinacionais instaladas no Brasil somou US$ 1,94 bilhão.
Além disso, o resultado foi prejudicado pelo aumento das importações. Com o aumento da compra de mercadorias importadas em ritmo mais acentuado do que as exportações, a balança comercial gerou apenas US$ 312 milhões ao Brasil no mês passado.
O crescimento econômico é um dos fatores que explicam esse movimento em 2010 e a expectativa de aumento do déficit externo em 2011. Uma expansão da economia leva a aumento na renda, o que estimula importações, viagens ao exterior e também os investimentos na economia. Com isso, despesas como aluguel de equipamentos originados do exterior sobem. A contratação de equipamentos (como plataformas de petróleo e grandes guindastes, entre outros) deve somar US$ 14,5 bilhões em 2011, valor 11,5% maior que a previsão anterior. Também devem crescer gastos em sistemas eletrônicos, seguros, fretamentos marítimos, passagens aéreas e viagens internacionais.
COMENTO:
Com a expectativa de 83% da populaçlão de que o governo "Dilma" será ótimo ou bom, segundo o Datafolha, e a economia mundial em baixa, os gastos públicos da "era Lula" em alta, ao déficit externo se acentiuando - gerando emprego lá fora -, a inflação resfolegando no seu cangote, etc., a probabilidade de uma ressaca forte nessa expectativa ficará por conta dela não poder entregar o que prometeu "nunca antes na história deztepaiz". A vingança virá a galope...Quem viver, verá...