Muita gente vai estranhar esse título achando que a resposta é óbvia e que as festas se devem ao fato de nesta data ter nascido Jesus Cristo. OK. Concordo. No entanto, continuo a fazer a mesma pergunta com resposta "óbvia". Isso porque não creio que a maioria da humanidade saiba - ou queira saber - mesmo quem foi Jesus Cristo.
Esse Personagem da História (não creio que ainda haja alguém que duvide de Sua historicidade), no entanto, por já parecer "fazer parte da paisagem" (afinal há 2010 anos que a "cristandade" O festeja - e isso é mais do que prova de Sua historicidade, tendo mesmo dividido ao meio a História em aC e aD), todavia as pessoas nem se dão conta de Sua importância para a humanidade. Explico porque: as pessoas - os cristãos, propriamente - se preocupam mais com as tradições das festividades em si do que com o "Homenageado", pois dEle não se lembram como mais do que uma simples figura histórica que a tradição aponta como Alguém que, se dizendo "Filho de Deus", aqui nesta Terra nasceu como criança; foi perseguido logo que nasceu e durante toda a sua vida; ensinou e curou muita gente; escolheu alguns seguidores que denominou de apóstolos; nunca escreveu nada, mas foi o Personagem de Quem mais se escreveu; foi morto por cruciifixão pelos romanos a pedido dos próprios judeus e ressusciou ao terceiro dia e subiu ao Céu - aqui a fé já começa a fraquejar... - e ninguém nunca mais o viu. Que história triste, não? No Natal somente se contam a "parte boa" da História - o nascimento - e se deixam a parte, como diríamos, "triste" para a "semana santa" entre março e abril, pois afinal o que se quer nesta data natalina é festejar e não contar história triste.
É aqui justamente que reside a importância da resposta à pergunta incômoda: Jesus nasceu para morrer por nós! Como então separarmos as duas partes da História? O nascimento de Jesus - o Natal - é importante justamente porque nesta data - não em dezembro (com noites de invernos rigorosos), mas provavelmente em outubro (quando o clima está agradável e conta com pastores nas colinas de Belém...) - houve o cumprimento da mais importante profecia da bíblia: a de que um dia nasceria uma Criança que "esmagaria a cabeça da serpente" e que foi prometida por Deus lá no Éden logo após a queda de nossos primeiros pais, Adão e Eva. Essa história está em Gênesis 3:15: " E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar". Esse diálogo se deu entre Deus e o Tentador (que se "camuflou" por detrás da serpente - usando-a como chamariz e instrumento de tentação), deixando antever que seu domínio (do Tentador) sobre a criação de Deus seria obstaculizada - haveria "inimizade" entre os seguidores de Deus e os seguidores do Tentador - e finalmente este seria julgado e condenado à morte quando a "semente" (Jesus) da mulher (Maria) desse à luz a um Filho que lhe "esmagaria a caneça", enquanto que esse "Filho do Homem" e também "Filho de Deus" sofreria um "ferimento no calcanhar", ou seja, a morte na cruz e os "longos" (para Quem sempre viveu) 3 dias sob o poder da morte (o cômputo do dia naqueles tempos era inclusivo, isto é, considearava qualquer fração de um dia como "umdia inteiro". Assim, Jesus morreu às 15h de sexta-feira, passou todo o sábado na sepultura, e, ao raiar do 1o dia da semana, ressuscitou - portanto 3 dias). Jesus morreu a nossa morte para que pudéssemos viver a Sua vida.
Percebam como tanto o nascimento quanto a morte de Jesus foram preditas desde o Éden! Assim, não há como separar uma história da outra. Jesus nasceu para morrer. A sentença de mortre decretada por Deus contra a humanidade (Adão e Eva no Éden) após a queda recaiu sobre o próprio Deus na pessoa de Seu Filho - na verdade a segunda pessoa da Divindade. Por Ele, Jesus, a humanidade será reerguida e voltará à harmonia original. Durante toda a História da humanidade se verificou a existência de um "grande conflito" entre os "filhos de Deus" e os "filhos das trevas". A obediência é a grande chave para a liberdade. No ponto em que Adão e Eva caíram, Jesus venceu! Aqueles caíram pela desobediência no Éden; Jesus venceu no "deserto da tentação" e durante todo o Seu ministério. O Tentador procurou de toda sorte obstaculizar o cumprimento dessa profecia, a qual não compreendia muito bem, mas sabia não lhe ser benéfica, pois a sua cabeça seria "esmagada".
Ao longo de toda História da humanidade - e do "povo de Deus em particular - se percebe a "inimizade" entre o mal e o bem. A humanidade desceu fundo na prática do mal, mas sempre houve um remanescente que ficou ao lado de Deus e da verdade. Noé e sua família sobreviveram ao dilúvio - evento tão certo quanto as marcas deixadas pelo mesmo na face da Terra em termos de "grands cannyons", "jazidas de carvão mineral", "petróleo", "fósseis de animais e plantas", etc. Abrahão, Isaac e Jacó deram origem a Israel, o antigo "povo de Deus", de onde nasceu o prometido Messias - Jesus, a "semente" da mulher. Esse povo sofreu cruel oposição do Tentador, que tudo fez para afastá-lo de Deus. Quando Jesus nasceu, o Tentador procurou matá-Lo logo no nascimento. E assim fez ao longo de toda a vida de Jesus, mas sem sucesso a não ser quando Este Se deixou matar na cruz. Por que era necessário que Jesus morresse? Por que Deus arquitetou um plano desses? São Paulo afirma que "sem derramamento de sangue (isto é, a morte) não há remição (perdão) dos pecados (transgressão da Lei de Deus)" (Heb. 9:22). Assim, apenas Alguém que tivesse vida em Si mesmo (como Jesus tinha) podia morrer a morte em nosso lugar e assim "pagar o preço" da transgressão original e de cada filho e filha de Adão e Eva. Na fé de que esse sacrifício foi substitutivo à nossa morte eterna reside o "Plano da Salvação". Jesus declarou: "quem crer em Mim ainda que esteja morto viverá e quem vive e crer em Mim jamais morrerá (eternamente)" (S. João 11:26). A morte eterna é aquela que será destinada a todos quantos continuarem em seu caminho de transgressão da Lei de Deus (Êxodo 20; Apoc. 20:11-15) e a receberão como sentença final. Esta morte também está destinada ao Grande Rebelde, ao Tentador, Satanás, que caiu de sua posição no Céu antes da fundação da Terra (Apoc. 12:7; Ezeq. 28).
Este texto é uma contribuição a todos quantos me acompanham neste espaço e dever ser recebido de forma a levá-los a meditar na figura de Jesus como muito mais do que um simples pregador que morreu de forma vergonhosa, numa aparente derrota, sob os poderes dos homens maus. Deus, para demonstrar que é capaz de se sacrificar pelo pecador sem, todavia, rebaixar a norma de Sua Santa Lei, cumpriu-a e deu o exemplo de como cumpri-la em todas as fases da vida. Daí ter nascido como uma criancinha, ter passado pela infância, adolescência e fase adulta. Por 33,5 anos conviveu nesta Terra como 'estrangeiro' sem se eximir de participar ativamente da vida humana, mas sem cometer nenhum pecado. Foi o 'segundo Adão', isto é, veio sem a natureza pecaminosa (pois sendo Deus não tem em Si mesmo o germe do mal), mas, como qualquer ser humano, foi tentado em tudo quanto poderia ter sido levado a cometer pecado pelo Tentador. Sua 'arma' sempre foi um claro 'está escrito', demonstrando assim a importância de Sua Palavra escrita como um guia seguro para o cristão.
Tão importante quanto as profecias (são mais de 800 no Velho Testamento) acerca de sua primaira vinda como Messias sofredor e 'cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo' (como era prefigurado nos holocaustos e no cerimonial do Templo judaico), devemos olhar para as diversas outras profecias que tratam de seu retorno como Juiz de toda a Terra. Em Sua providência, Deus deixou que o mal maturasse por mais de 2 mil anos. A Terra, por tudo que pode ver e pelo que as inúmeras profecias demonstram, parece estar em seus estertores e a promessa de sua segunda vinda está se cumprindo a passos largos, mas a humanidade, a wexmplo do que ocorreu nos tempos de Noé, está entregue a um incrível e inexplicável frenesi por festas, comemorações, beberagens, comilanças, sexo, drogas e outras práticas divercionistas que a afastam da iminente hora do juízo de Deus. A Natureza geme e pranteia pelas ações do homem. As sociedades estão cheias de corrupção e crimes. Todas as profecias bíblicas se cumpriram. Um de seus maiores estudiosos foi o grande cientista Sir Isaac Newton ("As profecias de Daniel e Apocalipse"). O maior de todos os períodos de tempo profético (Dan. 8:14; 12) se cumpriu em 1844, quando teve início aquilo que em Daniel é chamado de 'tempo do fim'.
Que Jesus Cristo, Deus o Pai, e o Divino Espírito Santo nos ajudem a obedecer aos mandamentos de Deus e possamos alcançar "novos ceús e nova Terra" (Apoc. 21:1) que Ele tem preparado a cada um de nós na Sua segunda vinda. Amém.