Do grupo de ministros anunciados nesta terça, o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) como titular das Relações Institucionais chega a ser chocante chocante. Qual é a sua maior credencial para o cargo? É do grupo de José Dirceu, o dito “consultor” de empresas privadas! E só. Não se pode dizer dele nem mesmo que seja um parlamentar influente, que exerça alguma forma de liderança na Casa. Não é conhecido por ser especialmente hábil. Não é conhecido por ser especialmente inteligente. Não é conhecido por ser especialmente influente. O que o faz notável é ser uma espécie de porta-voz dos anseios de Dirceu. Logo, o “consultor” ganhou um ministério.
Sérgio se fez notar duas vezes em 2008 — e, em ambas, sua atuação foi asquerosa. Ele foi o relator da CPI dos Cartões Corporativos. Corajoso, não tentou disfarçar que estava na comissão para livrar a cara dos petistas. Mas isso ainda era pouco: Sérgio poupou todos os ministros de Lula — não sugeriu um só indiciamento dos companheiros — e , de quebra, cobrou explicações dos ministros de… FHC!!! Quando a comissão apurava o dossiê feito na Casa Civil, comandada por Dilma Rousseff e Erenice Guerra, contra FHC e Ruth Cardoso, o servidor José Aparecido, acusado de vazar o procedimento ilegal, depôs. Sérgio, muito inquiridor, quis saber o que significavam estas três letras que encerravam um e-mail escrito por Aparecido: “sds”. O homem respondeu: “Saudações”. Luiz Sérgio agradeceu!
Também em 2008, quando se conseguiram no Senado as assinaturas necessárias para fazer uma CPI sobre as lambanças na Petrobras, Sérgio liderou um ato público contra a CPI, acusando um complô, o que era mentira estúpida, para tentar privatizar a empresa.
Esse sujeito, subordinado a Dirceu — o mais antiinstitucional dos petistas —, será ministro das Relações Institucionais, pasta que cuida da articulação política. É uma piada!
Não sei se o governo Dilma estará à altura do seu ministério. Espero que não! Ou será ruim de doer.