O novo presidente do PT, Rui Falcão, recebeu do governo federal uma indenização de R$ 1,24 milhão, em valores atualizados, por ter sido perseguido durante a ditadura militar (1964-1985). Ele participou da luta armada e obteve o benefício após declarar à Comissão de Anistia que ficou impedido de trabalhar como jornalista por perseguição política. A quantia foi fixada em setembro de 2003, no início do governo Lula. O cálculo, retroativo, considerou que o petista teria direito a remuneração mensal equivalente à de um editor de jornal entre os anos de 1991 e 2002. Neste período, ele também recebeu salários da União, do Estado e da Prefeitura de São Paulo ao exercer funções de deputado estadual, deputado federal e secretário municipal de governo.
Falcão foi procurado anteontem, mas não atendeu aos pedidos de entrevista.
O petista foi anistiado em dezembro de 2002, no fim do governo Fernando Henrique Cardoso. Sua indenização correspondia a R$ 748 mil, em valores corrigidos. Depois da eleição de Lula, ele pediu a revisão do benefício, alegando erro de cálculo e pedindo pagamento retroativo por mais cinco anos. Seu recurso foi aceito, e a indenização subiu para o equivalente a R$ 1,24 milhão. O Ministério do Planejamento não informou quando o valor foi pago, alegando que o dado seria sigiloso.
A quantia foi considerada alta por membros da comissão ouvidos pela reportagem. O órgão mudou suas regras em 2009 para suspender novas indenizações milionárias. Hoje, reparações a jornalistas não costumam ultrapassar R$ 3.000 mensais.
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Falcão foi preso em abril de 1970 num apartamento em Porto Alegre onde, segundo os documentos secretos, rodava panfletos com “propaganda subversiva”. Passou dois anos e oito meses no presídio da Ilha das Pedras Brancas, no rio Guaíba. Mais tarde, relatou ter sido submetido a maus tratos.
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O petista retomou a carreira jornalística ainda na ditadura, com passagens por grandes veículos. Foi contratado pelo Grupo Estado em 1975 e comandou a revista “Exame” entre 1977 e 1988. No pedido de indenização, afirmou ter sofrido “inúmeros percalços” na profissão por motivações políticas.
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Falcão foi preso em abril de 1970 num apartamento em Porto Alegre onde, segundo os documentos secretos, rodava panfletos com “propaganda subversiva”. Passou dois anos e oito meses no presídio da Ilha das Pedras Brancas, no rio Guaíba. Mais tarde, relatou ter sido submetido a maus tratos.
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O petista retomou a carreira jornalística ainda na ditadura, com passagens por grandes veículos. Foi contratado pelo Grupo Estado em 1975 e comandou a revista “Exame” entre 1977 e 1988. No pedido de indenização, afirmou ter sofrido “inúmeros percalços” na profissão por motivações políticas.
Comento:
Essa turma é danada, mesmo!... Quem realmente foi perseguido muitas das vezes fica esperando anos a fio até ver o seu processo se mexer na tal Comissão de Anistia do MJ. Quem não reza pela cartilha do PT ou não é membro de algum sindicato, babau!