“O governo federal está fazendo educação ideologizada e criminosa”, diz o senador Demóstenes, citando livros didáticosDenúncia do Senador Demóstenes Torres (DEM, GO) In: Ricardo Setti (Veja.com):

Demóstenes Torres: livros da rede pública contêm "idiotia", menção a guerra racial, loas ao MST e propaganda do governo, entre outros problemas
(Da Agência Senado)
Citando trechos de livros das coleções distribuídas para as escolas públicas de todo o país, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse nesta terça-feira, 21, que “o governo federal está fazendo educação ideologizada e criminosa”. Ele afirmou que, além de ensinar matemática errada e agredir o idioma, o Ministério da Educação tenta fazer de cada aluno “um militante de ONG, sindicato ou partido ligado ao Palácio do Planalto”.
– Folhear o livro [Viver, Aprender] é um passeio pelos diversos ensaios da idiotia. Lê-lo é ter contato com um texto confuso, às vezes patético. Estudar por ele é tomar aula primária de militância esquerdista com argumentos pré-revolução russa de 1917. Duvida do descobrimento do Brasil, repete a catilinária da guerra racial e sai semeando aleivosias — assinalou.
Segundo Demóstenes, o livro Vivências e Diversidades informa que há apenas dois grupos de jovens no Brasil, o dos negros e pardos, com 51% da população, e o de brancos, com 49%. Na estatística do ministério, disse o senador, não existem no país os amarelos, cafuzos, mamelucos, polacos, mulatos, mestiços e índios. O senador também disse que o “marketing chapa-branca” fez com que os livros incorporassem propaganda explícita do governo, com reprodução integral de peças publicitárias.
– Na lavagem cerebral do governo, a desigualdade social chegou com os portugueses e só começou a melhorar mais de cinco séculos depois, em 2003, quando o salvador de Cesare Battisti tomou posse.
Ele chamou a atenção para uma frase sobre as capitanias hereditárias encontrada em um dos livros autorizados pelo MEC: “Esse foi o início da formação de grandes propriedades de terra no Brasil, em geral concentradas nas mãos de poucos”.
– Pela lógica da companheirada – analisa Demóstenes — os chacareiros de agora são todos herdeiros de Francisco Giraldes, Jorge Dalbuquerque e Vasco Coutinho, com alguns primos de Mem de Sá e Tomé de Souza.
Demóstenes também citou trecho dos livros que apresentam os barracos de lona do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) como “habitações provisórias enquanto lutam pela posse definitiva da terra” e uma foto que mostra uma invasão de terra em que, conforme afirmou, “a ilegalidade é rebatizada de ocupação”.
Ele ressaltou que o livro “nada diz a respeito do líder quadrilheiro José Rainha, agora preso por roubar dos pequenos agricultores para se divertir com carrões, viagens e festas”.
– Esse amontoado de loas ao MST é estudado nas escolas urbanas e rurais, de Roraima ao Rio Grande do Sul, da Paraíba ao Acre. Fico imaginando qual seria a reação de um pai ou mãe de um aluno ao ler isso. Em nome de quê? Qual é o objetivo final de tudo isso? — questionou.
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Leia a íntegra da reportagem da Agência Senado.