Por conta do que vem ocorrendo em
torno da CPMI do Carlinhos Cachoeira, muita gente “boa” vem escrevendo
barbaridades acerca de um possível envolvimento criminoso de jornalistas investigativos
com “fontes bandidas”, como se houvesse outra forma de obter informações sobre
bandidos que não fosse ouvindo quem faz parte do bando.
Sem o “garganta profunda” (membro
da gang do ex-presidente Nixon, que grampeou o Partido Democrata) aonde teriam chegado os jornalistas do WP sobre Watergate? Em nenhum lugar.
No entanto, verbalizando uma
incontida vontade totalizante vinda das catacumbas do lulo-petismo, bem
conhecidas é certo, alguns articulistas, desavisadamente (ou muito
avisadamente) se prestam a trombetear que a mídia é golpista, etc. Que mídia? Para
mostrar “isentismo” ou um “que” de “intequitualismo”, citam Gramsci e outros profetas
do “controle social da mídia” – que seria na verdade a censura pura e simples
-, em nome de um certo “socialismo”, pretensamente mais virtuoso do que as “forças
de mercado”, esse ente tão demonizado...por eles. Não existe "modelo" perfeito neste mundo imperfeito...Mas a democracia é o pior "modelo", com exceção de todos os outros (Winston Churchil).
Na verdade, estamos diante de uma
orquestrada campanha de desqualificação da imprensa livre patrocinada pelo
lulo-petismo, que se vê às voltas com a iminente condenação pelo processo do “mensalão”,
querendo passar uma ideia de que esse que foi o maior atentado ao estado
democrático de direito praticado no Brasil desde Cabral seja tido como apenas
parte de uma bandidagem “muito nossa”, de financiamento espúrio de campanhas
políticas e, por isso, deveria ser deixado para lá...
Esse é o verdadeiro objetivo dessa
gente.
Lula, José Dirceu e cia., querem por
que querem enxovalhar o Supremo, o Procurador Geral e a Imprensa livre (por que
existe a imprensa “chapa branca”, paga com dinheiro público para fazer uma
espécie de subjornalismo na imprensa em geral, impressa, televisiva e na web –
essa, sim, para eles é a “boa imprensa”, a que faz propaganda do governo “companheiro”
e combate a ...imprensa livre).
A tática utilizada pela imprensa “companheira”
é a mesma utilizada pelo nazi-fascismo da década de 1930-45, quando os próceres
do Furer, tendo Goebels como mentor, atacavam a “imprensa judia” e manipulavam
a opinião pública alemã com suas mentiras repetidas à exaustão, até que
pareciam a exata expressão da verdade. Deu no que deu.
Em qualquer lugar e em qualquer
tempo, se o cidadãos de bem deixam que outros lhes sirvam de guia em matéria de consciência, seja por
comodismo, seja por qualquer outra razão, achando que isso não lhes diz
respeito, mas que serve apenas como meios de luta politiqueira, da qual são
avessos, quando quiserem reagir já será muito tarde...
“Prefiro a crítica, porque me corrige,
do que a bajulação, por que me corrompe” (Santo Agostinho).