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21 maio 2012

ODE À IMPRENSA LIVRE



Por conta do que vem ocorrendo em torno da CPMI do Carlinhos Cachoeira, muita gente “boa” vem escrevendo barbaridades acerca de um possível envolvimento criminoso de jornalistas investigativos com “fontes bandidas”, como se houvesse outra forma de obter informações sobre bandidos que não fosse ouvindo quem faz parte do bando.
Sem o “garganta profunda” (membro da gang do ex-presidente Nixon, que grampeou o Partido Democrata) aonde teriam chegado os jornalistas do WP sobre Watergate? Em nenhum lugar.
No entanto, verbalizando uma incontida vontade totalizante vinda das catacumbas do lulo-petismo, bem conhecidas é certo, alguns articulistas, desavisadamente (ou muito avisadamente) se prestam a trombetear que a mídia é golpista, etc. Que mídia? Para mostrar “isentismo” ou um “que” de “intequitualismo”, citam Gramsci e outros profetas do “controle social da mídia” – que seria na verdade a censura pura e simples -, em nome de um certo “socialismo”, pretensamente mais virtuoso do que as “forças de mercado”, esse ente tão demonizado...por eles. Não existe "modelo" perfeito neste mundo imperfeito...Mas a democracia é o pior "modelo", com exceção de todos os outros (Winston Churchil).
Na verdade, estamos diante de uma orquestrada campanha de desqualificação da imprensa livre patrocinada pelo lulo-petismo, que se vê às voltas com a iminente condenação pelo processo do “mensalão”, querendo passar uma ideia de que esse que foi o maior atentado ao estado democrático de direito praticado no Brasil desde Cabral seja tido como apenas parte de uma bandidagem “muito nossa”, de financiamento espúrio de campanhas políticas e, por isso, deveria ser deixado para lá...
Esse é o verdadeiro objetivo dessa gente.
Lula, José Dirceu e cia., querem por que querem enxovalhar o Supremo, o Procurador Geral e a Imprensa livre (por que existe a imprensa “chapa branca”, paga com dinheiro público para fazer uma espécie de subjornalismo na imprensa em geral, impressa, televisiva e na web – essa, sim, para eles é a “boa imprensa”, a que faz propaganda do governo “companheiro” e combate a ...imprensa livre).
A tática utilizada pela imprensa “companheira” é a mesma utilizada pelo nazi-fascismo da década de 1930-45, quando os próceres do Furer, tendo Goebels como mentor, atacavam a “imprensa judia” e manipulavam a opinião pública alemã com suas mentiras repetidas à exaustão, até que pareciam a exata expressão da verdade. Deu no que deu.
Em qualquer lugar e em qualquer tempo, se o cidadãos de bem deixam que outros lhes sirvam de guia em matéria de consciência, seja por comodismo, seja por qualquer outra razão, achando que isso não lhes diz respeito, mas que serve apenas como meios de luta politiqueira, da qual são avessos, quando quiserem reagir já será muito tarde...
“Prefiro a crítica, porque me corrige, do que a bajulação, por que me corrompe” (Santo Agostinho).