Por João Domingos, no Estadão:
Pressionada pela série de paralisações pelo País, a presidente Dilma Rousseff pretende isolar a CUT e outras centrais que comandam as greves em 30 setores do governo federal com as negociações em separado com os servidores.
Pressionada pela série de paralisações pelo País, a presidente Dilma Rousseff pretende isolar a CUT e outras centrais que comandam as greves em 30 setores do governo federal com as negociações em separado com os servidores.
A estratégia é neutralizar o poder de
mobilização das entidades. Dentro do governo, as informações de
bastidores são de que a presidente está muito irritada com a CUT, braço
sindical do PT, por entender que, de todas as entidades representativas
de trabalhadores, deveria ser a primeira a compreender o momento de
crise econômica mundial e a queda na arrecadação de impostos.
A CUT, porém, “fugiu do controle”, na
avaliação de integrantes do governo. A central sindical é ligada à
Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), um
dos principais pilares da greve. A entidade tem entre seus associados os
sindicatos de servidores federais e os que controlam as grandes
agências reguladoras.
No caso dos professores e servidores
universitários, os primeiros a entrar em greve, ainda em maio, a central
que comanda a mobilização é a Conlutas, controlada pelo PSTU e pelo
PSOL, partidos de oposição a Dilma.