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19 agosto 2012

A vida não é fácil....

Não adianta chorar, a vida tem de ser vivida...
Uma vez vítima da aleatoriedade biológica - e, por isso mesmo tendo nascido sem querer -, um dia, ao saber-se vivo - porque pensante, segundo Decartes -, nada nos resta, a homens e mulheres deste planeta, senão viver a vida...
Se suicidar-se antes da dúvida filosófica com a qual a vida nos afronta, qual seja "quem sou, de onde venho e para onde vou", não seja possível, e, mesmo após tão desconcertante evento, não seja razoável, o que restará fazer?.
Após ser acossado por essa "dúvida filosófica", surge outra dúvida: a morte antecipada - o suicídio - seria a solução aceitável? Além de não se poder explicar a razão de "estar aqui", ainda por cima somos guiados pela dúvida acerca do "destino após a morte" e por um "desejo imanente" de permanecermos aqui.
Talvez isso explique a razão da luta instintiva para nos mantermos vivos "aqui e agora" para, quem sabe, mais à frente, poder chegar a aulguma explicação plausível, isto é, a razão maior que nos leva a nos mantermos "conscientes", apesar dos pesares, e, quem sabe, a decisão de gozar do que for possível gozar nesta vida - de forma triste ou alegre, conforme a ditadura das circunstâncias.
Assim é que decidmos viver o "aqui e agora" para, quem sabe, mais à frente, poder explicar a própria razão da existência em algum outro momento, mesmo que improvável.
O certo é que, superada a vontade de dar cabo à própria existência, esta "imposta" por uma razão superior e equidistante - posto que não explicada nem pelas vontades que assim as decidiram (os nossos pais), e nem por quaisquer outras "autoridades" que sejam capazes de nos convencer sobre a justiça dessa decisão atávica -, resta unicamente a improvável decisão de "ir-se vivendo" até que, algum dia, algo faça sentido.
Assim é que "a vida" vai moldando o "ser vivente" conforme as decisões que este tomar sobre a própria vida e a vida de outros, os quais venha a escolher manipular - como que por "vingança" de ter sido manipulado antes, de forma consciente ou inconsciente -, ou conforme a vida se lhe impôs viver, como que pela "ditadura das circunstâncias"...
Não seria nada estranho, portanto, o fato de homens e mulheres seguirem rumos aparentemenete aleatórios, descolados de qualquer sentido da realidade, não fosse o fato de que a sociedade lhes impusessem suas regras, suas leis - convenientes para uns e incovenientes para outros, mas surgidas como resultado de uma regra "superior", qual seja a da manutenção e usufruto de uma vida breve, mas prazeirosa, cheia de atrativos materiais, legitimadas por uma moral pragmática, capaz de dar sentido à dominação de uns sobre outros com a finalidade de tornar essa vida agradável e dotada de sentido, mesmo que seja uma vida em si mesma misteriosa. Assim, pela dominaçãp de uns sobre outros, o homem dá sentido àquilo que aparentemente nenhum sentido tem: a vida.
Mesmo aos que se voltam ao transcendental, as dúvidas se tornam o principal mote da vida - seja na ciência, seja na religião. Esta tem todas as respostas, o que leva a se duvidar de suas certezas lhe impondo perguntas. Aquela - a Ciência -, tem todas perguntas mas não tem respostas definitivas senão sempre respostas relativas e provisórias que se alimentam de novas perguntas, o que torna a vida uma perplexidade.
Assim, a ciência trata apenas de perguntas, enquanto que a religião trata apenas de respostas. Conclusão: nem uma nem outra me dá o sentido de que preciso para a vida que estou vivendo.
Para obter alguma resposta que considerasse satisfatória, tive de fundir as perguntas da ciência às respostas da religião...Tarefa que não foi nada fácil, visto que a ciência lida com dados da realidade, enquanto que a religião lida com certezas metafísicas...
De qualquer forma, seja como for, o fato de nos sabermos vivos e atores em um mundo cheio de mistérios - muitos dos quais já revelados pela inquietude dos não-conformados, os cientistas, e de outros com suas explicações impossíveis de qualquer verificação prática -, talvez explique a teimosia do homem continuar vivendo...
Nossos filhos nos cobram aquilo que antes cobramos de nossos pais, e assim a vida segue...
Nascemos sem querer, vivemos por querer viver, e novamente morremos sem querer, mesmo que a vida não apresente qualquer sentido...
Assim é que vivemos em um mundo errático, injusto, aleatório, cheio de certezas e de incertezas na mesma proporção...
Já que o responsável por tudo isso - Deus, não se dá por achado, a não ser de forma indireta na Natureza e de maneira "direta" no Texto Sagrado, me vi então obrigado a apelar para ambos... Na natureza, por meio da ciência, e nas Escrituras, por meio de seu estudo e interpretação, tudo de maneira metodológica, pois o método deve ser sempre o caminho adequado para seres finitos como nós...
Que a Ciência tenha se tornado uma forma de "religião", é fato, pois pretende ter todas as respostas, excluindo todas as demais...Como a Religião fez num passado nem tão distante...
Contudo, a Ciência não tem resposta para a dúvida existencial inicial: "quem sou, de onde venho, para onde vou?", mas a Religião, sim...
Para essas questões, a Ciência - por meio da Teoria da Evolução - apresenta Hipóteses como Respostas... Como sou "homem de ciências", não aceito hipóteses como respostas... Como sei que a Ciência jamais terá as respostas as quais almejo - pois esta se baseia em "testes" a partir dos dados -,  e como as respostas da Religião são impossíveis de serem testadas quanto às perguntas filosóficas há muito postas, volto ao começo.
Então, para não ter de "andar em círculos", insatisfeito com as respostas dadas pela Ciência, apelei à Religião, desde que já livre da velha tentação das respostas "dogmáticas' do tipo "isto é assim por que assim é..." - a não ser aquelas que realmente não são possíveis de explicação, como a "trindade" e outros atributos da Divindade, tais como: "onisciência", "onipresença", "onipotência", etc -, que realmente não fazem sentido para nossa mente finita.
Sem me abster das explicações científicas e cada vez mais convencido de que estas me aproximam de Deus - desde que livres de preconceitos -, então passo a me explicar - e a vida que levo -, como fruto de uma complexa teia confeccionada de tal forma que alguma Mente privilegiada, que respeita a aleatoriedade que Ele mesmo definiu como "princípio" da vida - o livre arbítrio dos atores morais humanos e o determinismo dos demais animais e das formas inanimadas-, com uma destinação superior ditada pela Divindade.
Essa Divindade, que a toda prova respeita minhas decisões e anseia pela conquista voluntária da minha consciência, é incapaz de me obrigar a qualquer decisão, mas é capaz de respeitá-la ao ponto de dEle discordar...
Isto pressupõe que sou fruto de uma decisão daquela Mente divina - que é anterior à decisão de meus pais quanto ao fato de me conceberem, e de cuja decisão estão como que "absolvidos" previamente, posto que, de certa forma, agiram conforme decisão dAquela Mente privilegiada, capaz de saber o fim antes do princípio, mas que, de forma não-automática e sem "pré-determinismo", permitiu a minha existência, e também as consequências das minhas decisões durante a vida que levei até aqui, o que é assombroso...
Assim é que - fiel ao texto sagrado -, me torno voluntariamente "excomungado" das práticas totalitárias da Religião e da Ciência - Deus não é totalitário!, Ele é um verdadeiro Democrata, pois respeita as liberdades, mas também é Justo, o que causa muita confusão acerca de seu caráter.
Deus é Compassivo, mas faz Justiça! Isto significa que até para Deus há limite para a minha rebeldia... O fato dEle tolerar a minha rebeldia não significa que Ele não fará Justiça! Ele a tem feito no passado - para assombro de muitos! - e tem guardado para um fim determinado por Ele mesmo a prestação de contas defiitiva...
Pelo texto sagrado sei que, se a vida é injusta, não a é em razão de nenhuma decisão tomada por Deus, mas sim de decisões tomadas por nós mesmos, pois eu decido sobre o tipo de vida que levo... Deus tem tornada sua vontade explícitada por intermédio de sua Palavra Escrita... Contudo, poucos a tem levado em conta...
O fato de não ter determinado acerca da decissão de "estar neste mundo" - decisão esta tomada por meus pais, de forma consciente ou não -, isso não me exime das decisões que tomei acerca da vida que levei até aqui e da vida que levarei daqui para frente...
Assim, consciente de que Deus não levará em conta "os tempos da ignorância" em que vivi, levará em conta os tempos nos quais vivi no pleno conhecimento dEle - até quanto obtiver esse conhecimento, é claro, segundo consta do texto bíblico -, e  serei cobrado por isso.  São Paulo explica...
Bem, muita "gente boa" teve de fazer "longas viagens" filosóficas para chegar à conclusão que cheguei, mas não culpo ninguém por isto....Faz parte da busca. Para mim bastou ter ficado 2 longos anos "exilado" em Tabatinga, mandado para lá como funcionário do INCRA, entre 1977 e 1979, "transferido" na marra pela ditadura que infelicitou o país entre 1964 e 1985. Por isso sou anistiado político. Ali, em Tabatinga, tive "todo o tempo do  mundo" para ler o texto sagrado - como fazem os condenados a longas penas na prisão!-, longe da família, dos amigos, da civilização...
Muita "gente boa" na academia rejeita o texto bíblico para parecer "cientista"... Eu não! Convoco os meus alunos a examinarem o "texto sagrado" para, quando pouco, aumentarem sua cultura geral, e quando muito, saberem porque "estão aqui"...
Sem querer estar com "A" resposta, convoco àqueles que me lêem a buscar na mesma fonte as resposatas que encontrei... Não é sacrifício nenhum... Garanto que é um prazer...
Tenho a grata satisfação de ouvir de muitos ex-alunos que hoje têm "paz de espírito" que foi graças às minhas exortações que chegaram a compulsar as Escrituras Sagradas e ali encontrar as mesmas verdades que eu encontrei...
Se estas considerações fazem com que muita "gente boa" me ache "sectário", "acientífico" ou quejandos, paciência, é da natureza humana desqualificar  a quem não "rezem" pela sua "cartilha"...
De minha parte, sigo a vida sem ter todas as certezas, mas de uma tenho: Deus se sacrificou, se fez Homem para ganhar a humanidade, se humilhou, se esvaziou dos poderes divinos, foi vítima das atrocidadaes a que qualquer um de nós está sujeito, foi privado por algumas horas da própria vida, a fim de nos regatar desta vida ignominiosa que vivemos. Não sei porque Ele resolveu fazer desta forma, mas imagino que foi a melhor forma, pois não é próprio de quem detém todo o Poder agir desta forma, mas, ao contrário.
Quem detém o poder mundano, humilha, se aproveita o máximo possível do poder que detém a fim de usufruir ao máximo o que esta efêmera vida possibilita...
Portanto, me tornei discípulo de Jesus Cristo por meio da leitura da Bíblia, para poder me libertar do  desejo por poder mundano, efêmero, e assim almejar um Poder Superior, eterno, mesmo que submetido às regras desse Poder, por entender melhor.
São Paulo é meu segundo "mestre". Estou em boa companhia...
Respeito meus mestres da academia pelo conhecimento científico que me prorcionaram, mas dedico minha vida presente e futura à Graça de Deus, por meio de Jesus Cristo.
São João deixa claro que Jesus é Deus em pessoa, e São Paulo deixa clao que Ele se esvaziou dos Seus Poderes, os quais não utilizou para benefício próprio mas senão para nos alcançar em nossas perplexidades, dores, doenças, pecados e morte.
Portanto, de todos os Filósofos, Cientistas - seja das ciências da Natureza, seja das Sociais -, Teólogo, e tudo o mais, Jesus é o único Ser capaz de satisfazer àquelas perguntas, as quais, infelizmente, para muitos continuam um grande mistério... Oxalá se desnudem de seus preconceitos e vão à fonte de toda a certeza, as Escrituras Sagradas, hoje paradoxalmente tão disponíveis quanto afastadas das pessoas...