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16 março 2013

Eleição da Ufam: o não-apoio da Adua

A Associação Docente da Ufam - Adua-Seção Sindical (vinculada ao Andes-Sindicato Nacional) e querendo pertencer à Central Social e popular - CSP/Conlutas (quando esta existir) e de cuja Diretoria participo como 1o Tesoureiro, em nota publicada em seu site, se diz não apoiar nenhuma das três candidaturas que disputam o voto popular da comunidade universitária, com eleição marcada para o próximo dia 28 de março.
As chapas inscritas são, pela ordem de inscrição, as seguintes: a) a da atual reitora Márcia Perales, chapa 10; b) a chapa 33, de Sylvio Puga; e c) a chapa de Henrique Pereira.
A Comissão Eleitoral é presidida pela 2a Tesoureira da Adua, Profa. Cristina.
Até aí, tudo bem. Quer dizer, mais ou menos... Vejamos.
Por inspiração do setor de comunicações e com o aval da presidência da Adua e da Comissão, a Adua patrocina uma enquete que está dando panos pras mangas: é uma enquete sem o menor cuidado; sem limitar o número de acesso por um mesmo computador, o que pode dar, como está dando , uma "ótima" ferramenta para que se utilizem de manobras "sujas", como a de se instrumentalizar a "votação" nessa enquete por meio de "fakes", os quais passam a votar de forma avassaladora em uma das chapas, de maneira a que essa mesma chapa possa depois publicar nas redes sociais o "resultado" assim "fabricado" como sendo uma "pesquisa", como se essa enquete, com os vícios já mencionados, tivesse algum valor científico, quando na verdade o único "valor" produzido por ela foi o da empulhação, do seu uso meramente político, se utilizando dessa patacoada patrocinada pela Adua em seu site institucional.
Não adianta de nada a Adua propagar a sua equidistância do pleito como se isso fosse suficiente para "provar" a sua não-interferência no processo. Esse tipo de "ingenuidade" não é permitido a homens experientes, "passados na casca-do-alho", como são os dirigentes sindicais. Lula e Dilma et caterva que o digam. Dilma (mesmerizando Lula) disse que em eleição "se faz o diabo", depois se governa "com cara de santinha" - devota que é, segundo ela própria, de Nossa Senhora de Forma Geral.
Marcia Perales e sua chapa estão erradas em se utilizar dessa manobra? Claro que sim, e para isso conta com a prestimosa ajuda da Adua - se involuntária ou não somente o capeta saberia dizer...
O certo é que não se pode "entrar no credo como Pilatos": lavando as mãos para uma manobra desse tipo sem que se denuncie a farsa. Não sou Pilatos. Não estou compactuando com isso. Passei diversos e-mails para o restante da Diretoria marcando minha posição contrária a que a Adua mantivesse essa famigerada "enquete". Não tenho mais interesse nessa história do que ajudar para que o pleito seja o mais "limpo" possível, malgrado a possibilidade de uso desbragado pela reitora-candidata da "máquina" administrativa da Ufam - formal e informal, se é que me entendem. É uma disputa desigual desde há muito tempo. A atual reitora dispôs do cargo à vontade para se fazer conhecida e fazer propaganda antes do tempo. Dirá que foi apenas "por força do próprio cargo", institucional. Então, tá.
Em outras palavras, a Adua está apenas aumentando a imensa "vantagem" que a reitora-candidata já possui em virtude de concorrer no cargo. Uns tontos dirão que ela "se afastou"... Então, tá... Como existem crédulos neste mundo material!
Dirão outros tontos - ou os mesmos, tanto faz - que faço isso porque estou "engajado" na campanha de Sylvio Puga. Coitado dele. Não tenho nem tempo, nem saúde. Votarei nele, sim, porque o acho o melhor candidato. Está na hora de entregar a gestão da Ufam para quem entende de GESTÃO. Por lá já passaram médicos, advogados, jornalistas, engenheiros e assistentes sociais - mas a Ufam ainda não teve a felicidade de ser administrada por um gestor de verdade.
Dirão outros tontos que o cargo maior de reitor da Ufam é "político" e que basta que o eleito "se cerque de bons gestores" na estrutura para que as coisas funcionem bem. A prática não corrobora com essa assertiva. Para quem não sabe para onde vai qualquer porto é bom (Sêneca). Um gestor neófito, não afeito às catimbas administrativas com cara de legalidade, etc., acaba ficando refém da "máquina".
De qualquer forma, a Adua, viu Sr. Presidente?!, "sem querer querendo" (como diz Chaves - o do Chapolim Colorado, não o da Venezuela embalsamado), interferiu no processo eleitoral da Ufam, sim. A Adua não tem de apenas "ser" honesta; ela tem de "parecer" também honesta, como a mulher de César.
Delenda Catilina, quosque tandem abuttare patientia nostra...