A dor indescritível da perda de nosso pai torna-se suportável somente
pela certeza de que ele teve uma vida plena em que fez frutificar suas
convicções em uma obra memorável.
Roberto Civita foi um líder, uma referência de pensamento e ação em
benefício da democracia e do avanço social, econômico e cultural do
Brasil.
Nosso pai era um entusiasta do Brasil. Ele acreditava no Brasil.
Durante toda sua vida ele mostrou em atos e palavras que uma nação de
verdade, viável e justa não nasce ao acaso. Ela precisa ser construída.
Ele tinha certeza de que as ferramentas para isso são a educação e a
liberdade de expressão. A esses dois fundamentos, que ele via como
inseparáveis, nosso pai dedicou sua vida.
Como seus filhos, reiteramos o compromisso que já havíamos feito a
ele, de perseverar na busca da verdade, na melhoria da qualidade de vida
dos brasileiros e no fortalecimento das instituições democráticas no
Brasil.
Esse foi o legado que ele recebeu do nosso avô, Victor Civita. Esse é o legado que ele nos deixou.
Vamos ser fiéis a ele.”
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Aprendi a ler "ideologicamente" a liberdade de expressão nas páginas desassombradas de Veja e aqui presto minha pequena homenagem ao seu criador morto fisicamente, mas sempre uma referência para os espíritos libertários.