ELEIÇÕES INDEFINIDAS, POR RICARDO GUEDES
Post publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat
Post publicado no blog do jornalista Ricardo Noblat
O quadro atual sugere a indefinição das eleições presidenciais e a relativa estabilidade de seus indicadores.
Em um primeiro cenário, Dilma tem em média cerca de 40% das intenções de voto, Marina 20%, e Aécio 18%.
Em um segundo cenário, Dilma apresenta em média 40% das intenções de voto, Aécio 20% e Eduardo Campos 10%.
Interessante observar que na última pesquisa divulgada Marina caiu 6%, e Eduardo Campos 3%, em suas respectivas listas. Por quê?
A junção de dois candidatos com duas plataformas e duas bases
distintas de representação nem sempre é benéfica para os candidatos em
seu conjunto.
Em verdade, na maioria das vezes os candidatos somam mais as suas
rejeições do que os seus votos. Ou seja, parte dos eleitores que votam
em Eduardo não votam na Marina, e parte dos eleitores que votam em
Marina não votam no Eduardo.
Assim, crescem as rejeições de Marina e Eduardo para perto de 40%, no mesmo patamar de Dilma, com Aécio com 35% de rejeição.
Rejeições de 40% ou mais são proibitivas para a eleição do candidato,
uma vez que do total do eleitorado 20% vão para abstenção, branco e
nulo, e com 40% de rejeição nos 80% do eleitorado restante o candidato
então inviabiliza sua eleição em 2º turno.
Adicionalmente, se considerarmos nas listas de candidatos somente os
que declaram conhecer os candidatos ao mesmo tempo, Dilma cai para a
casa dos 33%, Aécio vai para a casa dos 22%, Marina em 18%, e Eduardo em
10%, em suas respectivas listas.
Quando perguntamos o porquê das manifestações de junho, a variável
gasto com a Copa com 27% se apresenta em primeiro lugar, com a
possibilidade de novas manifestações no ano que vem.
A saúde, a educação e a segurança pública são precárias, sem maiores possibilidades de solução em curto prazo.
As eleições vão depender das propostas dos candidatos, e de sua avaliação por parte do eleitorado.
Ricardo Guedes, Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago, é Diretor-Presidente do Instituto de Pesquisa Sensus.
