Que Bolsa Família, que nada: nenhum programa assistencial deu tão certo quanto o Desemprego Zero para a Companheirada
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Que Bolsa Família, que nada: nenhum programa assistencial deu tão
certo quanto o Desemprego Zero para a Companheirada, informa o balanço
do projeto concebido em 2003 para garantir um bom salário mensal a todo
brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. O sucesso foi tão
extraordinário que, passados 11 anos, o petista desempregado sumiu. Ou é
uma espécie extinta ou se tornou invisível. Faz tempo que busco em vão
enxergar remanescentes da tribo. Não conheço nenhum. Nem sei de alguém
que conheça.
A filiação ao PT dispensa o companheiro do aflitivo garimpo de vagas
no mercado de trabalho. O emprego vem junto com a carteirinha de filiado
(à disposição dos interessados por módicos R$3,50). Basta a exibição do
documento para que o portador dê um jeito na vida e um fim nas
inquietações financeiras. Sem concursos, exames ou avaliações de
qualquer gênero, porque o currículo dos novos servidores da nação é
irrelevante. Sejam gênios da raça ou cretinos fundamentais, doutores de
verdade ou doutoras dilmas, primeiros da classe ou ignorantes sem cura,
nunca falta lugar para mais alguns no mamute estatal.
Quase sempre sem trabalhar, frequentemente sem sequer comparecer ao
emprego, a imensidão de oportunistas tunga o dinheiro dos pagadores de
impostos no Planalto, no Congresso, no Judiciário, nos ministérios, no
Banco do Brasil, na Caixa Econômica, na Petrobras, no pré-sal, na
empresa que promete parir um trem-bala, nas agências reguladoras, nas
administrações estaduais, nas prefeituras, nas ONGs exploradas por
comparsas, nos blogs estatizados, nos Correios, nos aeroportos, no
Ibama, no Incra ─ os roedores dos cofres públicos estão por toda parte.
Nem o mais remoto cafundó do Estado-patrâo escapou do aparelhamento
indecente, repulsivo, criminoso.
O IBGE acaba de informar que, em novembro, os desempregados na Grande
São Paulo somavam cerca de 1 milhão. É provável que muitos votem no PT.
Mas não existe nesse oceano de brasileiros um único e escasso petista
de carteirinha. É compreensível que a hipótese da derrota de Dilma
Rousseff em outubro de 2014 tire o sono, o que resta de pudor e o pouco
juízo dos ineptos assombrados pela demissão. Perder a eleição é muito
ruim. Perder o salário é um pesadelo, principalmente quando não se tem
para onde ir.
Como Lula em 2006 e a atual presidente em 2010, Dilma não vai apenas
liderar uma campanha eleitoral. Vai sobretudo comandar uma guerra contra
o desemprego no PT. É mais que uma batalha eleitoral. É uma luta pela
sobrevivência.