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23 janeiro 2014

PT elevou número de DAS às alturas: 23 mil

Leia o que publica o blog Dinheiro Público & Cia, do jornal Folha de S. Paulo, publicado por Ricardo Setti (Veja.com):
Este gráfico foi publicado por VEJA em novembro de 2011 e mostrava que o Brasil tinha o triplo de cargos comissionados existentes nos Estados Unidos
Este gráfico foi publicado por VEJA em novembro de 2011 e mostrava que o Brasil tinha o triplo de cargos comissionados existentes nos Estados Unidos

Em 10 anos, comissionados no governo passam de 17,6 mil para 22,6 mil
“Enquanto o número de ministérios cresce para acomodar as dezenas de partidos aliados ao governo federal, a quantidade de postos comissionados se expande em cifras ainda maiores.
“Nos últimos dez anos, os ministros passaram de 35 a 39. Subordinados a eles, os ocupantes de cargos de livre nomeação no Poder Executivo passaram de 17,6 mil, no final de 2003, para 22,6 mil em outubro de 2013, segundo os dados mais atualizados.
“Esses cargos são conhecidos como DAS (Direção e Assessoramento Superior) e abrigam, como o nome indica, nomeados para funções de comando ou assessoria. São classificados, conforme a hierarquia, de 1 a 6.
“A multiplicação dos DAS está concentrada nos escalões mais altos, os mais utilizados nas negociações entre o governo e os partidos de sua base de sustentação.
“Ao longo da administração petista, o número de ocupantes de DAS 4, 5 e 6 saltou 46% em uma década, chegando a 4.814. Nesse grupo estão os secretários de Estado, chefes de gabinete, assessores especiais e diretores”.
A grande malandragem é que a lei obriga a que 75% desses cargos, chamados “de confiança”, sejam atribuídos a funcionários concursados, de carreira. E o que ocorre? Ocorre que são preenchidos os de arraia miúda. Os cargos de salários maiores ficam, quase todos, concentrados nesses 25% de absurda livre nomeação.
Em outras palavras, o camarada que entra pela na janela no serviço público — sem ter se preparado para concursos, sem ter comprovado suas habilitações em provas muitas vezes rigorosas — passa a ter mais poder e a ganhar mais do que os servidores de carreira.
O pior de tudo é o conceito de “confiança”.
O funcionário trazido para trabalhar com um ministro ou com um secretário-geral de Ministério, ou com algum outro chefão, é alguém “de confiança” dele — o que significa muitas vezes que é cupincha do partido, é amigo ou é parente.
A única “confiança” que deveria valer no serviço público é a confiança que a sociedade deposita no bom servidor, no servidor que provou sua competência em concurso, que está habilitado a exercer as funções e que, graças a seus esforços, poderá subir na carreira.
A confiança do público no funcionário público devidamente admitido.
Mas não. O que vigora, para os cargos de melhores salários, é a “confiança” matreira.
Dilma não mexe nem vai mexer uma palha nisso — porque, afinal, teve que inchar todo um Ministério para agradar os partidos que a apoiam, este é um ano eleitoral e, portanto, a confiança da sociedade no servidor habilitado que vá para as calendas gregas.