A
artista gráfica venezuelana Calavera teve um ideia simples, objetiva,
clara e eficiente: confeccionou cartazes que lembram o que diziam ontem
alguns líderes latino-americanos e o que dizem hoje; o que chamavam, no
passado, de “ditadura” e o que chamam, no presente, de democracia. (...) As estrelas dos cartazes são os presidentes Dilma
Rousseff (Brasil), José “Pepe” Mujica (Uruguai) e Cristina Kirchner
(Argentina). Vejam as imagens:
No Brasil, onde faltam a cólera e a ira santas, quem, senão elas, hão de expulsar do Templo o renegado, o blasfemo, o profanador, o simoníaco? Ou exterminarão da ciência o apedeuta, o plagiário, o charlatão? Ou banirão da sociedade o imoral, o corruptor, o libertino? Quem, senão elas, a varrer dos serviços do Estado o prevaricador, o concussionário e o ladrão públicos? Quem, senão elas, a precipitar do governo o negocismo, a prostituição política e a tirania? (Rui Barbosa)


