Publicado no Estadão desta terça-feira
Sempre que podem, os ditos “sem-terra” reclamam publicamente da
presidente Dilma Rousseff porque ela, corretamente, desapropriou menos
terras para a reforma agrária do que Fernando Henrique Cardoso. Mas eles
se queixam de barriga cheia: o Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem-Terra (MST), faça o que fizer, destrua o que destruir, será sempre
beneficiado pelo governo petista com generosas verbas públicas – que
garantem sua sobrevida como “movimento social”, mesmo que não haja mais a
menor justificativa para sua existência, a não ser como caso de
polícia.
Segundo revelou o Estado, uma entidade ligada ao MST recebeu dinheiro
da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) para realizar um congresso de
sem-terra – e foi nesse evento, em Brasília, no último dia 12/2, que o
MST reafirmou sua verdadeira natureza: criminosa e hostil às
instituições democráticas.
Milhares de militantes atacaram policiais que tentavam impedi-los de
invadir o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. O saldo de
feridos deu a exata medida do ânimo violento dos manifestantes: 30
policiais (8 em estado grave) e apenas 2 sem-terra.