
Em
ordem alfabética, os candidatos a presidente Aécio Neves (PSDB), Dilma
Rousseff (PT), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva, vice de Campos
(Fotos: J. R. Duran :: Ueslei Marcelino :: Lia Lubambo :: Exame)
Deixei de comentar no dia — na sexta-feira, 6 — mas, com essas coisas
(pesquisa de intenção de voto para presidente), nunca é tarde para dar
um pitaco.
Quem achar que é implicância o que vou escrever sobre a presidente Dilma, que ache — fazer o quê?
Faço a análise que acho correta dos dados do Datafolha, na minha
modesta opinião pessoal o instituto mais confiável de todos, por não
trabalhar nunca para partidos e candidatos.
Aécio Neves (PSDB) mudar de 20% das preferências para 19% significa,
na prática, estabilidade, ainda mais para um pré-candidato que tem até
agora exposição quase zero nas emissoras de TV e que ainda não é
suficientemente conhecido pelo eleitorado.
Já a presidente Dilma cair de 37% para 34% — mais uma queda, entre
várias que vêm ocorrendo em diferentes institutos — é um sintoma grave
para uma candidatura que começou explodindo de favoritismo.
Pior do que para Dilma são as notícias que chegam a Eduardo Campos,
do PSB, o ex-governador de Pernambuco que se aliou a Marina Silva. Ir de
11% para 7% significa realmente desabar, acima de qualquer margem de
erro.
Ainda é cedo para dizer isso, mas começa a apontar no horizonte uma
fuga de eleitores de Campos-Marina rumo aos indecisos e que, como não
são votos petistas, poderão cair no colo de Aécio mais adiante.
A
foto tirada pelo Datafolha ao realizar o levantamento não é agradável
para a presidente em vários outros aspectos. Ela apresentava 44% das
intenções de voto no Datafolha de fevereiro, e Aécio e Eduardo Campos,
juntos, chegavam a 25% — uma diferença de 19 pontos percentuais. Agora,
em maio, os dois candidatos de oposição têm praticamente a mesma coisa,
pouquinho mais (26%), mas, com seus 34%, Dilma fez a diferença realmente
DESPENCAR — de 19 pontos percentuais para apenas 8!!!
Outro dado péssimo para a presidente para se refere ao segundo turno.
Se em fevereiro ela venceria um dos nomes da oposição — no caso, Aécio —
com o dobro dos votos, ou seja, 54% a 27% dos válidos, em junho a
presidente exibe 46%, ao passo que Aécio pula para com 38%.
Dilma caiu 8 pontos, Aécio, sem cobertura quase alguma na TV, subiu
11— a diferença diminuiu uma enormidade, repito, uma ENORMIDADE,
passando de 19 pontos percentuais para somente 8.
Também diminuiu a rejeição a Aécio e a Eduardo Campos, e subiu a de Dilma, mas, como lembrou o Reinaldo Azevedo,
referindo-se a dados aos quais a mídia confere pouquíssimo destaque,
“nada menos de 74% dos que responderam à pesquisa esperam que as ações
do próximo governo sejam diferentes das que aí estão, e só 21% querem
mais do mesmo”.
E Reinaldo conclui: “Quando indagados sobre quem poderia, então,
operar essas mudanças, o nome mais lembrado ainda é o de Lula, com 35%,
mas quem aparece em seguida, com 21%, é o tucano Aécio Neves. Dilma está
apenas em terceiro, com 16%. Vale dizer: as pessoas querem outro rumo
para o país e não acham que a atual presidente seja capaz de liderar a
transformação”.