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29 maio 2011

O perigo mora em Campinas_Por Augusto Nunes (Veja.com)


À saída do gabinete do procurador-geral do Estado, Fernando Grella, o presidente do PT paulista, Edinho Silva, informou nesta quarta-feira que a conversa de 40 minutos tratara do caso da quadrilha homiziada nos porões da prefeitura de Campinas. Como o elenco envolvido na roubalheira calculada em R$ 630 milhões inclui dois amigos do peito de Lula ─ o empresário José Carlos Bumlai e o prefeito, Doutor Hélio ─ a comitiva formada por cinco deputados estaduais estava lá para impedir que as investigações conduzidas pelos promotores do GAECO, grupo cuja missão primordial é o combate a organizações criminosas, ultrapassassem as divisas do município.
“O partido não vai admitir especulações políticas em torno do ex-presidente Lula”, declamou Edinho, que também considerou absurda a decisão de engaiolar preventivamente o vice-prefeito Demétrio Vilagra, chefão do PT campineiro. “Não existe um único dado que justifique o pedido de prisão do companheiro Demétrio, que tem uma história vinculada aos movimentos sociais e não pode ser condenado publicamente”, protestou.
Ele desconfiou que a tentativa de intimidação não funcionara ao saber da réplica de Grella: “O procurador-geral reafirma seu apoio ao trabalho firme, sereno e imparcial desenvolvido pelos membros do Ministério Público no sentido do esclarecimento da verdade e da correta aplicação da lei, em cumprimento ao papel da instituição”. Nos dois dias seguintes,como comprova o site de VEJA, teve certeza de que dera um tiro no pé.
Preso nesta quinta-feira no aeroporto de Guarulhos, ao voltar da viagem a Madri, Vilagra passou a noite na cadeia. Nesta sexta-feira, Bumlai foi interrogado durante três horas. Acusada de liderar a quadrilha, a primeira-dama Rosely Nassim Jorge Santos precisará de muita imaginação para provar que o marido não sabia de nada. A história ainda em seu começo escapou de vez ao controle dos especialistas em livrar delinquentes do castigo.
Para abafar o escândalo que envolve também o amigo Ítalo Hamilton Barioni, o inevitável José Dirceu acampou em Campinas no domingo. Em reuniões com a turma, o consultor alertou-a para o risco de versões contraditórias. Dirceu certamente imaginou que a barulhenta passagem de Lula por Brasília impediria que o país ouvisse os estrondos em Campinas. Errou.  A consultoria gratuita só serviu para identificar com nitidez o caso que mais inquieta os comandantes do PT.
O que lhes tem tirado o sono nos últimos dias não é o que se soube de Antonio Palocci. É o que falta saber sobre a quadrilha que desviou centenas de milhões dos cofres públicos com licitações fraudadas. Os Altos Companheiros acham que a crise provocada pelo milagre da multiplicação do patrimônio pode ser resolvida com o afastamento do chefe da Casa Civil e, como o governo está conseguindo bloquear o avanço das apurações, ficará circunscrita a Palocci. O tumor descoberto em Campinas é mais perturbador.
O Ministério Público paulista já demonstrou que não se subordina a interesses políticos nem teme arreganhos autoritários. Os promotores do GAECO estão decididos a fazer Justiça. Ainda à espera de artistas veteranos, o elenco já em movimento promete fortes emoções. Quando estiver completo, a plateia não vai querer perder nenhum capítulo. E torcer para que os vilões não escapem novamente no final.

Os desastres da dupla Dilma-Palocci_(Editorial do Estadão)


Leia editorialdo Estadão:
Onde não costuma chover, quando chove é um dilúvio. No governo Dilma, fazia bom tempo até que o céu veio abaixo por força da conjunção de duas questões tempestuosas: a revelação do enriquecimento em surdina, entre 2006 e 2010, do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e o trâmite da reforma do Código Florestal, aprovada esta semana na Câmara dos Deputados. A tormenta ilhou o Palácio do Planalto, expôs a fragilidade congênita da base parlamentar do governo, cuja amplitude é inversamente proporcional à sua consistência programática, e trouxe de volta ao centro das decisões o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o inevitável apequenamento da liderança e do capital político de sua sucessora.
A crise em dose dupla levou à beira da desagregação o enlace de conveniência entre PT e PMDB, já combalido pelo ressentimento da legenda do vice-presidente Michel Temer com a expansão da presença petista no governo e a preferência de sua titular por quadros técnicos pinçados por ela mesma, em detrimento de apadrinhados políticos. Para a presidente, ficou difícil escolher o pior dos males, entre a má vontade do PMDB em assumir a defesa de Palocci - e o flerte de uma parcela de seus congressistas com a iniciativa da oposição de criar uma CPI sobre o escândalo - e a obstinação do líder do partido na Câmara, Henrique Alves, em fazer aprovar a emenda ao projeto do código que anistia plantações em áreas de proteção permanente e que Dilma considerou “vergonhosa”.
A seu mando, Palocci ligou no dia da votação para Temer para informá-lo de que os cinco ministros do PMDB, a começar do titular da Agricultura, Wagner Rossi - indicado pessoalmente pelo interlocutor -, seriam exonerados caso o partido seguisse na contramão das posições da presidente. Abespinhado, o vice retrucou que a demissão seria desnecessária “porque amanhã cedo mesmo todos entregarão os seus cargos”. A ríspida conversa, testemunhada em ambas as pontas da linha, revela, de um lado, a mão pesada de Dilma e a sua tremenda falta de traquejo político; de outro, a arrogância de seu “primeiro-ministro”, conhecido antes pela sua afabilidade com aqueles em quem reconhece atributos de poder. Mais tarde, Palocci telefonou para se desculpar, mas o estrago estava feito. Lula decerto não deixaria as coisas chegar a tal ponto.
Ele sabe que a presidente precisa do PMDB, não tivesse sido ele quem costurou com a sigla a aliança eleitoral pró-Dilma - e, no embalo, acatou a demanda de Temer de ser o vice -, de olho tanto nas urnas quanto na governança. Ele acha também que Dilma não pode passar sem Palocci. Na mesma conversa com senadores petistas em que o comparou a Pelé, Lula teria prognosticado que, desprovida do ministro, Dilma “se arrastaria até o final do mandato”. Está claro que foi por instigação de seu mentor que ela enfim veio a público “assegurar” que Palocci estava dando todas as explicações necessárias e atacar a oposição por “politizar” o caso, citando a acusação tucana à Receita Federal de privilegiar uma empresa cliente de Palocci, a WTorre.
Por inadvertência ou cautela, porém definitivamente não a pedido de Lula, Dilma se guardou de dizer que tinha “absoluta confiança” no ministro, como afirmou diante dos boatos - alegadamente insuflados por ele - de que o titular da Fazenda, Guido Mantega, estava com os dias contados no governo. Faz parte das aptidões dos políticos profissionais prestar atenção não só no que diz um governante, como também no que omite. É verdade que o PMDB parece ter se desvinculado de qualquer tentativa de inquirição parlamentar do ministro que foi de excepcional rudeza com o seu dirigente, mas, como diria Dilma (quando perguntada se manteria suspensas as multas aos desflorestadores), “o futuro a Deus pertence”.
E o futuro continua carregado para Palocci. O Ministério Público Federal do DF acaba de abrir uma investigação, na esfera cível, para averiguar se os valores faturados pela Projeto, a empresa aberta em 2006 pelo então deputado, são compatíveis com os serviços prestados por ele. E no fim da semana que vem expira o prazo dado pela Procuradoria-Geral da República para o ministro se explicar.

25 maio 2011

Será que o Palocci embolsou "sobras de campanha" da Dilma e está levando chumbo dos "companheiros"?

Essa é uma boa pergunta, não acham?
Porque, de outra forma, qual a razão de o Palocci não poder explicar estes ganhos? Será porque ele não pode afirmar que são sobras de campanhas que ele embolsou e a companheirada "sobrou" na parada? Se foi isso, ele teria de inventar essa coisa de "consultoria", etc. E aí, se ele "abrir" os nomes das firmas para as quais prestou "consultorias" pode ser que as mesmas fossem aquelas que contribuíram com boas somas para a campanha da "companheira". Hiiiiiiii.

22 maio 2011

Como falar "Amazonês" em lugar do "lulês"


Primeiramente, você tem que treinar falar com as pessoas pegando nelas.
No braço, no ombro, no cotovelo. Mas tem de pegar.
A linguagem corporal é tão importante para o amazonense, quanto o descanso para o baiano e a desconfiança para o mineiro.
Beijinhos de cumprimento são sempre dois. Os paulistas têm de aumentar um e os gaúchos têm de reduzir um. Isso pode causar uma série de beijos órfãos no ar para aqueles que estão em fase de adaptação.
O pegar e o beijinho do amazonense não devem ser entendidos, como invasivos, mas como parte mesmo de sua enunciação, parte do sentido do dizer.
Outra coisa: amazonense aponta com a boca. Pergunte a um amazonense onde está algo e ele, muito provavelmente, em vez de levantar a mão e apontar, fará um biquinho em direção à coisa procurada. Aliás, um biquinho não, um beicinho.
Amazonense bom mesmo, típico, é aquele que não respeita sinais de trânsito. Faixa de velocidade, então... vixe! Nem pensar. Muitos até fazem da faixa uma espécie de guia para centralizar seu carro, como fazem os aviões.
E vá tentar andar na faixa! Você é considerado o pior motorista do mundo, com direito a olhares feios e até alguns xingamentos.kkkkkkkkkk Mas por outro lado, se seu carro quebrar, logo aparecem muitos amazonenses querendo dar uma mãozinha.
Amazonense é muito solidário... Pergunte e ele responderá. Peça e ele lhe ajudará. Dê trela e ele grudará.
O amazonense é muito caloroso. Não só pelo calor que faz em Manaus, mas porque facilmente puxa papo e se integra a um grupo.
Basta uma possibilidade de entrada na conversa e..zapt! Estamos dentro, na maior intimidade. Isso pode causar certo choque para as pessoas do sul e sudeste, mais reservadas no assunto amizade.
É mais difícil 'aprochegar-se' em São Paulo do que em Manaus,definitivamente. Mas há doces exceções.
Noves fora essas questões de relacionamento, há a questão da língua mesmo. Algumas palavras e expressões que realmente levam algum tempinho para que sejam dominadas e internalizadas.
Seguem abaixo algumas palavras e expressões típicas com suas explicações e
comentários.
 
ÉGUA - Égua pode ser usado em várias situações:
Alguém faz algo que você não entendeu: "égua..."
Uma situação estapafúrdia?
"Éééguaa, maninho..."
 
QUE SÓ - Locução adverbial de intensidade, similar a "pra caramba".
"Hoje está quente que só".
"Ela é lesa que só".
"A sala estava lotada que só".
 
LESO (A), LESEIRA - Um leso é alguém que sofre de leseira.
Leseira é um abestalhamento momentâneo que acomete o leso.
Se a leseira for uma característica contínua, dizemos que o leso sofre de
leseira baré.
Segundo cientistas da Universidade de Kuala Lumpur, a leseira baré ocorre
entre os amazonenses devido ao sol quente na moleira, que frita o cérebro
e queima alguns neurônios.
 
Temos ainda as expressões derivadas:
"Deixa de ser leso!" e "Pára de leseira!".
Mas como tudo tem seus dois lados, dizem que o sol também causa nos
amazonense algo chamado "tesão de mormaço". (Auto-explicativo)
 
AGORINHA - Diferentemente do uso no sudeste, agorinha quer dizer 'há
alguns segundos', Referindo-se ao passado e não ao futuro. "Ela estava
aqui agorinha, mas sumiu".
 
OLHA JÁ! - Expressão de indignação correspondente a 'Mas que abuso!'.
E aí, gata, me dá um beijo?
"Mas, olha já esse aí...Te manca!"
 
MANO(A) - Tratamento carinhoso entre conhecidos ou não.
Muito usado para fazer perguntas e pedidos:
"Mana, faz um favor pra mim".
"E aí, tudo bem, mano?'
 
MANINHO(A) - Tratamento não carinhoso usado por pessoas que já estão
estressadas
"Maninho, tu não tem o que fazer não?"
 
TÉLÉSÉ - é a mesma coisa que "tu é leso é?"
 
PITIÚ - Cheiro. Geralmente associado a peixe.
"Tá sentindo um pitiú danado aqui?"
 
 
BORIMBORA - Vamos embora.
"A gente não tem mais nada a fazer aqui. Borimbora!"
 
COM BORRA (E TUDO) - Com tudo. Expressão de alopro.
"Ela estava aprendendo a dirigir. Foi entrar na garagem e pisou no
acelerador ao invés de pisar no freio. Aí entrou com borra e tudo na
Garagem, arrebentando o carro todo.
 
MAS QUANDO? - Quer dizer que nunca, nem pensar.
"Ele disse pra eu ir lá na casa dele.. Mas quando?.
 
MACETA - Grande, imenso, de proporções anormais.
"Eu disse que ia lá brigar com ele e quando eu olhei o cara era
maaaaaaaaaaceta. Saí fora..."
 
QUERIDA - Cuidado! Esse é um falso cognato. O uso da palavra "querida" aqui em  Manaus denota um certo sarcasmo ou uma certa ironia.
"Escuta aqui, minha querida. Eu sou a mulher dele, entendeu?"
"Você não está entendendo, querido? (Significa você é um burro!)
 
CARAPANÃ - Pernilongo. Só que mais chato e mais chupador.
Termo indígena para 'lança voadora', segundo a lenda urbana.
 
MAIS VOU MERMO - Indica uma afirmativa veemente .
Vamos à Ponta Negra no domingo?
Resposta: Mais vou mermo.
 
Ainda pode ser usada uma variação: MAIS QUERO MERMO:
"Tá afim de um sorvete de creme de cupuaçu?
Resposta: Mais quero mermo".
(Obs.: Uma verdadeira Manauara nunca rejeita um sorvete de cupuaçu ou tapioca)
 
NEM COM NOJO - Indica uma negativa veemente.
"Não empresto dinheiro para ele nem com nojo",
"Vai ter que comer este peixe hoje, sem farinha amarela e sem pimenta.
Reposta: Nem com nojo."
 
MÁ RAPÁZ - O mesmo que 'Olha já!'.
"Me empresta teu carro?"
Reposta: "Má rapáz! Claro que não!'

Relatório sobre Jirau e violações aos direitos humanos

DHESCA BRASIL INFORMA ▪ PAUTA
Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCA) - www.dhescbrasil.org.br
Relatório sobre Jirau e violações aos direitos humanos será lançado amanhã (18) em Brasília
O Relator Nacional para o Direito Humano ao Meio Ambiente, José Guilherme Zagallo, irá nesta semana entregar à autoridades em Brasília o relatório oficial que aponta violações aos direitos humanos nas obras das Hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, do Rio Madeira. O documento  também aponta preocupações com relação a Usina de Belo Monte, onde a obra é ainda maior.
 Na quarta-feira (18), o Relator participará da Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos, às 11h, no Plenário 15, Anexo 2 – Câmara Federal, e estará disponível para entrevistas a partir das 13h, no seguinte número de telefone: 098 8144-6250.
Mais informações: Laura Schühli – assessora de comunicação – 041 8858-9600
Jirau hoje, Belo Monte amanhã 
Relatório aponta violações em Jirau e prevê repetição em Belo Monte
Além das violações trabalhistas denunciadas na construção da Hidrelétrica no Madeira, em Porto Velho o índice de migração foi 22% maior que o previsto, os casos de estupro aumentaram em 208% e quase 200 crianças permanecem fora da escola. Os dados estão no Relatório sobre Jirau, que será lançado nesta semana em Brasília. A maior preocupação é que violações desse tipo tendem a se repetir em Belo Monte.
Dois meses após a revolta dos operários na usina de Jirau, em Porto Velho, aRelatoria Nacional para o Direito Humano ao Meio Ambiente entrega nesta semana à autoridades em Brasília, o relatório que aponta inúmeras violações aos direitos humanos na obra. Além do desrespeito à legislação trabalhista e das violações de direitos humanos encontradas (leia mais), a relatoria constatou que a infraestrutura montada pelos consórcios para a obra é insuficiente. Resultado disso é que centenas de crianças estão fora da sala de aula, a qualidade de vida das comunidades piorou, houve aumento expressivo nos índices de violência, incluindo as ocorrências de estupro, que aumentaram em 208%.
O relatório é resultado de uma missão emergencial realizada em abril, motivada pelo levante dos operários que incendiaram 54 ônibus e 70% dos alojamentos. Apenas na usina de Jirau eram 21 mil trabalhadores compartilhando alojamentos, denunciando surtos de viroses, jornada excessiva de trabalho e outras más condições que a magnitude e a pressa em acabar a obra ocasionaram. As comunidades realocadas reclamam da piora na qualidade de vida: estão em casas de alvenaria de má qualidade, longe de suas terras, onde plantavam e colhiam, e do rio, onde pescavam. Elas afirmam que a renda hoje é muito inferior ao que recebiam antes.
Segundo o Relator para o Direito Humano ao Meio Ambiente, José Guilherme Zagallo, as conseqüências das obras do Madeira constatadas pela relatoria tendem a se repetir em Belo Monte em uma escala ainda maior. A Relatoria já havia realizado umamissão no Madeira em 2008 e também esteve em Belo Monte no ano passado. Na opinião de Zagallo, o Pará, assim como Rondônia, não possui estrutura para receber esse contingente de trabalhadores e migrantes, o que acarretará em mais violações. “O estudo de impacto ambiental de Belo Monte prevê que a população de Altamira vai duplicar com a construção da usina”, afirma o relator.
Na avaliação da Relatoria o Estado Brasileiro não está preparado para essas grandes obras. “Em uma única semana, em março, 80 mil trabalhadores de obras diferentes estavam em greve por más condições de trabalho. Só em Jirau e Santo Antonio, o Ministério do Trabalho fez 2.000 autuações por violações à legislação trabalhista”, afirma o Relator. Tanto as usinas no Rio Madeira como a usina de Belo Monte, no Rio Xingu, são obras de envergadura do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), financiadas com recursos públicos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A Relatoria pretende mobilizar autoridades para que o Governo Brasileiro tome as medidas cabíveis que reparem as violações constatadas e evitem novas violações.
Saiba mais sobre a Relatoria:
As Relatorias de Direitos Humanos são uma iniciativa da sociedade civil brasileira, que têm como objetivo contribuir para que o Brasil adote um padrão de respeito aos direitos humanos econômicos, sociais, culturais e ambientais. O projeto foi implantado pela rede Dhesca Brasil em 2002, inspirado no modelo dos Relatores Especiais da ONU.
O desafio dos/as Relatores/as é o de diagnosticar, relatar e recomendar soluções para violações apontadas pela sociedade civil. Para verificar as denúncias acolhidas, as Relatorias visitam os locais realizando missões, audiências públicas, incidências junto aos poderes públicos e publicam relatórios com recomendações para a superação dos problemas identificados.
Mais informações: www.dhescabrasil.org.br
EXPEDIENTE
Secretaria Executiva da Plataforma Dhesca Brasil
Danilo Uler Corregliano: secretaria@dhescbrasil.org.br
Laura Bregenski Schühli (MTB 8405 – PT): comunicacao@dhescbrasil.org.br
Rua Des. Ermelino de Leão, 15, conj. 72 – Centro – CEP: 80410-230 – Curitiba/PR – Brasil
Tel: +55 (41) 3014-4651 - + 55 (41) 3232-4660
Acesse o site: www.dhescbrasil.org.br

Professora do RN resume a educação do país em 8 minutos

Vejam esse vídeo com a impressionante fala dessa professora de Rio Grande do Norte e me digam como está a educação no Brasil de Lula e Dilma...

15 maio 2011

O "lulês" quer se impor no Brasil!!


Vejam que risco aguardam nossos filhos e netos nas escolas "do MEC": "doutora" lança livro esinando a falar errado. Trata-se do livro 'Por uma vida melhor", que tem Heloísa Ramos como uma de seus atores. Vejam a pérola:
livro-didatico2
Que tal? Dá para encarar? Desse jeito vão chamar o Lula para escrever dicionário e vendê-lo para o MEC...

10 maio 2011

General Heleno defende "Revolução de 64" e ironiza Lula ao passar para a reserva


Na Folha:
Ao passar para a reserva ontem, em solenidade no Quartel-General do Exército, o general Augusto Heleno recorreu à memória do pai, que foi coronel e morreu quando ele era tenente, para defender a ação das Forças Armadas em 1964 “contra a comunização do país”. Dirigindo-se ao pai, disse: “Lutastes, em 1964, contra a comunização do país e me ensinastes a identificar e repudiar os que se valem das liberdades democráticas para tentar impor um regime totalitário, de qualquer matiz”.Polêmico e respeitado entre os militares, Heleno foi o primeiro comandante brasileiro da Força de Paz da ONU no Haiti e comandante do Exército na Amazônia, uma das vagas mais disputadas.
Seu último posto foi no burocrático Departamento de Ciência e Tecnologia, que passou para o general Sinclair James Mayer, na presença do comandante Enzo Martins Peri. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, não compareceu. Na despedida, Heleno reclamou: “Quando fui nomeado, ouviram que eu estava sendo colocado na geladeira profissional. Sem dúvida, o DCT nada tinha a ver com meu perfil e minhas aptidões. Por decisão do comandante supremo, eu me tornara o exemplo típico do homem errado no lugar errado”. O comandante supremo era o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Comento:
É um grande brasileiro, esse general!!!

09 maio 2011

Domingo de festa para dois réus do mensalão (Por Ricardo Setti em Veja.com)


Festa para Delúbio: o retorno do réu do mensalão ao PT foi celebrado em grande estilo, com direito a balões, faixas e discurso
Amigos, vejam só como foi bom o fim de semana de dois réus do mensalão, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino. É como o Augusto Nunes tem insistido: o governo e o lulo-petismo estão fazendo de tudo para “absolver” os réus do grande escândalo de 2005 antes de que sejam julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Leiam o que escreve na seção política do Estadão de hoje Gabriel Manzano:
SÃO PAULO – Seis anos depois do mensalão, que abalou suas vidas e carreiras, os petistas José Genoino e Delúbio Soares curtiram no final de semana um certo gostinho de volta por cima. Delúbio, outrora um tesoureiro expulso, que assumiu a culpa pelos “recursos não contabilizados”, foi recebido em grande estilo pelo PT de Buriti Alegre (GO), numa festa de 200 pessoas, entre as quais 14 prefeitos, por seu retorno ao PT. Discursou como candidato. [Delúbio pretende ser deputado federal em 2012.]
Os amigos de Delúbio reescrevem o passado: “Foi uma injustiça grande do partido, mas o erro acabou reparado”, definiu o presidente do PT local, Delmar Arantes. O mensalão “é parte da história”, arrematou Darci Accorsi, ex-prefeito de Goiânia.
Jobim condecora Genoíno: "Um grande ajuste de contas com o futuro"
Genoino, que presidia o PT quando o escândalo de 2005 veio à tona, recebeu neste domingo, 8, no Rio, a Medalha da Vitória – a primeira dada a um ex-guerrilheiro. Em pleno 8 de Maio, que pelo mundo afora é saudado como o fim da II Guerra Mundial – em que se varreu da história o autoritarismo nazista -, o assessor especial do Ministério da Defesa entrou numa lista de 284 pessoas, entre militares e civis, agraciadas por terem contribuído para a democracia e a paz.
“O que o Brasil deseja fazer é um grande ajuste de contas com seu futuro. O Brasil não quer retaliar seu passado”, justificou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao incluir na lista o militante do PC do B dos anos 70, que então integrou a guerrilha do Araguaia.

Senador Aloysio bota a boca no trombone: “Está se instalando no Brasil uma ditadura branca” (Por Ricardo Setti em Veja.com)



Em discurso na tribuna do Senado, senador Aloysio Nunes Fereira (PSDB-SP).Amigos, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) botou a boca no trombone. Há poucos meses instalado na cadeira para a qual foi eleito em outubro passado pela maior votação da história do Senado – 11,2 milhões de votos –, ele considera “insuportável” algo que se tornou rotina na vida política do país: o governo baixa medidas provisórias com força de lei e elas são aprovadas quase automatica e instantaneamente pela esmagadora base governista no Congresso.
Na semana passada, Aloysio e outros senadores da oposição abandonaram o plenário em sinal de protesto contra a aprovação de uma MP que tratava de nada mens do que 10 assuntos diferentes, com curtíssimo prazo para ser examinada.
Em entrevista ao site de VEJA, o senador demonstra preocupação com o fato de o governo praticamente formular toda a agenda do Congresso. “Pouco a pouco está se instalando no Brasil uma ditadura branca. A maioria vota, sem questionar, as coisas mais absurdas’, diz ele. “E pelos procedimentos mais absurdos”.
Leia a entrevista feita pela jornalista Carolina Freitas.

A medalha de Genoíno é mais uma bofetada de Jobim no rosto do Supremo_Por Augusto Nunes



(Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo)
Nelson Jobim não cabe nas roupas que veste: as arrobas excedentes estufam o paletó, explodem botões, derramam-se sobre a cinta e alimenta a aflitiva sensação de que a calça vai explodir a qualquer momento. Jobim também não cabe nos cargos que ocupa. Vive exercendo funções paralelas, que sempre comprometem (e frequentemente desmoralizam) a atividade principal.
Deputado constituinte, achou acanhada demais a missão de juntar num único texto as centenas de propostas aprovadas pelo plenário. Por conta própria, redigiu dois artigos que nunca foram votados, infiltrou-os na montanha de vogais e consoantes, só confessou o crime alguns anos mais tarde e jamais identificou os passageiros clandestinos da Constituição brasileira.
Ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, confirmou a participação no furto do sino da faculdade de direito que cursou e seguiu ganhando dinheiro como consultor jurídico de uma grande empresa gaúcha. Ministro do Supremo Tribunal Federal, nunca soube localizar com precisão a fronteira que separa o juiz do político.
Foi o que soube o país no inverno de 2005, quando o escândalo do mensalão encontrou Jobim na presidência da corte. Favorecido pelo recesso de julho, nomeou-se Primeiro Magistrado e fundou uma estranha contrafação da Pastoral Carcerária especializada em livrar da cadeia delinquentes de estimação. Em funcionamento 24 horas por dia, a usina de habeas-corpus preventivos montada por Jobim permitiu que dezenas de meliantes desafiassem a CPI dos Correios sem medo da gaiola.
Ministro da Defesa do governo Lula, promoveu-se a general, almirante e brigadeiro. No começo do ano, botou na cabeça que é o 12° ministro do STF, trajou uma toga imaginária e começou a interferir abusivamente no julgamento do processo do mensalão. Foi por isso que transferiu José Genoíno do banco dos réus para o gabinete de assessor especial. É por isso que acaba de condecorar o mensaleiro juramentado.
Neste sábado, enquanto 200 candidatos a uma cela celebravam com um churrasco a volta de Delúbio Soares ao PT, Jobim transformou o ex-presidente do PT pilhado em flagrante no pântano no primeiro guerrilheiro aposentado a receber a Medalha da Vitória. A honraria é reservada a “ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira  e civis que tenham prestado serviços relevantes ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais”.
No mundo civilizado, festeja-se a cada 8 de maio o fim da Segunda Guerra Mundial, que impediu o triunfo completo do totalitarismo nazista. No Brasil, o ministro que comanda as Forças Armadas festejou o companheiro que lutou pela instauração do totalitarismo comunista. Agiu assim para absolver simbolicamente, de novo, o réu que o STF ainda não julgou.
O próprio homenageado pareceu surpreso com o afago do chefe. “Olha, tem acontecido tanta coisa na minha vida e na história do Brasil que a gente só tem que acreditar no Brasil e no futuro, porque muita coisa surpreendente vem acontecendo positivamente”, recitou. Essa é a visão dos culpados impunes. Para quem enxerga as coisas como as coisas são, o que houve foi mais um intolerável triunfo dos fora-da-lei.
“O que o Brasil deseja fazer é um grande ajuste de contas com seu futuro”, tentou justificar Jobim. “O Brasil não quer retaliar seu passado”. Conversa fiada: o que ele chama de “grande ajuste de contas com o futuro” é a absolvição do protegido daqui a alguns meses. Ao nomeá-lo assessor especial, fez de Genoíno o braço-direito do civil que comanda militares. Ao condecorá-lo, travestiu de patriota a serviço da nação um protagonista de maracutaias repulsivas.
Conjugadas, as duas afrontas gritam que Jobim insultou a verdade, debochou dos brasileiros honestos e desferiu outra bofetada no rosto do Supremo. Que os ministros se lembrem da insolência no dia do julgamento do processo do mensalão. Jobim imagina que ainda comanda o tribunal. É preciso mostrar-lhe que não passa de um protetor de quadrilheiros.

O PT é craque em Bolsa Ditadura

O novo presidente do PT, Rui Falcão, recebeu do governo federal uma indenização de R$ 1,24 milhão, em valores atualizados, por ter sido perseguido durante a ditadura militar (1964-1985). Ele participou da luta armada e obteve o benefício após declarar à Comissão de Anistia que ficou impedido de trabalhar como jornalista por perseguição política. A quantia foi fixada em setembro de 2003, no início do governo Lula. O cálculo, retroativo, considerou que o petista teria direito a remuneração mensal equivalente à de um editor de jornal entre os anos de 1991 e 2002. Neste período, ele também recebeu salários da União, do Estado e da Prefeitura de São Paulo ao exercer funções de deputado estadual, deputado federal e secretário municipal de governo.
Falcão foi procurado anteontem, mas não atendeu aos pedidos de entrevista.
O petista foi anistiado em dezembro de 2002, no fim do governo Fernando Henrique Cardoso. Sua indenização correspondia a R$ 748 mil, em valores corrigidos. Depois da eleição de Lula, ele pediu a revisão do benefício, alegando erro de cálculo e pedindo pagamento retroativo por mais cinco anos. Seu recurso foi aceito, e a indenização subiu para o equivalente a R$ 1,24 milhão. O Ministério do Planejamento não informou quando o valor foi pago, alegando que o dado seria sigiloso.
A quantia foi considerada alta por membros da comissão ouvidos pela reportagem. O órgão mudou suas regras em 2009 para suspender novas indenizações milionárias. Hoje, reparações a jornalistas não costumam ultrapassar R$ 3.000 mensais.
(…)
Falcão foi preso em abril de 1970 num apartamento em Porto Alegre onde, segundo os documentos secretos, rodava panfletos com “propaganda subversiva”. Passou dois anos e oito meses no presídio da Ilha das Pedras Brancas, no rio Guaíba. Mais tarde, relatou ter sido submetido a maus tratos.
(…)
O petista retomou a carreira jornalística ainda na ditadura, com passagens por grandes veículos. Foi contratado pelo Grupo Estado em 1975 e comandou a revista “Exame” entre 1977 e 1988. No pedido de indenização, afirmou ter sofrido “inúmeros percalços” na profissão por motivações políticas.
Comento:
Essa turma é danada, mesmo!... Quem realmente foi perseguido muitas das vezes fica esperando anos a fio até ver o seu processo se mexer na tal Comissão de Anistia do MJ. Quem não reza pela cartilha do PT ou não é membro de algum sindicato, babau!