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06 maio 2012

Para registro histórico: Euro - dois lados da mesma moeda


Revista VejaEconomia na Europa. Athens, Greece.Repórter: Giuliano Guandalini
AS MARCAS DA CRISE GREGA -- Estima-se que 68000 lojas e pequenas empresas tenham fechado as portas na Grécia. As placas de "enoikiazetai" (aluga-se, em grego) estão por toda a parte. Mas alugar para quem? (Foto: Gilberto Tadday)

(Reportagem de Giuliano Guandalini, desde Atenas e Frankfurt, na edição impressa de VEJA)
Euro
DOIS LADOS DA MESMA MOEDA

Tanto a Grécia como a Alemanha usam o euro. Mas a diferença na capacidade competitiva explica por que um país vive uma depressão econômica e o outro prospera
Sob a perspectiva de um alemão, é difícil enxergar a crise econômica europeia.
A Alemanha, dona do maior PIB da Europa e do quarto do mundo, superou rapidamente a recessão de 2009. Em três anos, o número de pessoas sem trabalho foi reduzido em 600 000. A taxa de desemprego, de apenas 5,7% da população economicamente ativa, nunca foi tão baixa desde a reunificação, em 1990. As fábricas trabalham em três turnos para suprir a demanda mundial, acima de tudo asiática, pelos seus carros luxuosos e máquinas sem similares.
Na Grécia, o quinto ano seguido de contração do PIB
Para um grego, a crise é real, evidente, diária. Depois de catorze anos ininterruptos de economia em ascensão, bonança catapultada pela adesão ao euro, em 2001, a Grécia entrou em recessão em 2008 – e dela não saiu mais. As últimas estimativas apontam para uma queda de 5% no PIB em 2012, o quinto ano seguido de contração.
Desde 2008, o total de desempregados aumentou em 500 000 pessoas. A taxa de desemprego, de 21%, é a segunda maior da Europa, atrás apenas da taxa da Espanha. Metade dos jovens não possui trabalho (em comparação, apenas 8% dos alemães com menos de 25 anos estão desempregados, o menor porcentual da Europa). Estima-se que 68 000 pequenas e médias empresas tenham fechado as portas na Grécia. Em Atenas, as placas de enoikiazetai (aluga-se, em grego) fazem parte da paisagem urbana.
Revista VejaEconomia na Europa. Athens, Greece.Repórter: Giuliano Guandalini
Para um cidadão grego, a crise é real, evidente, diária. (Foto: Gilberto Tadday)
A Grécia e a Alemanha são os dois extremos da desigualdade crescente entre os dezessete países que utilizam o euro como moeda, a chamada zona do euro.
As economias da Áustria e da Holanda, além da alemã, sentiram um leve impacto com a desaceleração mundial. Portugueses, espanhóis e gregos, no entanto, sofrem na pele com a recessão mais profunda em pelo menos uma geração.
Falta funcionar como região econômica coesa
Como pode coexistir tamanho contraste entre países que fazem parte de um único bloco econômico e compartilham a mesma moeda?
A crise desencadeada em 2008 expôs uma realidade que havia sido encoberta durante os anos de crescimento. A zona do euro não funciona, pelo menos ainda, como uma região econômica coesa. “Precisamos de uma união fiscal que complemente a união monetária”, afirmou a VEJA o economista alemão Joerg Asmussen, diretor do Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt.
Mas Asmussen enfatiza o comprometimento europeu com o futuro da moeda única: “O euro nunca esteve em crise. Existe na verdade uma crise da dívida e de confiança em alguns dos países da região”.

Revista VejaEconomia na Europa. Frankfurt.Repórter: Giuliano Guandalini
RIQUEZA ALEMÃ -- Em Frankfurt, o centro financeiro alemão, não se vê sinal de crise e o desemprego nunca foi tão baixo: recompensa pelas reformas (Foto: Gilberto Tadday)
Nos primeiros anos do euro, houve a sensação de que todas as nações operavam como uma única economia. Uma mostra disso é a taxa de juros paga pelos países para financiar suas dívidas. Há duas décadas, quando existiam a peseta, o escudo e a dracma, os governos da Espanha, de Portugal e da Grécia pagavam juros internacionais que chegavam a ser o triplo dos desembolsados pela Alemanha.
Com o euro, praticamente da noite para o dia, espanhóis, portugueses e gregos passaram a dispor de taxas baixíssimas, idênticas às dos alemães. Se todos possuíam a mesma moeda, o risco implícito era igual, e por isso os juros deveriam ser os mesmos, dizia a lógica dos investidores.
Revista VejaEconomia na Europa. Athens, Greece.Repórter: Giuliano Guandalini
Desde 2008, o total de desempregados na Grécia foi acrescido de 500 000 pessoas (Foto: Gilberto Tadday)
Existia, no entanto, uma diferença de competitividade subjacente. O crédito farto e barato impulsionou o consumo e os investimentos, formando bolhas que mais tarde estourariam. Ao mesmo tempo, os gastos públicos também avançaram rapidamente.
Ainda que o total das despesas com políticas de bem-estar social nesses países seja inferior ao de nações mais ricas do bloco, os gastos cresceram rápido demais num curto espaço de tempo. O superaquecimento elevou o custo da mão de obra. Produzir em Portugal ou na Grécia ficou tão ou mais caro do que na Alemanha ou na Áustria, países mais produtivos.
Combinação letal
Num mundo de estabilidade, todos esses desequilíbrios passavam incólumes. Mas eles foram se avolumando. Então veio a crise. O crédito desapareceu, e os investidores começaram a ser mais restritivos. Os juros dispararam para a Grécia, Portugal e também para a Irlanda, um dos primeiros países a ir à lona.
A combinação letal de queda no crescimento e elevação no custo do financiamento tornou as dívidas públicas dessas nações impagáveis. A crise se arrasta há quatro anos.
A Espanha, depois de uma leve retomada no ano passado, entrou de novo em recessão. A Grécia, na melhor das hipóteses, só voltará a ter algum crescimento em 2013.
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A PLENO VAPOR -- "As reformas trabalhistas aumentaram a competitividade", diz Peter Schwarzenbauer, vice-presidente de vendas e marketing da Audi (Foto: Divulgação)
Vinte anos atrás, era a Alemanha a economia doente da Europa. O país lidava com o custo da reunificação, uma conta anual que oscilava, em valores atuais, entre 30 bilhões e 50 bilhões de euros. Havia 5 milhões de pessoas sem trabalho. “Os desafios posteriores à reunificação estimularam discussões sobre a necessidade de reformas estruturais para aumentar a produtividade”, diz Joachim Nagel, um dos diretores do Bundesbank, o banco central alemão.
A partir de 2003 reformasEssas reformas tiveram como objetivo, em resumo, conter o aprofundamento dos gastos no sistema de seguridade social e também dar maior flexibilidade às leis trabalhistas.
Em 2003, no governo do chanceler social-democrata Gerhard Schroeder, foi lançado um pacote chamado Agenda 2010. Os pacientes do sistema público de saúde começaram a pagar por parte de alguns serviços. As negociações salariais passaram a ser feitas diretamente entre funcionários e empregadores, e os sindicatos perderam poder.
Criou-se a possibilidade de redução dos salários, mediante diminuição das horas trabalhadas. Os impostos sobre os lucros das empresas caíram.

Audi Produktion Ingolstadt ? Montage A3 /Bei der Triebwerksmontage werden die Hauptbestandteile Motor, Getriebe, Antriebswelle und Radaufhaengung zusammengefuegt.Bei der Triebwerksmontage haengen die Werkzeuge griffbereit von der Decke - fuer eine schnell
Em Ingolstadt, Baviera, a fábrica da Audi trabalha em três turnos para atender à demanda internacional, principalmente dos russos e chineses. (Foto: Audi AG))
O programa de reformas reduziu os gastos das companhias. Caiu sobretudo o custo final da mão de obra, em um período em que a despesa com funcionários aumentava continuamente na maior parte da Europa. A Alemanha, mais competitiva, passou a amealhar bilhões e bilhões de euros em superávits comerciais. Isso, mesmo lidando com uma moeda forte como o euro. “Foram ajustes difíceis de fazer, houve forte reação”, afirma Nagel. Schroeder, inclusive, perdeu o cargo em 2005, dando espaço a Angela Merkel. “Mas estamos nos beneficiando hoje das reformas estruturais feitas há dez anos.
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ADAPTAÇÃO À RECESSÃO -- "Contamos agora com o aumento das exportações para manter os nossos funcionários", afirma Athanase Lavidas, presidente do laboratório farmacêutico grego Lavipharm (Foto: Gilberto Tadday)
É surpreendente, até mesmo para nós, como a economia alemã tem se comportado bem”, conclui Nagel. O país dispõe ainda de vantagens históricas, entre elas a sua liderança na engenharia de máquinas e a sua infraestrutura logística, com poucos paralelos no mundo.
O modelo alemão, contudo, reconhecem os próprios alemães, está longe de ser perfeito. Há regulações excessivas em diversas atividades. As novas leis trabalhistas, de acordo com alguns economistas, ampliaram as desigualdades salariais. Por fim, a austeridade e o excesso de poupança fazem com que os alemães desfrutem um padrão de vida inferior ao de outras nações ricas.
Não resta dúvida, porém, sobre seu poder econômico, mesmo em meio à crise continental.

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Os cortes dos gastos na saúde pública derrubaram as vendas internas do laboratório Lavipharm. (Foto: Gilberto Tadday)
Grécia: desperdício e descontrole
As dificuldades gregas, em contraponto, resultam da completa falta de austeridade e competitividade. “Tivemos uma bolha no setor público”, resume Constantine Papadopoulos, secretário grego para Relações Econômicas Internacionais. “Existia muito desperdício nos gastos do governo.”
Uma amostra desse descontrole ficou evidenciada na semana passada. O governo anunciou os resultados de uma auditoria no sistema previdenciário e descobriu que 200 000 pessoas não deveriam estar recebendo benefícios – ou porque não tinham direito a eles ou porque estavam mortas fazia algum tempo.
O PESO DO ARROCHO O professor de economia social Savas Robolis, da Universidade Panteion, em Atenas, é um exemplo típico de funcionário público atingido pelas medidas de austeridade. Seu salário foi reduzido em 22%. "Não há dúvida de que precisamos fazer reformas para permanecer no euro. Mas não vejo como conseguiremos pagar a dívida pública apenas com medidas de austeridade e sem incentivos ao crescimento", afirma Robolis (Foto: Giuliano Guandalini)
O PESO DO ARROCHO -- O professor de economia social Savas Robolis, da Universidade Panteion, em Atenas, é um exemplo típico de funcionário público atingido pelas medidas de austeridade. Seu salário foi reduzido em 22%. "Não há dúvida de que precisamos fazer reformas para permanecer no euro. Mas não vejo como conseguiremos pagar a dívida pública apenas com medidas de austeridade e sem incentivos ao crescimento", afirma (Foto: Gilberto Tadday)
Milhares de funcionários públicos foram dispensados, e os salários dos servidores, reduzidos em mais de 20%, assim como as aposentadorias. São ajustes tidos como inevitáveis, mas de impacto recessivo a curto prazo.
Driblando o Fisco
O país possui também um problema histórico de sonegação.
Nas lojas e restaurantes, é comum os vendedores e garçons dizerem que a máquina de cartão de crédito não está funcionando. Trata-se de uma desculpa para receber em dinheiro vivo, e assim driblar o Fisco.
“Se a nossa arrecadação fosse similar à dos demais países europeus, o déficit público deixaria de ser problema”, diz Loukas Tsoukalis, presidente da Fundação Helênica para Políticas Europeias.

DEFESA DA AUSTERIDADE Joachim Nagel, diretor do Bundesbank, o banco central alemão, respalda a política de austeridade monetária: "A Alemanha vive sob a influência da experiência de hiperinflação, na década de 20 e no pós-II Guerra. A inflação baixa estimula os investimentos (Foto: Giuliano Guandalini)
DEFESA DA AUSTERIDADE -- Joachim Nagel, diretor do Bundesbank, o banco central alemão, respalda a política de austeridade monetária: "A Alemanha vive sob a influência da experiência de hiperinflação, na década de 20 e no pós-II Guerra. A inflação baixa estimula os investimentos" (Foto: Gilberto Tadday)
Apesar das dificuldades, os gregos permanecem comprometidos com as reformas. Essa disposição terá de ser mantida pelo governo a ser eleito nas próximas eleições, amanhã, 6 de maio.
“Optamos pelo caminho mais difícil que, no fim, será mais produtivo”
O problema é que as reformas demoram a surtir efeito. Além disso, mesmo depois da renegociação da dívida (o maior calote da história, de 206 bilhões de euros), o endividamento público permanece acima de 160% do PIB, o triplo do considerado saudável.
Na prática, a dívida não mudou de tamanho. Os gregos deixaram de dever aos investidores privados e passaram a dever ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e aos outros países europeus, ainda que em termos mais favoráveis. Mas a maioria absoluta da população (70% dos eleitores) apoia a permanência na zona do euro. ”
É ilusório imaginar que uma desvalorização cambial aumentaria a nossa competitividade, como afirmam alguns”, diz Constantine Papadopoulos. “A desvalorização cambial não passaria de um truque. Não haveria incentivo para fazermos as reformas necessárias. Optamos pelo caminho mais difícil. Acredito que, no fim, será mais produtivo.”

As falas dos "cachoeiras"...


Leia a transcrição dos diálogos, feita pela Polícia Federal sobre a campanha do DF:
11/0112011  18:15:07
DADA: o CHlCÃO, MARCELÃO te contou o negócio do ZUNGA?
CARLINHOS: não, o que é que é?
DADA: três empresários foram atrás do CLAUDIO. Falou que deu “as quantia” na mão do ZUNGA e o dinheiro não apareceu na mão do CLAUDIO. O bicho tá indignado velho.
CARLINHOS: como é que é? Me fala ai de novo.
DADA: três empresários, que doou para a campanha, mas botou o dinheiro na mão do ZUNGA, mas o dinheiro não chegou na mão do CLAUDIO. Aí que é que o cara falou: “eu vou juntar vocês e vou chamar quem pegou o dinheiro, quer ver pra fazer essa acareação, porque o dinheiro não foi para a minha mão”. Falou para os empresários.
CARLINHOS: é, mala não tem jeito não, né?
DADA: rapaz, como é que o cara se suja desse jeito, né bicho? Diz que vai deixar ele lá na Secretaria de … de .. Ele me ligou agora, diz que a … (incompreensível) não está atendendo ele, aí o CLAUDIO falou para o MARCELÃO que vai botar ele na SECRETARIA DE ESPORTES, botar ele lá na assessoria lá. Quer ele bem longe dele. O cara se suja por causa de besteira, nê rapaz? varalzeiro .. não tem jeito não.

11/01/2011 18:16:50
LENINE:LENINE: oi CHICO
DADA: deixa eu te falar, vou te contar aqui uma do ZUNGA cara. O eLADIO está indignado com ele cara (incompreensível) três empresários foram arroxar o CLAUDIO, querendo as coisas: “meu innão, você não me ajudou .. não.” eu entreguei tanto, tanto na mão do ZUNGA ué”. Ai diz que ele vai fazer uma acareação com os empresários e com o ZUNGA. Porque ele disse “ó … não chegou na minha mão não … você vai ser atendido através de quem você entregou o dinheiro”.
LENINE: é mesmo Chico? Você contou isso para o HOMEM?
DADA: contei, contei para o HOMEM, falei. Rapaz não é possível um trem desse … o cara (incompreensivel) não tem jeito não … pois é.” falou isso para o MARCELÃO. Falou “MARCELÃO, não quero ele perto de mim, tá me enchendo o saco para ser o meu segundo. Não vai ser nunca meu segundo, vou botar ele lá na Secretaria de Esportes, lá na assessoria lá … numa chinelagem para ele ficar lá … não quero ele nem passando na minha porta. Desse jeito CHICO … rapaz como é que um cara se suja num negócio por causa de um negócio desse … os caras, bicho, são tudo louco, né?
LENINE: pois é, como é que faz um trem desse, não é não, cara? rapaz .. é foda … ai queimou, vai ficar queimado agora … mais oito anos.
DADA:pois é rapaz, ele me ligou .. eu to sabendo disso desde ontem à noite, ai ele me ligou agora, né, perguntando pelo HOMEM, né, e tal… ele falou assim “E O CLAUDIO?”" “não .. ele tá muito ocupado, não to nem indo lá para não perturbar ele, tô em casa aguardando ele me chamar”, Aí eu falei: “c…, como é que pode um cara ser cara de pau desse jeito?”
LENINE: como é que queima né rapaz? é f…
DADA: Não precisa disso né … cara se ele assina com o cara .. “ó CLAUDIO, o cara tá dando tanto, tem jeito de tirar uma ponta para mim?”, o cara vai autorizar, bicho, são tudo amigo, né cara?
LENINE: exatamente, exatamente, PORQUE TIRAR ESCONDIDO É FEIO DEMAIS, NÉ CHICO!

11/01/2011 18:33:55
DADA: Fala CHICÃO.
CARLINHOS: até o ZUNGA mexe no que não é dele?
DADA: pois é rapaz, fiquei “de cara” com o negócio, rapaz, fiquei “de cara”, entendeu? Aí hoje ele me liga, né e aí eu falei assim:”po bicho, e o CLAUDIO”? … : “não … ele tá muito ocupado, to ficando em casa, eu to esperando ele me chamar”, “mas e aí? você vai ser o que lá no GABINETE?”… “não não sei, acho que não vou ficar lá não. Acho que vou ficar em outro lugar” .. “ah .. então tá bom”. Mas ele desabafou ontem com O MARCELÃO, assim que o CLAUDIO saiu da sala, ele desabafou, bicho … falou pra caramba, falou tudo, bicho, falou até o nome,dos empresários que procurou lá…
CARLINHOS: aqueles que o LENINE passava e o ZUNGA pegava lá, será que ele entregou? Entregou né, porque … ele sabia né … ?
DADA: não … aquele entregou … porque, por três vezes, eu fui lá com o LENINE e o LENINE falou na frente do CLÁUDIO: ”deixei lá pro ZUNGA”. E a última vez, a última parcela, fui eu que entreguei. Aí eu fui lá, o CLÁUDIO tava lá, entendeu? aí, entreguei para ele para o ZUNGA e falei para o CLÁUDIO: “ó CLAUDIO, a última lá lá com o ZUNGA … agora não, lá beleza … e o ZUNGA junto, entendeu? Aí, essa aí ele não deu chapéu não, mas essas outras ele deu.
CARLINHOS: Ah… então lá bom. Excelente.
DADA: Não … ele sabe … o CLAUDIO sabe que aquela lá tá tranquilo … o problema é (incompreensível) … aquela ali foi f…,  bicho, po .. como é que faz um negócio desses, cara? O cara é varalzeiro mesmo, se sujar por causa de bobagem,cara. Na realidade o cara não tem que se sujar por p… nenhuma, nem com pouco nem por muito, mas p… o cara é foda … e amigo, se ele chega pro cara e pede pra tirar a ponta pra ele, o cara ia deixar .. como é que faz um negócio desse.

Veja e as cataratas...




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Por Daniel Pereira, Otávio Cabral e Rodrigo Rangel:
(…)
O senador José Sarney já recomendou ao PT que “controle os radicais”, argumentando que ninguém tem a ganhar se essa CPI começar a sair do controle”. O recado tem endereço certo: a turma que vê na CPI uma chance única de desmoralizar o julgamento do mensalão. A primeira ofensiva desse grupo foi dada na sessão da semana passada, com a tentativa de convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para depor na CPI. Sob o argumento de que ele deve explicar por que retardou a abertura de uma investigação contra Demóstenes Torres, os petistas querem colocá-lo no banco dos réus da CPI para tentar des- moralizá-lo. A imprensa é outro alvo que, na estratégia dos radicais, precisa sair chamuscada da CPI. Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, reuniu, na quinta-feira passada, em seu gabinete no Palácio do Planalto deputados e senadores petistas para lembrá-los de que “o alvo da CPI é o mensalão”. Carvalho, só para lembrar, foi chefe de gabinete de Lula nos oito anos em que ele ficou na Presidência. Conhece de perto, portanto, as entranhas do esquema de compra de apoio no Congresso, parte substancial do escândalo do mensalão.
O cenário inicial da CPI do Cachoeira é muito semelhante ao da CPI dos Correios, instalada em 2005 a partir da gravação na qual Maurício Marinho, diretor da estatal, cobrava 3 000 reais de propina, o que deu origem à descoberta de novos fatos envolvendo dinheiro público e compra de apoios pelo governo. Aquela CPI nasceu com o intuito de blindar os aliados do governo e era controlada por parlamentares fieis ao Palácio do Planalto. Exatamente como agora. Também tinha o mesmo prazo de atuação: 180 dias.
Mas, logo no início dos trabalhos, depoimentos bombásticos, como o do deputado Roberto Jefferson e do marqueteiro Duda Mendonça, incendiaram a comissão e provocaram uma indignação popular que impediu qualquer tipo de acordo. A atual comissão também tem fios desencapados e personagens que podem contar muita coisa. Cachoeira e Cavendish, por exemplo. Com uma matéria-prima mais modesta do que a produzida pelas operações da PF, a CPI dos Correios produziu a denúncia do mensalão, a cassação de José Dirceu e Roberto Jefferson e a renúncia de meia dúzia de políticos, além de tisnar a imagem imaculada de virgem ética do PT. A CPI do Cachoeira, com seu farto material, tem potencial ainda maior. Basta que não se torne refém de arranjos políticos.

04 maio 2012


Por Ricardo Setti (Veja.com) - Seção 
Política & Cia

Os advogados, que conhecem como ninguém as mazelas do Judiciário, homenageiam a ministra Eliana Calmon

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Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça do CNJ: homenagem de quem conhece as mazelas do Poder Judiciário como ninguém (Foto: Cristiano Mariz)
Os organismos representativos dos advogados costumam ser corporativos e, não raro, se opõem a reformas nas instituições que poderiam facilitar a vida do grande público mas vão contra os interesses de seus representados.
Por outro lado, como seu fazer diário é lidar com o Judiciário, ninguém, como os advogados, conhece as mazelas deste Poder da República — mesmo havendo casos em que profissionais saem da linha e agridem a lei que devem defender.
Mas é muito significativo o jantar em homenagem à ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, que será realizado na próxima quinta-feira, dia 10, no Jockey Club de São Paulo, a partir de 19 horas, com patrocínio da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil – a maior do país, com mais de 200 mil advogados filiados –, do Instituto dos Advogados de São Paulo e da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP).
Motivo: os “relevantes serviços prestados à Justiçpa e à sociedade como corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça”, cargo que a ministra exerce desde setembro de 2010.
A ministra, mesmo enfrentando por vezes a oposição feroz de colegas magistrados, vem realizando uma verdadeira cruzada pela moralização e pelo melhor funcionamento do Poder Judiciário no país.