Abaixo, uma síntese do do Portal G1 sobre a participação do tucano José Serra na sabatina da Folha, aquele de que Dilma Rousseff fugiu?
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O candidato a presidente da República pelo PSDB, o ex-governador de São Paulo José Serra, disse que tem uma “enorme curiosidade” para saber quem será o candidato a vice na sua chapa, mas afirmou que, para ele, a discussão não é “estressante”.
“Eu também tenho uma enorme curiosidade. Até o fim deste mês, resolve. Essa não tem sido uma questão estressante para mim nem para grande parte do PSDB”, declarou na manhã desta segunda (21), durante sabatina promovida pelo jornal “Folha de S.Paulo”.
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Dossiê e investigação
O tucano criticou a adversária Dilma Rousseff (PT), que, para ele, é responsável pela suposta montagem de um dossiê contra integrantes da campanha do PSDB. Para Serra, a petista está devendo desculpas públicas. “Diante das evidências, caberia uma atitude mais drástica, de afastar as pessoas, pedir desculpas publicamente”, afirmou.
A um internauta que perguntou se ele tinha “ânsia de poder” porque não terminou mandatos anteriores para os quais foi eleito, o candidato tucano disse não ver problemas.
“Veja, em qualquer país do mundo, quando um governador é candidato, ele deixa o mandato. Nos EUA, nem precisa se afastar. É um problema do contexto da legislação. Tanto na prefeitura quanto no governo do Estado, eu cumpri meu programa”, afirmou.
O candidato prometeu criar uma “nota fiscal brasileira”, análoga à nota fiscal paulista, criada pelo governo estadual, que dá créditos aos consumidores que pedem nota fiscal na compra de produtos ou serviços.
Tabelinha com Marina e questão ambiental
Serra negou haver qualquer tipo de parceria entre ele e Marina Silva no ataque à candidata Dilma Rousseff. “Até toparia uma tabelinha, mas não tem. (…). Agora, eu tenho uma aproximação grande da questão ambiental. Isso eventualmente pode promover proximidades.”
Serra aproveitou a oportunidade para ressaltar seu apoio a Fernando Gabeira, candidato do PV ao governo do Rio e ressaltar que também se considera um ambientalista. “Acho ele um grande quadro. É uma pessoa de que gosto muito e respeito muito.”
Sobre a proposta de mudança do código florestal, disse que prefere que essa questão seja avaliada na próxima gestão. Ele ressaltou que não acredita em incompatibilidade entre meio ambiente e agricultura. “Não pode dividir em anjos ou demônios.”
Pedágios caros em SP
Questionado sobre a percepção de que São Paulo tem boas estradas, mas pedágios altos, ele atacou o modelo federal de concessão. “Sei que o modelo das federais não funciona, é um vexame.” Ele disse que a BR-116 continua sendo a rodovia da morte e criticou a interdição da Rodovia Fernão Dias.
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Royalties do pré-sal
“Esta é uma questão que nunca deveria ter sido levantada em ano eleitoral. Para quê? Criou-se a sensação de que o pré-sal está aí na esquina. Levantar em ano eleitoral é trazer a discórdia e a desavença para o país.”
Bolsa Família
“É uma pena que você tenha pesquisado e deixado de ver o que o Lula falou. Antes de ser presidente, Lula e o PT chamavam o programa de Bolsa Esmola.”
Uso da máquina
“Passam sete anos anos e meio, e pesquisa fala sobre o crack. Candidata volta a falar e governo faz um programa [...]. É uma tabelinha quase que perfeita do uso da máquina.”
Bolívia
“São vários fatores. (…) Nada contra o povo boliviano. É um país por que tenho muito carinho. Agora, que o governo lá faz corpo mole [em relação ao tráfico de drogas], faz.”
União civil de pessoas do mesmo sexo
“Sou a favor da união civil. Eu acho que, se preencheu os requisitos que têm para qualquer um para adotar, acho que tem tanto problema grave que, para a criança, é uma salvação. Não vejo por que não aproveitar.”
Cotas
“Sou a favor de ações afirmativas, que é o que foi feito na Unicamp.”
Morumbi na Copa
“Por mim, teria feito no Morumbi. Aquilo que precisava de governo, garantimos tudo. Eu defendi que a abertura fosse aqui e o fechamento fosse no Rio. Meu sonho, enquanto vivo, é ver o Brasil ganhar uma copa no Maracanã.”
Ensino religioso
“O Brasil é um estado laico, embora a constituição tenha no preâmbulo ‘em nome de Deus’. Em escola publica, no máximo, poderia ter curso sobre história das religiões. Se é um colégio católico, judaico, ninguém é obrigado a se matricular.”
No Brasil, onde faltam a cólera e a ira santas, quem, senão elas, hão de expulsar do Templo o renegado, o blasfemo, o profanador, o simoníaco? Ou exterminarão da ciência o apedeuta, o plagiário, o charlatão? Ou banirão da sociedade o imoral, o corruptor, o libertino? Quem, senão elas, a varrer dos serviços do Estado o prevaricador, o concussionário e o ladrão públicos? Quem, senão elas, a precipitar do governo o negocismo, a prostituição política e a tirania? (Rui Barbosa)