Vejam esse pensamento de José Ingenieros, extraído do emblemático livro “O homem medíocre”, utilizado em um texto postado no blog de Reinaldo Azevedo (Veja.com), por Felipe Mora Brasil:
Como fui vítima disso em meu ex-doutorado, por pura vendeta da parte da coordenadora do curso em conluio com a diretora de minha faculdade e dois professores do curso, resolvi também reproduzir aqui no meu blog, para registro aos pósteros:
“O verdadeiro crítico enriquece as obras que estuda e, em tudo o que
toca, deixa um rastro de sua personalidade. Os criticastros, que são,
por instinto, inimigos da obra, desejam diminuí-la, pela simples razão
de que eles não a escreveram. (…) Têm as mãos travadas por fitas
métricas; seu afã de medir os outros corresponde ao sonho de rebaixá-los
até a sua própria medida. (…) Quando um grande escritor é erudito,
reprovam-no como falto de originalidade; se não o é, apressam-se a
culpá-lo de ignorância. Se emprega um raciocínio que outros usaram,
denominam-no plagiário, embora assinale as fontes da sua sabedoria; se
omite a assinalação, acusam-no, por serem vulgares, de improbidade. Em
tudo encontram motivo para maldizer e invejar, revelando a sua antipatia
interna.”