Em meio à guerra de números das pesquisas eleitorais, a campanha à prefeitura de Manaus descambou o nível para o plano das baixarias, em que cada candidato publica a pesquisa que lhe é mais favorável - até aí tudo "mais ou menos".
Vanessa apresenta o Ibope lhe dando empate absoluto com Arthur em 29% das intenções de votos; enquanto que um Instituto local denominado "Perspectiva", que é comandado por um tal Durango Duarte - um conhecido militante amazoninista -, dá 10 pontos percentuais de vantagem para Arthur.
A candidata do stablishment Vanessa, que conta com o apoio de Lula, Dilma, Omar, Dudu, et caterva - irreconhecível após a repaginada total em sua silhueta, que a deixou tão juvenil que quase não a reconhecemos mais -, tenta desconstruir a imagem de Arthur Neto trazendo de volta a questão dos camelôs do centro de Manaus - a "batalha dos camelôs", que é apresentada em tons lúgubres, como manda os manuais da marketagem.
Nos idos de 1988-90, quando Arthur foi prefeito derrotando o "pai-de-todos" Gilberto Mestrinho - a quem Arthur depois se aliou até a morte deste - tentou retirar do centro aqueles camelôs para acabar com a máfia das quinquilharias bancadas por empresários do contrabando, que traziam todo tipo de "sukatinhas e sukatões" da China e dos tigres asiáticos, e as vendiam nas frentes das lojas, nas calçadas do centro de Manaus, contra os quais os empresários vociferavam - e ainda vociferam - nas reuniões da Associação Comercial do Amazonas - ACA.
Naquela época, anos 88-90, Amazonino era o governador do estado, o qual mandou a polícia militar para o centro do conflito onde o "pau cantou". Não estou afirmando que o governador mandou bater nos camelôs para prejudicar Arthur, mas que provavelmente não pediu cuidados especiais dos seus meganhas. O fato é que a PM "centou a pua" na moçada que, hoje, já encanecida pelo tempo, é explorada nos spots da campanha de Vanessa, sem pudor. Aliás, Vanessa foi "companheira" de Arthur até bem pouco tempo, quando a estratégia de se aliar a ele era compensada com votos. Isso acabou desde quando ela se aliou ao ex-governador Eduardo Braga e seu marido Eron Bezerra ganhou uma secretaria que cuida de uma miragem no Amazonas chamada "setor rural", ou "agrícola", seja lá o que isso signifique.
Vamos fazer uma digressão sobre o setor rural. Ou setor "primitivo" como as autoridades lhe epitetam jocosamente. Esse setor já foi chamado nos slogans governamentais como "terceiro ciclo" por Amazonino; como "zona franca verde" por Eduardo; e agora talvez como fazenda de "bacalhau de pirarucu" por Omar Aziz, atual governador (um fenômeno eleitoral que cresceu como "vice" de prefeitos e governadores nos últimos 20 anos e que perdia todas as eleições que disputava sozinho).
Voltando ao ponto. A retirada dos camelôs do centro de Manaus era, e ainda é 24 anos depois, uma exigência dos empresários - que pagam tributos e sofrem uma competição desleal e feroz por parte dos camelôs - e dos cidadãos que querem transitar livremente pelas calçadas do centro comercial.
Hoje parece ser consenso entre os candidatos de que essa retirada dos camelôs é imperiosa. Até mesmo o atual prefeito e ex-governador Amazonino Mendes acha isso, o qual tenta confinar os camelôs em um espaço próprio, como se isso fosse possível...
Contra vanessa Vanessa Graziottin pesa uma penca de fatos que os locais, tais como suas ações políticas recentes, como quando votou contra o salário Mínimo, traindo milhões de eleitores. Se absteve nas votações onde a ZFM esteve ameaçada pelo Governo Federal. Nada fez para interceder pela fabrica da ADIDAS em Manaus, que teve sua instalação vetada pelo Governo Dilma. Está sendo processada pelo Ministério Público Eleitoral por fraude na eleição para o Senado. Cruzou os braços na greve das Universidades Federais e Instituições Federais de Educação, Ciência e Tecnológia. Votou contra a CPI da Corrupção (mensalão e outros). Blinda sistematicamente o Governo do Distrito Federal, o Governador do Rio de Janeiro e qualquer membro da quadrilha, de depor na CPI do Cachoeira. Processou Eduardo Braga por desvio de recursos na Construção de casas populares e hoje propaga seu apoio aos quatro cantos, sem o menor constrangimento. Liga pouco ou nada para a Zona Franca de Manaus, mas faz média com os amazonenses. É uma das responsáveis pela derrota do Amazonas na MP dos TABLETS. Nada fez diante da PEC da Música, que pode acabar com o polo de
> mídia da ZFM, deixando milhares de desempregados. Cala-se diante dos escândalos de corrupção, mostrando que realmente não é mais quem foi um dia. Já foi combativa quando era oposição. Hoje ela acredita até que Papai Noel existe se afirmação vier de alguém do governo. Votou contra o Amazonas na Medida Provisória 517, que reduziu a zero a alíquota de PIS/PASEP e CONFINS que
> incidia sobre venda de modens e bens de informática. Foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e contra o Plano Real. Não tem personalidade. Utiliza a imagem de outras pessoas para conseguir algum prestígio, depois de ter traído o Amazona.
Sem contar o fato de ataques com ovos e omeletes na chegada de Vanessa a um debate promovido pela TV Rio Negro, quando Arthur rebateu tratar-se de "armação" de Vanessa para posar de vítima ao utilizar militantes de sua própria campanha e assim criar o "fato", apresentando uma moça que faz parte da campanha de Vanessa como a responsável pela "armação". Vanessa desmentiu a "armação" apresentada no programa eleitoral de Arthur apresentando um militante de Arthur como responsável pela lambança, que tria sido detido, etc.
> mídia da ZFM, deixando milhares de desempregados. Cala-se diante dos escândalos de corrupção, mostrando que realmente não é mais quem foi um dia. Já foi combativa quando era oposição. Hoje ela acredita até que Papai Noel existe se afirmação vier de alguém do governo. Votou contra o Amazonas na Medida Provisória 517, que reduziu a zero a alíquota de PIS/PASEP e CONFINS que
> incidia sobre venda de modens e bens de informática. Foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e contra o Plano Real. Não tem personalidade. Utiliza a imagem de outras pessoas para conseguir algum prestígio, depois de ter traído o Amazona.
Sem contar o fato de ataques com ovos e omeletes na chegada de Vanessa a um debate promovido pela TV Rio Negro, quando Arthur rebateu tratar-se de "armação" de Vanessa para posar de vítima ao utilizar militantes de sua própria campanha e assim criar o "fato", apresentando uma moça que faz parte da campanha de Vanessa como a responsável pela "armação". Vanessa desmentiu a "armação" apresentada no programa eleitoral de Arthur apresentando um militante de Arthur como responsável pela lambança, que tria sido detido, etc.
E assim caminham os candidatos a prefeito de Manaus. Todos tendo a mesma origem nos arraiais do Poder desde os tempos do Boto Tucuxi (Gilberto Mestrinho), seguem se estapeando uns aos outros em detrimento das propostas para Manaus. Coisas da marketagem...
Quando se vê, lê e ouve nos meios de comunicação os programas dos candidatos, esses lampejos de "programas" surgem como que saídos da cartola de mágicos. Água nas torneiras, energia nos fios elétricos, casas populares, creches, mais bolsas disso e daquilo, ônibus nas ruas, fluidez do tráfego, boa educação e saúde, etc., essas coisas só não existem em Manaus pela malignidade dos ex e atuais prefeitos - como se todos eles não fossem raízes e matrizes do mesmo grupo político, ou "escola" como Eduardo se referia a Amazonino Mendes (quando ambos eram aliados, claro).
Assim é que Vanessa promete "mundos e fundos" em todas as áreas e apresenta como garantia a união dos seus apoiadores oficiais: Omar, Lula, Dilma, o bispo, e cia. bela, como a querer nos dizer que, ou não tem ideias próprias, ou que dependerá sempre de que lhe digam e lhe propciem os meios para depois cumprir com aquilo que esses mesmos apoaidores de hoje se demonstram incapazes ou desinteressados de "dar à luz", denotando, assim, certa chantagem com os eleitores: se não votarem em Vanessa, necas de pitibiriba. A grana vai ficar onde está - se é que está! - nos cofres da União, do Estado ou sabe-se lá onde.
Ao candidato Arthur resta afirmar que não come pelas mãos de ninguém, que forçará o repasse e a união de esforços entre os entes federados, fazendo valer sua experiência de ex-prefeito, de líder do governo FHC no Congresso, de ex-ministro-chefe da presidência da República e de ex-senador e ex-líder da oposição, para se fazer respeitar e trazer respeito ao município de Manaus, que não poderá ser tratada como pária em função de derrotas eleitorais de possíveis "companheiros lulo-petistas" no Poder.
Sinceramente, acho esta postura de Arthur muito mais condizente com a importância do cargo e da maneira correta de fazer política.
Afinal, ter o apoio de todo o stablishment talvez não seja garantia de que os programas lindamente apresentados saia do papel - como não têm saído agora -, haja vista a falta de investimentos que levam o país a apresentar um pibinho de 1%; uma inflação na casa dos 6%; o abandono do câmbio flutuante; e a utilização dos recursos da geração do superávit primário para pagamento dos juros da dívidas - mesmo sendo uma dívida que não se sabe ao certo quem fez, quando fez, porque fez, com quem fez, etc, devendo esta ser auditada um dia - sendo utilizados como investimentos e renùncias fiscais na vã tentativa de frear a queda da economia. Por enquanto, a facilidade de crédito e os gastos das famílias em serviços estão "segurando as pontas", mas, como serviços não podem ser importados, a inflação de custos resfolega e leva a inflação pra cima...
Portanto, com tantas nuvens negras pela frente, quem garante que basta votar na candidata do status quo para que tudo se torne, assim magicamente, uma realidade do tipo pirlimpimpim?
Portanto, com tantas nuvens negras pela frente, quem garante que basta votar na candidata do status quo para que tudo se torne, assim magicamente, uma realidade do tipo pirlimpimpim?
A prudência indica que os eleitores votem em quem pode atuar com mais autonomia e senso de realidade do que quem mais torce para que as coisas boas aconteçam. Depois que a vaca for para o brejo, babau! Sempre se poderá vir com desculpas do tipo: "foi a crise!".