Daqui sentado em minha rede, "com a boca escancarada, cheia de dentes", e teclando estas "maltraçadas", desejo que todos tenham muito trabalho para realizar em 2013 e muito mais além!
Pode parecer estranho, mas é justamente isso que desejo a todos, pois, afinal de contas, é no trabalho que nos satisfazemos como humanos, dotados que somos de "habilidades" e, no dizer de Aristóteles, de "capacidades" - físicas, mentais, espirituais, éticas, estéticas", etc.
Nós que estudamos e ensinamos administração, sabemos que é no trabalho que nos realizamos. Parece incrível que o trabalho, instituído por Deus no Eden antes do pecado - e não como castigo (do latim tripalium, um instrumento de tortura) após a queda -, tenha sido recentemente constatado por estudos sociais, pela Pisocologia Social, como sendo o que realmente realiza as pessoas, isto é, aquilo que realmente "motiva" as pessoas em seus afazeres, que satisfaz a alma humana. Isso foi constatado nas pesquisas de Frederick Herzberg, quando testou o nivel de satisfação dos trabalhadores em seus trabalhos em termos de necessidades hierárquicas, estabelecidas por Abraham Maslow, quais sejam: (a) fisiológicas, (b) segurança, (d) sociais, (e) status e (f) realização.
Herzberg sintetizou que certas necessidades (as de "a" a "d" acima) seriam necessidades "neutras" no que tange à motivação, embora insatisfaciente se não atendidas pelos patrões em termos contratuais de trabalho, e pelos estilos de liderança exercidos em termos de supervisão; e as necessidades "e" e "f" acima, estas sim, seriam "motivadoras", pois as motivações estariam mais afetas ao próprio trabalho em si desenvolvido pelos trabalhadores.
Herzberg sintetizou que certas necessidades (as de "a" a "d" acima) seriam necessidades "neutras" no que tange à motivação, embora insatisfaciente se não atendidas pelos patrões em termos contratuais de trabalho, e pelos estilos de liderança exercidos em termos de supervisão; e as necessidades "e" e "f" acima, estas sim, seriam "motivadoras", pois as motivações estariam mais afetas ao próprio trabalho em si desenvolvido pelos trabalhadores.
Portanto, ao desejar muito trabalho, também espero que o trabalho que as pessoas estão fazendo as satisfaçam realmente. É sabido que as pessoas, na sua grande maioria, não fazem o que gostam, mas fazem o que fazem porque não têm outra saída, ou seja, gostariam de estar fazendo outra coisa. Assim, entre o ideal de um trabalho estimulante e a realidade de um trabalho "obrigatório", que todos façam o seu melhor a fim de que, o mais rápido possível, consigam "aquele" trabalho de seus sonhos.
Domenico Demasi, sociólogo do trabalho da Universidade de Turim, Itália, elege uma série de cargos, do "pior" para o "melhor" (mas todos dignos em sua essência), da seguinte forma:
1) Coveiro - que trabalha com a morte. Não pode haver algo "pior". No entanto, é uma função imprescindível para aqueles que querem ver seus queridos serem dignamente depositados em sua "última morada";
2) Lixeiro - que trabalha com dejetos humanos, com rejeitos, com restos, com odores terríveis, é um trabalho também de suma importância para asociedade, para a saúde pública;
3) Enfermeiro - que trabalha com a "pré-morte", isto é, com a dor, com o sifrimento humano. Embora nem sempre seja para a morte, toda doença acaba sendo sua antecâmara;
3) Operário - trabalha com rotinas cansativas, repetitivas, estressante e alienante, mas entrega aos consumidores, todos nós, os produtos necessários ao imprescindível conforto;
4) Burocrata - De todos os tipos, da iniciativa pública ou privada, geralmente dos serviços administrativos, das atividades-meio, que, assim como o operário, tem uma rotina estressante e extremamente cansativa, mas do qual depende em grande parte os cidadãos também para o conforto e a satisfação de suas necessidades;
5) Professor - Trabalha com atividades intelectuais, com a Ciência, com a pesquisa, com a reprodução do saber, com a formação educadora de jovens e adultos - que também pode ser esstressante -, mas tem muito mais condições de dar satisfação e realização ao espírito, malgrado muitas vezes mal recompensado financeiramente;
6) Artista - É unâmime que "ser artista é ser feliz obrigatoriamente", pois esse profissional trabalha se divertindo e divertindo os outros, e ainda ganha infinitamente bem por isso, embora, muitas vezes, se esqueçam que a dimensão humana não se afasta do artista e de nenhuma outra atividade. Até mesmo o palhaço pode estar divertindo os outros de coração partido e sofrendo muito por trás da máscara.
Claro que isso é apenas ilustrativo. Qualquer dessas profissões pode dar muita satisfação se aquele que as pratica o faz pensando no bem que sua atividade representa para a sociedade.
Pensando assim, se temos saúde, que possamos imprimir toda a nossa capacidade e energia em realizar aquilo que se nos estiver à mão, a fim de que alcancemos aquilo que mais desejamos, seja um novo trabalho, seja uma nova função, um trabalho no qual mais pudermos estar satisfeito.
Que Deus nos diga a cada um de nós: sejais fecundos! Dominai a Terra! Que a Terra vos seja sujeita!
Amém!