Por João Domingos, Mariângela Gallucci e Rafael Moraes Moura:
Causou mais confusão no próprio PSDB a proposta do senador e pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB-MG), de acabar com a reeleição e estender o mandato de quatro para cinco anos para presidente, governador e prefeito já na próxima eleição. O projeto de Aécio foi antecipado nesta quinta-feira, 25, pelo jornal O Estado de S. Paulo. Aécio vai assumir a presidência do PSDB no mês que vem, em eleição marcada para o dia 19.
Causou mais confusão no próprio PSDB a proposta do senador e pré-candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB-MG), de acabar com a reeleição e estender o mandato de quatro para cinco anos para presidente, governador e prefeito já na próxima eleição. O projeto de Aécio foi antecipado nesta quinta-feira, 25, pelo jornal O Estado de S. Paulo. Aécio vai assumir a presidência do PSDB no mês que vem, em eleição marcada para o dia 19.
O senador
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), por exemplo, disse que a proposta de
Aécio não tem nada a ver com o que é preciso ser feito para tirar o PT
do poder. “Trata-se de uma proposta lateral, que nada diz em relação ao
enfrentamento com o governo. Temos de apresentar proposta para derrotar o
PT. Tamanho de mandato e coisas semelhantes são propostas recorrentes
aqui no Congresso e não dizem respeito à campanha. Campanha fala de
programas, mostra o que está errado.”
Aloysio
disse que cada um pode pensar o que quiser do tamanho do mandato. Ele é
contrário à mudança. “Pessoalmente sou a favor do jeito que está, quatro
anos de mandato com reeleição. O eleitor tem o direito de julgar o
governante. Se não gostar, muda. Se gostar, reelege.” O ex-líder tucano
Arnaldo Madeira (SP) também criticou a proposta: “Incrível! Voltamos ao
supérfluo. Discutir cinco anos de mandato e coincidência das eleições. O
passado nos chama”, escreveu ele no seu perfil no Twitter. “Cinco anos
de mandato para todos, nos três níveis, significa enrijecer de tal forma
o sistema político que só o velho golpe para resolver crises”, escreveu
ainda.
(…)
(…)
Meio do jogo
O líder do PT na Câmara, José Nobre Guimarães (CE), é contra acabar com a reeleição e ampliar o mandato do presidente para cinco anos. “Vamos disputar a eleição de 2014. Nós não vamos mudar as regras no meio do jogo, não somos afeitos a agredir as regras como foi feito no governo Fernando Henrique para permitir a reeleição”, disse. Guimarães, no entanto é um dos cabeças do movimento que busca dificultar a criação de novos partidos. Para muitos, trata-se de mudanças das regras no meio do jogo, porque o PSD obteve privilégios agora negados a novas legendas que, se criadas até outubro, nascem na mesma legislatura. O PSD obteve na própria Justiça o direito ao fundo partidário e ao tempo de TV. O ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a tramitação da proposta, por julgá-la inconstitucional.
O líder do PT na Câmara, José Nobre Guimarães (CE), é contra acabar com a reeleição e ampliar o mandato do presidente para cinco anos. “Vamos disputar a eleição de 2014. Nós não vamos mudar as regras no meio do jogo, não somos afeitos a agredir as regras como foi feito no governo Fernando Henrique para permitir a reeleição”, disse. Guimarães, no entanto é um dos cabeças do movimento que busca dificultar a criação de novos partidos. Para muitos, trata-se de mudanças das regras no meio do jogo, porque o PSD obteve privilégios agora negados a novas legendas que, se criadas até outubro, nascem na mesma legislatura. O PSD obteve na própria Justiça o direito ao fundo partidário e ao tempo de TV. O ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a tramitação da proposta, por julgá-la inconstitucional.