Por Alana Rizzo, no Estadão:
A Polícia Federal vai pedir a quebra do sigilo bancário de Freud Godoy, segurança e assessor pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida faz parte do inquérito instaurado para desvendar o caminho percorrido pelos recursos distribuídos no esquema do mensalão e é também um desdobramento do depoimento prestado pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza à Procuradoria-Geral da República em setembro do ano passado. Valério afirmou que o mensalão bancou despesas pessoais de Lula. O ex-presidente afirma que é mentira. Ontem, Valério prestou novo depoimento à PF em Brasília. O operador do mensalão deixou a sede da polícia por volta das 16 horas. O inquérito aberto vai rastrear supostos repasses do mensalão para o ex-presidente. A PF também deve ouvir o auxiliar de Lula nos próximos 10 dias, em São Paulo.
A Polícia Federal vai pedir a quebra do sigilo bancário de Freud Godoy, segurança e assessor pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida faz parte do inquérito instaurado para desvendar o caminho percorrido pelos recursos distribuídos no esquema do mensalão e é também um desdobramento do depoimento prestado pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza à Procuradoria-Geral da República em setembro do ano passado. Valério afirmou que o mensalão bancou despesas pessoais de Lula. O ex-presidente afirma que é mentira. Ontem, Valério prestou novo depoimento à PF em Brasília. O operador do mensalão deixou a sede da polícia por volta das 16 horas. O inquérito aberto vai rastrear supostos repasses do mensalão para o ex-presidente. A PF também deve ouvir o auxiliar de Lula nos próximos 10 dias, em São Paulo.
O pedido
de quebra de sigilo de Godoy será encaminhado ainda nesta semana à
Justiça Federal de Minas Gerais. No ano passado, Valério disse aos
procuradores ter passado dinheiro para Lula arcar com “gastos pessoais”
no início de 2003, quando o petista já havia assumido o Planalto. Os
recursos foram depositados, segundo Valério, na conta da empresa de
segurança Caso, de propriedade de Godoy, ex-assessor da Presidência e
uma espécie de “faz-tudo” de Lula. O ex-presidente nega ter recebido
dinheiro do esquema.
Em 22 de
fevereiro, o procurador da República Leonardo Augusto Santos Melo
solicitou à PF que detalhasse o destino dos recursos do mensalão. No
ofício encaminhado à Superintendência da PF em Minas, o procurador
transcreveu trechos do depoimento de Marcos Valério e que foi revelado
pelo Estado. Uma das grandes dificuldades da investigação será driblar a
possível ausência de arquivos bancários anteriores a 2008. Normas do
Banco Central indicam a obrigação de armazenamento pelo período de cinco
anos, no mínimo.
Além de
Freud, a PF quer ter acesso aos dados bancários de outras 25 pessoas
físicas e jurídicas que também receberam dinheiro das empresas de
Valério, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 40 anos de
prisão por envolvimento no mensalão. Ao todo, cerca de 200 pessoas e
empresas foram beneficiárias dos negócios do operador do esquema. Parte
dos dados já estão sendo periciados por uma equipe da Polícia Federal em
Minas.
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