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13 fevereiro 2025

 

< Capítulo X >

 ‘DELEGADO FEDERAL’ DO MIN. DOS TRANSPORTES E DAS COMUNICAÇÕES

 

Em agosto de 1991, fui nomeado ‘Delegado Federal’ do Ministérios dos Transportes e das Comunicações (MTC). Por indicação do senador Carlos Alberto De Carli.

Minha ‘colega-companheira’ que fora morar comigo me prometendo cumprir sua palavra de não me dar filhos, deu-me outro. Eduardo nasceu em 1991. Não sem causar um enorme conflito comigo, que passei a morar sozinho na residência oficial do ‘Delegado’ (regalia que o governo Collor depois haveria de extinguir). Deixei para ela a casa mobiliada e uma ‘pensão alimentícia’ de dois salários mínimos para meus dois filhos que tivera com ela.

Como já pagava quatro salários mínimos para a minha primeira ex-mulher, de quem me separara em 1989, passei a suportar o pagamento de seis salários mínimos. Para honrar com esses encargos, me virava também como professor do CIESA, com carga cheia. Correndo feito doido com meu carro velho para chegar a tempo. E estudando ‘Direito’. Até me formar em 1992, quando passei a atuar como advogado,

Portanto, estava novamente “morando” sozinho desde 1991.

Em 1992, na campanha municipal, eu exercia a função de Secretário-Geral do PTB e coordenava as eleições no Partido. Fizemos mais um vereador em Manaus e alguns outros pelo interior. Nesse ano, inovei no registro dos candidatos no TRE ao utilizar os números dos candidatos a partir do início da numeração do partido. O PTB leva o número 14. Assim, abandonando a tradição de atribuir números aos candidatos iniciando por, por exemplo, 14.600, e iniciei a contagem com 14.000. Consultei o juiz eleitoral coordenador do pleito, Dr. Yedo, e ele concordou que essa numeração mencionada na Lei era apenas exemplificativa e não taxativa. Portanto, estava fazendo uso dos meus conhecimentos jurídicos de advogado recém-formado. Acabei com a briga entre candidatos pelos “melhores números”.

Conheci nessa época a srta. Ana, com quem dei início a um relacionamento de outros dez anos, mas do qual não advieram filhos, pois ela não conseguia manter a gestação. Ela tentava desesperadamente ter filhos, mas tinha o útero emborcado. Até por isso nossa relação foi azedando. E por meu comportamento, digamos, reativo à sua tentativa de me dominar.

Em 1992, enquanto terminava o curso de ‘Direito’, terminei também a ‘Especialização’ em Magistério Superior com ênfase em ‘Comércio Exterior’, no CIESA.

Em 1994, ao tempo em que fui anistiado pelo INCRA, passei no concurso da UFAM para professor, alcançando assim minha estabilidade. Não aguentava mais ocupar cargos comissionados, demissível ‘ad nutum’.