< Capítulo XV >
SOBREVIVENDO À
PANDEMIA
No primeiro
semestre de 2020, o mundo foi envolvido na Pandemia do COVID-19, que serviu
para toda sorte de maluquices: desde um lockdow extremo, sem nenhuma
racionalidade, em que as autoridades internacionais (OMS) e nacionais (ANVISA e
cia.), ‘batiam cabeça’ sobre como lidar com essa pandemia. O carnaval foi
liberado mesmo com as primeiras informações da existência do vírus.
Muitos
‘especialistas’ emitiram opiniões as mais desencontradas. Desde que “se tratava
de uma ‘gripezinha’ sem maiores consequências” a caos apocalíptico, mandando
todo mundo se trancar em casa. Crianças, adultos e idosos foram trancados em
casa. As ruas, praças e comércios foram trancados. “A economia a gente vê
depois”, dizia a mídia ‘anti-bolsonarista’. Politizaram o vírus.
Os
políticos oportunistas criaram CPIs para resolver a questão. Acusaram Bolsonaro
de ‘genocida’ porque este era contra o “tranca-tudo” e favorável ao chamado
‘tratamento precoce’ com o uso de medicamentos como: ‘Hidroxicloroquina’;
‘Ivermectina’; Predinisilona’, etc.
O
certo é que não havia vacinas. As primeiras vacinas ‘experimentais’ foram
adquiridas pelo governo federal apenas no final do ano.
Alguns
‘especialistas’, e o próprio ministro da saúde, aproveitaram o vírus para se
autopromoverem. Mais pareciam ‘astros de cinema’ diante das câmeras da TV Globo.
O tal de Mandetta foi exonerado pelo presidente justamente pela sua diuturna
exposição e nenhum plano consistente que não brotasse dos estúdios da TV Globo
e seu “consórcio” (um pool de emissoras ‘contra o Bozo’).
Foram
duas “ondas” do COVID-19. A primeira em meados de 2020. A segunda onda em
meados de 2021. Esta coincidiu com crise da falta de ‘oxigênio’ em Manaus e
centenas de mortes e enterros em valas comuns, longe do acompanhamento dos
familiares dos mortos. Um caos!
Graças
à implantação do ‘processo eletrônico’ SEI, a UFAM conseguiu dar continuidade a
suas atividades ‘administrativas’ por meio do ‘home office’; as atividades
presenciais ‘laboratoriais’ e de ‘sala de aula’ foram objeto de cuidados
especiais; as aulas foram mistas (presenciais e online). Foram adotados os
protocolos sanitários preconizados pelos órgãos federais e estaduais. Não sem
debates e histerias coletivas.
Eu
fui atingido pelo vírus nas duas ‘ondas’ (talvez mais). Na primeira, ‘tirei de
letra’ tomando os remédios típicos de gripe e bronquite: ‘Acetilcisteína’ e ‘Azitromicina’
foram as principais drogas por mim utilizadas, além de ‘Imosec’, ‘Tilenol’,
etc. Na segunda ‘onda’, em meados de 2021, meu ‘diabetes’ degringolou e fui
parar no HUGV. Passei dez dias internado. O que coincidiu com as eleições de
recondução do colega e amigo ‘Sylvio Puga’ ao cargo de reitor, para um segundo
mandato. Pouco pude fazer na campanha, a não ser garantir a normalidade da
‘Administração’ - o que não foi pouco!
Uma
das consequências muito relatadas pelos casais foi a perturbação dos
relacionamentos. Isso aconteceu comigo e minha mulher. Como meu trabalho passou
a ser em casa (home office), o tempo de exposição aos problemas domésticos
acabaram nos afetando, até porque os diversos estabelecimentos estavam sendo
fechados, não havendo “para onde escapar da rotina caseira”. Isso causou muitos
problemas de relacionamento, pois a mulher deixou de fazer as atividades com
que estava costumada: academia, escola, igreja, etc. e ficou igual ‘siri na
lata’. Acho que isso aconteceu Brasil afora.
Minha
mulher, contudo, nunca deixou de sair em busca de suprir as suas necessidades
de academia, de exercícios, companheirismo das amigas, etc. Isso foi gerando um
certo afastamento, que culminou depois na minha ida para Brasília, sozinho. Novamente...
Após
a bobagem que eu fiz sugerindo que a Míriam fosse morar sozinha, mais próxima
de seu trabalho na HAVAN, sem dar chance a ela de argumentar sobre essa funesta
decisão, fui morar em Brasília. E fiquei aguardando uma decisão dela de ir
embora para continuarmos juntos essa minha última jornada. Me arrependi dessa separação
– mais uma! - amargamente!