Pesquisar este blog

13 fevereiro 2025

 

< Capítulo XV >

SOBREVIVENDO À PANDEMIA

 

No primeiro semestre de 2020, o mundo foi envolvido na Pandemia do COVID-19, que serviu para toda sorte de maluquices: desde um lockdow extremo, sem nenhuma racionalidade, em que as autoridades internacionais (OMS) e nacionais (ANVISA e cia.), ‘batiam cabeça’ sobre como lidar com essa pandemia. O carnaval foi liberado mesmo com as primeiras informações da existência do vírus.

Muitos ‘especialistas’ emitiram opiniões as mais desencontradas. Desde que “se tratava de uma ‘gripezinha’ sem maiores consequências” a caos apocalíptico, mandando todo mundo se trancar em casa. Crianças, adultos e idosos foram trancados em casa. As ruas, praças e comércios foram trancados. “A economia a gente vê depois”, dizia a mídia ‘anti-bolsonarista’. Politizaram o vírus.

Os políticos oportunistas criaram CPIs para resolver a questão. Acusaram Bolsonaro de ‘genocida’ porque este era contra o “tranca-tudo” e favorável ao chamado ‘tratamento precoce’ com o uso de medicamentos como: ‘Hidroxicloroquina’; ‘Ivermectina’; Predinisilona’, etc.

O certo é que não havia vacinas. As primeiras vacinas ‘experimentais’ foram adquiridas pelo governo federal apenas no final do ano.

Alguns ‘especialistas’, e o próprio ministro da saúde, aproveitaram o vírus para se autopromoverem. Mais pareciam ‘astros de cinema’ diante das câmeras da TV Globo. O tal de Mandetta foi exonerado pelo presidente justamente pela sua diuturna exposição e nenhum plano consistente que não brotasse dos estúdios da TV Globo e seu “consórcio” (um pool de emissoras ‘contra o Bozo’).

Foram duas “ondas” do COVID-19. A primeira em meados de 2020. A segunda onda em meados de 2021. Esta coincidiu com crise da falta de ‘oxigênio’ em Manaus e centenas de mortes e enterros em valas comuns, longe do acompanhamento dos familiares dos mortos. Um caos!

Graças à implantação do ‘processo eletrônico’ SEI, a UFAM conseguiu dar continuidade a suas atividades ‘administrativas’ por meio do ‘home office’; as atividades presenciais ‘laboratoriais’ e de ‘sala de aula’ foram objeto de cuidados especiais; as aulas foram mistas (presenciais e online). Foram adotados os protocolos sanitários preconizados pelos órgãos federais e estaduais. Não sem debates e histerias coletivas.

Eu fui atingido pelo vírus nas duas ‘ondas’ (talvez mais). Na primeira, ‘tirei de letra’ tomando os remédios típicos de gripe e bronquite: ‘Acetilcisteína’ e ‘Azitromicina’ foram as principais drogas por mim utilizadas, além de ‘Imosec’, ‘Tilenol’, etc. Na segunda ‘onda’, em meados de 2021, meu ‘diabetes’ degringolou e fui parar no HUGV. Passei dez dias internado. O que coincidiu com as eleições de recondução do colega e amigo ‘Sylvio Puga’ ao cargo de reitor, para um segundo mandato. Pouco pude fazer na campanha, a não ser garantir a normalidade da ‘Administração’ - o que não foi pouco!

Uma das consequências muito relatadas pelos casais foi a perturbação dos relacionamentos. Isso aconteceu comigo e minha mulher. Como meu trabalho passou a ser em casa (home office), o tempo de exposição aos problemas domésticos acabaram nos afetando, até porque os diversos estabelecimentos estavam sendo fechados, não havendo “para onde escapar da rotina caseira”. Isso causou muitos problemas de relacionamento, pois a mulher deixou de fazer as atividades com que estava costumada: academia, escola, igreja, etc. e ficou igual ‘siri na lata’. Acho que isso aconteceu Brasil afora.

Minha mulher, contudo, nunca deixou de sair em busca de suprir as suas necessidades de academia, de exercícios, companheirismo das amigas, etc. Isso foi gerando um certo afastamento, que culminou depois na minha ida para Brasília, sozinho. Novamente...

Após a bobagem que eu fiz sugerindo que a Míriam fosse morar sozinha, mais próxima de seu trabalho na HAVAN, sem dar chance a ela de argumentar sobre essa funesta decisão, fui morar em Brasília. E fiquei aguardando uma decisão dela de ir embora para continuarmos juntos essa minha última jornada. Me arrependi dessa separação – mais uma! - amargamente!