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19 outubro 2010

Currículo de vida de Serra e Dilma

Curículo eleitoral de Serra e Dilma

Curriculos de Serra e Dilma

Quem é Dilma

Conheçam um pouco da mulher que quer ser sua Presidente.
Vai encarar viver sob suas botas??
Você decide...
 
Essa mulher quer ser sua presidente....
 
A pose na foto acima (charutão cubano na boca) é copiada de seu mestre, líder, ídolo... Fidel Castro, aquele mesmo: genocida, ditador daquela triste ilha do Caribe.
 
Vejam que mulher meiga, delicada, gentil, educada e fofa... ela quase foi freira...
 
Quem é ela?

O pai dela - Pétar Russév (mudado para Pedro Roussef) - filiado ao Partido Comunista búlgaro, deixou um filho (Luben) lá na Bulgária e veio dar com os costados em Salvador, depois Buenos Aires e, ao fim, fez negócios em São Paulo.
Encantou-se com a professorinha de 20 aninhos, Dilma Jane da Silva (rica, filha de fazendeiro) e com ela casou e viveu em Belo Horizonte, tendo três filhos: Igor, Dilma - a guerrilheira - e Lúcia. Igor morreu em 1977.

Família classe A, com casa enorme, 3 empregadas e refeições servidas à francesa, com guarnições e talheres específicos. Tinham piano e professora particular de francês.

Dilma entrou primeiro numa escola de freiras - Colégio Sion - e, depois, no renomado Estadual Central.

Nas férias, iam de avião para Guarapari - ES e ficavam no Hotel Cassino Radium.
Dilma, ainda jovem, entrou para o POLOP - Política Operária - e depois mudou-se para o COLINA - Comando de Libertação Nacional.

Casou-se com Cláudio Galeno Linhares, especialista em fazer bombas com os pós e líquidos da farmácia de manipulação do seu pai.


Sua primeira aula de marxismo foi-lhe dada por Apolo Heringer e, pouco depois, estava em suas mãos o livro: "Revolução na Revolução", de Régis Debray, francês que mudou-se para Cuba e ficou amigo do Fidel e mais tarde, acompanhando Guevara, foi preso na Bolívia.
Aos 21 anos, Dilma partiu para o RJ a fim de se esconder dos militares, após o frustrado assalto ao Banco da Lavoura de Sabará.

 
No Rio, ainda casada, apaixonou-se por Carlos Franklin Paixão de Araújo, o chefe da dissidência do Partidão; então, chegou, de chofer, e disse para o marido: "Estou com o Carlos!". Carlos vivia antes com a geógrafa Vânia Arantes e, sedutor, já havia tido outras sete mulheres, aos 31 de idade.
Com ele, Dilma participou da fusão COLINA/VPR (esta do Lamarca), que deu origem, em Mongaguá, à Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, cujo estatuto dizia: Art.1º - A Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares é uma organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo.

Foi em Mongaguá, litoral paulista, que se traçou o plano da "Grande Ação", que se deu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre da casa da amante do Ademar de Barros, em Santa Teresa /RJ, que rendeu-lhes 2,5 milhões de dólares, cofre aberto em Porto Alegre à maçarico, pelo metalúrgico Delci .

 
Mas a organização se dividiu entre "basistas" - que defendiam o trabalho das "massas" e junto às "bases", e os "militaristas", que priorizavam a imediata e constante luta armada comunista.
A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! Dilma era chamada de "Joana D'Arc da subversão".
Então foi para São Paulo onde dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora imediata no Planalto. Dedurada por José Olavo Leite Ribeiro - mantinha com ela três contatos semanais.

Depois de vários ataques, foi presa armada, em um bar da Rua Augusta, juntamente com Antônio de Pádua Perosa; depois, entregou à polícia seu amigo Natael Custódio Barbosa.


Enquanto isso, Carlos Araújo teve um romance tórrido com a atriz Bete Mendes, da TV Globo.
Dilma saiu do presídio em 1973 e foi para Porto Alegre, reatar com o Carlos infiel.

Hoje, Carlos Araújo mora sozinho com dois vira-latas (Amarelo e Negrão), numa casinha às margens da lagoa do Guaíba, em Porto Alegre. Ele tem enfisema pulmonar e está com 71 anos.
Diz que é feliz, mesmo com a ex-esposa como Ministra e candidata do vivo e sagaz apedeuta fronteiriço à Presidência.

Eis aí uma "síntese / sintética / resumida" da vida da Dilma Roussef que está sendo apresentada pelo Lula como a pessoa ideal para governar este país.

Em se tratando deste povo brasileiro (batuque, bola, bolsa-família e bunda), tudo pode se esperar, infelizmente.

Revista ilegal do PT_Bras, pode...

Uma revista produzida pela CUT em apoio à candidatura de Dilma Rousseff já seria ilegalidade o suficiente. Mas não para petistas. Leiam o que informa Silvio Navarro, na Folha. Comento em seguida:
BB e Petrobras custeiam revista da CUT pró-Dilma
Proibida de circular pela Justiça Eleitoral pelo conteúdo favorável à campanha de Dilma Rousseff (PT), a edição deste mês da “Revista do Brasil”, vinculada à CUT (Central Única do Trabalhador), teve anúncios pagos por Petrobras e Banco do Brasil. A estatal e o banco confirmam que são anunciantes da revista, mas se recusaram a informar o valor repassado.
Ontem, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Joelson Dias determinou a interrupção da circulação da revista, cuja tiragem é de 360 mil exemplares mensais. O responsável pela publicação, Paulo Salvador, disse, porém, que todas as revistas já foram distribuídas. O entendimento do ministro é que a publicação faz defesa aberta da candidatura de Dilma. Pela Lei Eleitoral, sindicatos não podem contribuir direta ou indiretamente com campanhas políticas.
A decisão atende a um pedido da coligação de José Serra (PSDB). O mesmo ministro do TSE aplicou multa a Serra e ao diretório tucano na Bahia em julho por propaganda antecipada em maio. Diz o TSE: “A representante noticia e traz elementos que demonstram a divulgação, por entidade sindical, ou criada por sindicatos, de mensagens de conteúdo aparentemente eleitoral, em publicações que distribuem e também em seus sítios na internet, o que, ao menos em tese, configuraria violação ao inciso da Lei Eleitoral”.
A edição barrada traz uma foto de Dilma na capa sob o título “A vez de Dilma - o país está bem perto de seguir mudando para melhor”. Há, inclusive, foto de Dilma cumprimentando Marina Silva (PV) em evento com o presidente Lula. Também inclui reportagem sobre a derrota de oposicionistas da “velha guarda” no Senado. Em meio à atual polêmica religiosa, a edição traz o bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentini, enaltecendo Lula e lembrando que Dilma é sua candidata.
A despeito da decisão do TSE, o conteúdo da revista estava na internet ontem.
O “conselho diretivo” da revista é formado por dirigentes da CUT e filiados ao PT, como o presidente da central, Artur Henrique, e Maria Izabel Noronha, a Bebel, que comandou greve de professores contra Serra.

18 outubro 2010

Manifesto da Igreja Católica_CNBB

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS
Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,
- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,
- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,
- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,
- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,
- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,
- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,
- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,
- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,
- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,
RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.
Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.
COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB

Borat Rousseff_Por Diogo Mainardi (Veja)

Se Borat tem o potássio, Dilma Rousseff tem o pré-sal. Um é igual ao outro. Da mesma maneira que Dilma Rousseff louva nossas reservas de petróleo do pré-sal, Borat louva as reservas de potássio de seu país. Para estimular o sentimento nacionalista do eleitorado, Dilma Rousseff pode até tentar adaptar o hino de Borat:
O Brasil é um país glorioso!
É o exportador número um do pré-sal.
O resto da América do Sul tem um pré-sal inferior
O pai de Dilma Rousseff nasceu em Gabrovo, na Bulgária. O vilarejo romeno de Glod está localizado ali perto. Foi em Glod que Sacha Baron Cohen filmou Borat. Se o pai de Dilma Rousseff tivesse permanecido na Bulgária, a atual candidata a presidente do Brasil, com um tantinho de sorte, poderia ter sido uma das protagonistas do filme, exatamente como Spiridom Ciorebea.
Spiridom Ciorebea é um dos moradores de Glod. Sacha Baron Cohen escalou-o para o papel de Livamuka Sakonov, o aborteiro do vilarejo de Borat. Spiridom Ciorebea acabou processando os autores do filme. Assim como Dilma Rousseff, ele recusou-se a aceitar que o caracterizassem como um fautor do aborto. Assim como Dilma Rousseff, ele foi desmentido publicamente e perdeu o processo.
Borat é sempre acompanhado por Azamat Bagatov, seu produtor, que foi treinado no Ministério da Propaganda soviético. Dilma Rousseff é sempre acompanhada por José Eduardo Dutra, presidente do PT. Recentemente, José Eduardo Dutra disse que o debate sobre o aborto pertence à Idade Média. O que pertence à modernidade, para o PT, é a Casa Civil de Erenice Guerra e de seu filho Israel.
Israel? Borat, em sua viagem aos Estados Unidos, tenta comprar uma pistola para se proteger dos judeus. Impossibilitado de comprar uma pistola, resolve comprar um urso. O urso de Dilma Rousseff é Mahmoud Ahmadinejad, o ditador iraniano que prometeu resolver o problema dos judeus, riscando Israel do mapa.
Na hierarquia de Borat, Deus ocupa o primeiro lugar. Depois: o homem, o cavalo, o cachorro, a mulher, o rato e o inseto. Na hierarquia de Dilma Rousseff, Deus era um retardatário, mas durante a campanha eleitoral Ele foi empurrado rapidamente para a frente, ultrapassando até mesmo o inseto e o rato.

17 outubro 2010

Banco alemão acusa Dilma

Na Folha Online. Volto em seguida:
O banco KfW, controlado pelo governo alemão, entrou com ação contra a CGTEE (companhia de geração térmica de energia do governo federal) na qual afirma que o diretor da Eletrobras Valter Cardeal teria conhecimento de uma fraude milionária envolvendo a construção de usinas de biomassa no Sul. As informações foram divulgadas pela revista “Época” deste final de semana.
A CGTEE é uma subsidiária da Eletrobras, estatal na qual Cardeal é diretor de Engenharia e foi presidente. Segundo a revista, na ação judicial, o banco diz que “até mesmo alguns políticos conheciam os fatos, como a então ministra, Dilma Rousseff”. A fraude na CGTEE foi revelada pela Operação Curto-Circuito da Polícia Federal em 2007. A PF constatou que parte do dinheiro desapareceu.
Conforme a investigação, o grupo que comandava a estatal forjou um aval em nome da CGTEE para ajudar uma empresa privada - a Winimport - a obter empréstimo de 157 milhões de euros para erguer sete usinas de biomassa. Das sete, cinco não saíram do papel.
Ou seja, a CGTEE foi usada como fiadora do negócio. Empresas públicas são proibidas de dar garantias internacionais a empresas privadas. Segundo a revista, executivos da empresa alemã teriam afirmado em depoimentos à Justiça Federal gaúcha que Cardeal visitou a sede da empresa em 2005 e “estava ciente das garantias”. A Justiça Federal gaúcha abriu processo por acusação de formação de quadrilha, estelionato, corrupção passiva e ativa. Cardeal não foi incluído no processo e nega envolvimento no esquema.
Veja o que Diogo Mainardi publicou sobre a trama em março de 2009:
A CPI dos Grampos recebeu outro documento do computador de Protógenes Queiroz [delegado da Operação Satiagraha]. É aquele que escarafuncha a intimidade de Dilma Rousseff. Está armazenado na pasta “Zeca Diabo”, o nome dado por ele a José Dirceu. Trata-se de um relatório clandestino, que parece reproduzir um diálogo entre um informante do delegado e alguém com acesso ao ambiente da ministra. Dilma Rousseff é associada a dois nomes. O primeiro nunca dependeu dela para fazer carreira, por isso tenho de calar o bico. O segundo - Valter Cardeal - é mais constrangedor. Em 2003, ele foi nomeado por Dilma Rousseff para a diretoria da Eletrobrás. No mesmo período, tornou-se presidente do conselho da CGTEE e da Eletronorte. Em 2006, ganhou o cargo de presidente da Eletrobrás. Sempre na esteira de Dilma Rousseff. No ano seguinte, foi acusado de envolvimento com o esquema de propinas da Gautama, depois de ser grampeado pela PF. Sim: ele foi grampeado. Sim: pela PF.
A seguir, trecho de um podcast de Diogo, da semana seguinte:
Na última semana, analisei trechos do material encontrado no computador de Protógenes Queiroz e encaminhado à CPI dos Grampos. Um documento, em particular, tem de ser mais debatido: o relatório no qual os agentes engajados pela PF comentam, com linguagem rasteira, os boatos sobre os relacionamentos amorosos de Dilma Rousseff. Numa homenagem a Protógenes Queiroz, que sempre manifestou um interesse especial pela cultura indiana, chamei esse relatório de Kama Sutra da Satiagraha.
O Kama Sutra da Satiagraha tem como protagonistas Dilma Rousseff e outros dois nomes: o primeiro, como mencionei em minha coluna, é Valter Cardeal, diretor da Eletrobras. Em 2007, depois de ter sido nomeado presidente da empresa, ele foi grampeado pela PF e denunciado por envolvimento com o esquema de propinas da empreiteira Gautama. O segundo nome eu prefiro manter em respeitoso sigilo porque ele, Silas Rondeau - Epa! -, nunca precisou da ministra para fazer carreira, já que é visceralmente ligado ao grupo de José Sarney. O que importa, em seu caso, é o seguinte: na Operação Navalha, ele também foi acusado pela PF de envolvimento com o esquema de propinas da Gautama.
Xiii! A 'casa' caiu!

Casa Cilvil não para de 'produzir' corrupção

Por Silvio Navarro e Fernanda Odilla, na Folha:
O irmão do diretor de Engenharia e Planejamento da Eletrobras, Valter Cardeal -homem forte de Dilma Rousseff (PT) no setor elétrico -, atua como consultor de empresas interessadas em investir em energia eólica, área que terá R$ 9,7 bilhões em investimentos do PAC 2. Edgar Luiz Cardeal é dono da DGE Desenvolvimento e Gestão de Empreendimentos, criada em 2007 para elaborar projetos no setor.
O responsável pela gestão do Proinfa, programa de incentivo ao uso de energias alternativas -como a eólica- é o irmão do empresário. Valter Cardeal é braço-direito de Dilma no setor elétrico há 20 anos. Quando a presidenciável do PT foi secretária de Minas e Energia do RS, ele era diretor da CEEE, empresa estadual de energia. Ele também preside o Conselho de Administração da Eletrosul, que gerencia a política energética no Sul -onde atua a empresa do irmão. Edgar oferece a empresas projetos para erguer torres de energia eólica em fazendas cuja locação ele negocia.
Sócio de duas empresas do ramo, Ricardo Pigatto relatou à Folha ter contratado Edgar para investir em três parques eólicos no RS. “Estabelecemos um valor fixo com pagamentos mensais e, depois, uma taxa de sucesso se o negócio der certo.” Pigatto disse que firmou três contratos com Edgar, e que os pagamentos mensais eram para custear estudos que viabilizariam o projeto. Pelo contrato, a taxa de sucesso sobre o projeto varia de 0,2% a 10% se o governo comprar a energia ou se o negócio for vendido a terceiros.

Mais um caso de estorsão na Casa Civil de Dilma

Na VEJA desta semana, o repórter Diego Escotesguy narra mais um episódio assombroso da Casa dos Horrores em que se transformou a Casa Civil na gestão Dilma-Erenice Guerra. Um deputado, sócio de uma emissora de televisão no Maranhão, foi extorquido por um assessor de Erenice — e isso aconteceu… na gestão Dilma! Leiam trecho da reportagem.
*
O advogado Vladimir Muskatirovic, conhecido em Brasília como “Vlad”, ocupa a poderosa chefia de gabinete da Casa Civil da Presidência da República. Assim como a ex-ministra Erenice Guerra fez carreira no governo à sombra da candidata petista Dilma Rousseff, Vlad fez carreira no governo à sombra de Erenice Guerra. Ele era subordinado de Erenice quando esta ocupava a chefia da assessoria jurídica do Ministério de Minas e Energia. Quando Dilma assumiu a Casa Civil e Erenice levou sua turma junto, Vlad foi o primeiro a acompanhá-las. Apesar de a ex-ministra ter sido apeada do Palácio após vir a público a existência de uma central de corrupção na Casa Civil, Vlad permanece no cargo. Não é por acaso. Além da amizade com Erenice, Vlad mantém relações fraternas com o senador Gim Argello, figura secundária dos subterrâneos de Brasília, que, sabe-se lá por qual razão, caiu nas boas graças de Dilma nos últimos anos. Nos ambientes em que o senador Gim brilha, Vlad é uma celebridade. VEJA descobriu um dos casos que fazem a fama do chefe de gabinete.
Em 2007, Vlad, já como assessor de Dilma, na Casa Civil, cobrou 100.000 reais de propina - e recebeu parte do dinheiro - para resolver uma pendência de um deputado junto à Presidência da República. O deputado chama-se Roberto Rocha, do PSDB do Maranhão. Ele é sócio da TV Cidade, retransmissora da Record no estado, e de duas rádios. O pedágio foi exigido para que a Casa Civil autorizasse uma mudança societária nessa TV. O que a Casa Civil tem a ver com isso? Tudo.
Leia a íntegra da reportagem na revista.

Aécio Neves se empenha por Serra no segundo turno

Por Malu Delgado, no Estadão:
Estrategista político central da campanha do segundo turno de José Serra (PSDB) à Presidência, o senador Aécio Neves afirma que subestimam a inteligência tucana aqueles que acham que por trás de seu real empenho na causa está o compromisso de que os
paulistas não serão novamente obstáculo para as pretensões mineiras em 2014.
Para o ex-governador mineiro, Serra tem possibilidade real de vencer, sobretudo porque, no segundo turno, incorporou a tese de que representa um projeto político coletivo. Aécio começa inclusive a traçar uma missão para o Senado caso Serra vença: ajudá-lo a formar uma maioria no Congresso. “É importante o Serra agora mostrar ao Brasil que ele é um time político”, disse Aécio ao Estado numa conversa telefônica, após ter organizado, na capital mineira, um ato de adesão de aproximadamente 400 prefeitos à candidatura de Serra. Em sua visão, essa é a aposta feita pelas principais lideranças do PSDB que saíram vitoriosas nas urnas no primeiro turno e agora estão engajadas na campanha de Serra. “Vamos mostrar que ele não vai governar sozinho.”
A pedido do próprio Serra, Aécio vai viajar pelo País. Já tem viagens escaladas para pelo menos sete Estados. Além disso, gravou na sexta-feira novas participações para os programas eleitorais gratuitos.
A vitória de Antonio Anastasia em Minas Gerais, afirma, é outro fator que explica a mudança de ares e o engajamento de prefeitos e lideranças locais na campanha de Serra. “A partir do momento em que o nosso grupo político ganha, há uma tendência natural de engajamento maior dos que já estavam do nosso lado e de uma busca de aproximação de alguns que tinham de colocar um pé em cada canoa.” O otimismo, porém, não desobriga o experiente político de uma avaliação realista: “Ninguém também pode achar que virou a eleição. Não. Vai ser uma eleição dura até o final. Mas o momento é positivo para nós.”
O clima da campanha em Minas para José Serra está diferente do que era no primeiro turno. O que explica essa mudança?
Acho que são duas coisas distintas. Primeiro, existe uma movimentação silenciosa, que independe de lideranças e dos partidos. Acho que há uma certa desilusão e um desencanto com o PT, com a Dilma. Foram esses votos que migraram para a Marina, não migraram diretamente para o Serra. Podem, agora, de forma majoritária, ir para ele. É um movimento que eu não sei quantificar, mas que existe. (…) A partir do momento em que o nosso grupo ganha, da forma que ganhou, há uma tendência de engajamento maior dos que já estavam do nosso lado e de uma busca de aproximação de alguns que estavam mais distantes, e que tinham de colocar um pé em cada canoa. Essas duas coisas se complementam: um sentimento geral e difuso na sociedade, que passa por valores, e uma aproximação com o governo eleito. Isso serve para Minas e pode servir para São Paulo, Paraná. E agora é uma eleição sem a poluição de seis, sete eleições. É só Serra.
O sr. terá uma missão extra-Minas neste segundo turno. Sua atuação não ficará restrita ao Estado, é maior que isso.
Tive, na quinta-feira, uma longa conversa com o Serra. Acertamos alguns eventos. Terei uma agenda com ele. Vou a outros lugares a pedido dele. Estou indo para Goiás e Pará na quinta que vem, e na sexta ao Piauí e Alagoas. Ainda devo ir à Bahia. E vou a alguns eventos que o Serra achar importante, com ele. É importante o Serra, agora, mostrar ao Brasil que ele é um time político, que representa um grupo que tem credibilidade nos Estados, que tem trabalhos desenvolvidos e aprovados. É importante para os indecisos que ainda existem, e os que votaram em Marina, que percebam que votar no Serra é mais do que votar no Serra - é votar em um projeto que é o do Beto (Richa, eleito governador do Paraná), do Geraldo (Alckmin, eleito governador de São Paulo), do nosso em Minas, do Marconi (Perillo, que disputa o segundo turno em Goiás). Vamos mostrar que o Serra não vai governar sozinho. É um esforço que vamos ter daqui por diante, até o final da campanha. Essa exposição de falar em nome dele e mostrar que vai ser um governo solidário e de muitas cabeças.

Governo da Dilma/PT tem convênio para despenalizar aborto

Por Leandro Colon, no Estadão:
A postura da candidata Dilma Rousseff (PT) em prometer aos eleitores não mudar a lei do aborto contradiz a atuação do próprio governo que representa. O Ministério da Saúde publicou, em 4 de outubro, um dia depois do primeiro turno, a prorrogação de um convênio que estuda mudanças na sua legislação. O projeto, segundo o contrato publicado no Diário Oficial da União, chama-se “Estudo e Pesquisa - Despenalizar o Aborto no Brasil”.
Dilma divulgou ontem uma carta em que diz ser contra o aborto e promete não tomar “iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação” sobre o assunto. O objetivo dela é diminuir a resistência de grupos religiosos que pregam voto contra a petista, por ter defendido no passado a descriminalização do aborto.
Só que a promessa vai na contramão da atuação do Ministério da Saúde nos últimos anos e tem incomodado entidades que atuam em parceria com o governo. Esse recente convênio, prorrogado até fevereiro de 2011, foi fechado no ano passado com a Fundação Oswaldo Cruz, do Rio, e faz parte do Grupo de Estudo sobre o Aborto, que reúne desde 2007 entidades civis dispostas a debater o assunto com o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. O governo desembolsou, só para a Fiocruz, R$ 121 mil para incentivar a discussão.
Coordenador desse grupo de estudos em todo o País, o médico Thomaz Gollop lamenta a carta de Dilma e o rumo da discussão sobre o tema no segundo turno. “O enfoque está errado, inadequado, seja para qual for o candidato. O Brasil precisa se informar. Nas alturas dos acontecimentos, isso virou uma discussão de posicionamento radical”, diz. “Acho muito ruim que esse tema seja motivo de barganha. É completamente inadequado que o candidato diga o que vai ser feito.”
O projeto apoiado pelo governo trata, segundo extrato do Diário Oficial, de estudo para “despenalizar” o aborto, ou seja, não aplicar penas às mulheres que adotam essa prática, condenada por lei. Mas, segudo o coordenador, a idéia é ir mais longe e não fazer mais do aborto um crime.
(…)

14 outubro 2010

Dilma teve somente 35% dos eleitores votando nela_Por Reinaldo Azevedo

Ó, eu sou aquele que continua a não saber quem vai vencer a eleição presidencial de 2010. “Eles”, vocês estão cientes, sabem e estão tão certos disso como os crentes num “budismo qualquer”, diria o poeta. O que me cabe é desfazer contas fantasiosas com que o petismo tenta enganar a opinião pública, sempre com o auxílio luxuoso da calculadora torturada dos “especialistas em pesquisa”, que confessam tudo aquilo que desejam seus manipuladores. E o maior dos engodos é a fabulosa capacidade de Lula de transferir votos, que é bem menor do que parece. Já chego lá. Antes, algumas considerações.
Uma das besteiras espantosas, que virou propaganda do PT na TV, diz que o Brasil quer eleger uma mulher. Qual é a conta? Somando-se os percentuais de votos de Marina Silva, do PV (19,33%), aos de Dilma Rousseff, do PT (46,91%), chega-se a 66,24%, contra, então, 33,67% dados aos homens, dos quais 32,61% são do tucano José Serra. Nesse caso, o sexo vira uma categoria política, e a eleição seria decidida numa clivagem de gênero. Ouso divergir da malandragem. Lembro que outras associações são possíveis.  E é ao fazer a conta que descobrimos que não será tão fácil marcar com uma plaquinha, a exemplo do que pretende aquele blogueiro pançudo do PT, as pessoas que reagem às ordens de Luiz Inácio Lula da Silva.
Maioria de oposição
Comecemos pela conta mais simples de todas: Dilma só não obteve os 50% mais um dos votos válidos porque os que se opuseram à sua candidatura — e, portanto, às ordens do Babalorixá de Banânia — formaram a maioria dos eleitores: 53,09%. É claro que são pessoas e partidos bastante diferentes entre si. Mas serão Dilma e Marina menos desiguais só porque mulheres? Ora, essa conta que leva a um confronto de gêneros é um truque ridículo, uma bobagem. Revela também preconceito. Até parece que mulheres estão condenadas a deixar suas divergências de lado — estas se tornariam um privilégio dos machos — para se unir em torno da, sei lá eu,  “condição feminina”.
Antes que avance, uma lembrança. Lula, que tem licença para dizer todas as bobagens que lhe pintam na cachola, afirmou anteontem num comício em Ceilândia, no Distrito Federal, o que segue:
“Uma pergunta que vocês precisam fazer a vocês mesmos: que diabo esse Lula, com tanto macho perto dele, macho que cerca ele a vida inteira, foi escolher uma mulher para ser presidente da República? Eu poderia ter escolhido um deputado, um senador, um governador, não poderia? Por que fui escolher a Dilma? Hoje estou convencido que a minha decisão foi certa.”
Muita gente não atentou para o caráter obviamente preconceituoso da expressão, embora a intenção, certamente, tenha sido outra. Lula, no fim das contas, está pedindo que o eleitor deixe de lado uma fragilidade de Dilma: a sua inexperiência. E põe em pé de igualdade com essa vulnerabilidade o fato de a candidata não ser um dos “machos” que o cercam. O presidente está afirmando que a escolha natural seria, então, um “macho experiente”. Ele é que decidiu inovar — afinal, é um representante daquela espécie… Se a imprensa, com as exceções de praxe, não fosse tão condescendente com as bobagens que Lula diz, ele até poderia ser um governante popular, mas certamente não seria um mito, o que sempre é nefasto na vida pública. Vamos seguir.
Se é possível afirmar que as mulheres obtiveram mais votos, também é possível afirmar que as oposições venceram o governo. Ou não? “Ah, mas os oposicionistas não vão se unir, e o eleitorado de Serra e Marina são muito diferentes entre si: 1) essa diferença pode ser menor do que parece; 2) Marina e Dilma, tudo indica, também não marcharão unidas. Na política, e mais fácil a convergência de eleitorados de oposição do que a convergência de eleitorados de gênero.
A popularidade e a mistificação
A dita popularidade de Lula quase mata a política no Brasil e funda o moto-contínuo eleitoral, a saber: governo aprovado pela população torna a eleição um mero ritual de homologação; fará sempre o seu sucessor. Reitero: não sei quem vai vencer a disputa, mas sei que a transferência de votos de Lula para Dilma é muito, mas muito!, menor do que parece. E o é de vários modos.
As pesquisas de avaliação do governo e do presidente quando casadas com as pesquisas eleitorais refletem, na verdade, a opinião do eleitorado, não exatamente dos brasileiros. E é num eleitorado de 135.804.433 de pessoas que Lula atinge a marca de 77% de bom e ótimo. “Se é assim, dizem muitos, então ele já elegeu seu sucessor” — no caso, sucessora. Huuummm… Dilma obteve, nesse universo, 47.651.434 de votos,  ou 35,08% dos votos. Sabem o que isso significa? 64,92% dos eleitores não votaram na candidata indicada pelo presidente aprovado por 77%!
Não, não me tomem os petralhas por bobinho. Não estou dizendo que essa maioria que não votou em Dilma rejeita ou esnoba Lula; nada disso. Estou afirmando apenas que são pessoas que resistiram a seu comando; que a esmagadora “aprovação” não significa necessariamente voto. E por que o percentual final da petista foi de 46,91%? Porque os votos válidos somaram 101.590.153 pessoas. Deixaram de votar 24.610.296; outras 6.124.254 anularam, e 3.479.340 preferiram o branco.
Abstenção e votos brancos e nulos existem em todas as democracias do mundo. No país do presidente mais popular da Terra, como se diz por ai, esses votos ganham sabor especial  porque não há como essa gente não estar contemplada naqueles 77% que supostamente acham o governo ótimo ou bom. Acham, mas não votam? Acham, mas anulam? Acham, mas votam em branco?
Sigamos mais um pouco. Vamos pensar, então, na porcentagem de Dilma entre os votos válidos: 46,91%, a menos de quatro pontos da metade mais um. O PT tem um terço do eleitorado — vá lá, do “eleitorado válido” —, seja Dilma a candidata ou um poste. No primeiro turno da eleição, o presidente mais popular do Sistema Solar transferiu à sua candidata, no máximo, 14 pontos dos votos válidos (isso na suposição de que ela não tenha conseguido nada por seus próprios méritos). É voto pra chuchu? Ô se é! Não para Lula! Eu esperava mais do maior presidente do mundo mundial…
Não estou subestimando a dianteira de Dilma. Tampouco estou afirmando que ela vai perder — eu nunca digo coisas assim; as pitonisas de aluguel é que asseguravam a derrota de Serra. Estou deixando claro que Lula não tem o controle da massa como asseveram alguns mistificadores — o que não significa que ele não queira ter. De todo modo, não é preciso contar com o concurso dos ausentes e dos que invalidaram seu voto para concluir uma coisa inequívoca: a maioria das pessoas que votaram no primeiro turno preferiu a crítica ao auto-elogio desmedido.
Lula ainda não é “a opinião pública”. Entre as pessoas aptas a votar, só 35% escolheram a sua candidata; no grupo, certamente estão os eleitores que o fariam com ou sem a orientação do presidente - logo, a sua influência direta é ainda menor.
“Ah, então Dilma vai perder, Reinaldo?” Eu não sei. No momento ao menos, a coisa pode não andar muito bem no arraial petista. Ou eles não estariam tão furiosos.

'Intelequitais' do PT fazem também um 'manifesto'_Por Reinaldo Azevedo

Um bando de petistas disfarçados de intelectuais e artistas — é a fantasia predileta dos obscurantistas — decidiu assinar um “manifesto” em defesa da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Até aí, nada de estranho. Eles adoram essas coisas. A rigor, desde que a democracia e a liberdade de imprensa estejam “do lado de lá”, eles assinam manifesto em favor de qualquer coisa: dengue, catapora, paralisia infantil…
O texto é uma tentativa de resposta ao Manifesto em Defesa da Democracia, que já atingiu a marca de 83.950 signatários, caminhando célere para as 100 mil assinaturas — em breve, poderá ser conhecido como o “Manifesto dos 100 Mil”, uma das maiores mobilizações da sociedade civil de que se tem notícia na história recente do país. E SEM O APOIO DA IMPRENSA, É BOM DEIXAR CLARO!
Os brucutus não disfarçam a intenção. A primeira frase do manifesto do bem, O DOS 100 MIL, é esta: “Numa democracia, nenhum dos Poderes é soberano. Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.” Os supostos “intelectuais e artistas” decidiram emular e escreveram: “Em uma democracia nenhum poder é soberano. Soberano é o povo.” A diferença parece pequena, mas é gigantesca. A primeira formulação exclui a tirania dita popular; a segunda só se realiza com ela, entenderam? “Soberano”, à moda dessa gente, era o “povo” na Alemanha hitleriana, na URSS stalinista ou na Cuba castrista.
Para não variar, um dos “inimigos” dos auto-intitulados “intelectuais & artistas” é a imprensa. Lê-se lá:
“É profundamente anti-democrático - totalitário mesmo - caracterizar qualquer crítica à imprensa como uma ameaça à liberdade de imprensa. Os meios de comunicação exerceram, nestes últimos oito anos, sua atividade sem nenhuma restrição por parte do Governo. Mesmo quando acusaram sem provas. Ou quando enxovalharam homens e mulheres sem oferecer-lhes direito de resposta. Ou, ainda, quando invadiram a privacidade e a família do próprio Presidente da República.”
Em primeiro lugar, o assédio à liberdade de imprensa foi uma constante no governo Lula; não terem conseguido intento não quer dizer que não tenham tentando. Em segundo lugar, a liberdade, que resiste, não é uma dádiva, mas uma garantia constitucional. Em terceiro, as “acusações” sem provas, de que reclamam, certamente se referem a “invenções” como mensalão e caso Erenice Guerra; em quarto, ninguém violou a intimidade da família do presidente: a referência remete à empresa de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, ex-monitor de jardim zoológico, convertido em empresário de sucesso com a ajuda da então Telemar, hoje Oi, empresa que é concessionária de serviço público e da qual o BNDES, um banco público, é, na prática, sócio. Não se trata de intimidade familiar, mas de escândalo público.
Os “intelectuais & artistas” acreditam que essas são evidências das falhas da imprensa, que, então, lastimam. Eu, se fosse a imprensa, far-lhes-ia a todos a vontade: que os signatários desse documento, que vêem uma imprensa tão abominável, deixem de freqüentar… a imprensa. Pronto! Jornais, revistas, rádios e páginas eletrônicas do que chamam “mídia” não são mesmo dignos de abrigar a notável contribuição desses gênios. Tenham paciência!
Alguns dos signatários, como diria certa personagem do filme Casablanca, são os “suspeitos de sempre”, famosos por freqüentar “manifestos”; outros são ainda meros candidatos a celebridades no mundo do protesto. Ente os primeiros da lista, temos:
- Leonardo Boff - é famoso por ter escrito um livro em parceria com Frei Betto em que funde teologia e zoologia. Alguém dirá: “São Francisco também fez isso”. Não exatamente. No livro desses dois gigantes, os filósofos são os animais…
- Maria da Conceição Tavares - famosa por ter emprestado a Aloizio Mercadante os prolegômenos que o levaram a convencer o PT de que o Plano Real daria com os burros n’água. No Plano Cruzado, que ela ajudou a formular e que naufragou, esta senhora urrava e chorava de felicidade. No Real, que salvou o Brasil, ela urrava e chorava de raiva. Uma amiga do povo, enfim…
- Oscar Niemeyer - Nada a dizer. Proponho que Niemeyer crie um monumento em homenagem a… Niemeyer e ao “comunismo de resultados”.
- Marilena Chaui - Pfuiii… Esta que Bruno Tolentino chamava “Marxilena” e a quem dedicou um soneto fescenino é famosa por pelo menos dois livros: “O que é ideologia”, escrito em parceria com Karl Marx, e “Cultura e Democracia”, escrito em parceria com Claude Lefort. O problema é que os co-autores não tiveram seus nomes devidamente creditados, se é que me entendem…
- José Luis Fiori - é outro que se tornou notável por antever um grande desastre no Brasil por causa do Plano Real, cujos autores ele classificava, apropriando-se indevidamente de um texto literário, de “moedeiros falsos”. Passou os oito anos do governo FHC fazendo previsões catastrofistas, que não se confirmaram. O manifesto que assina agora exalta as virtudes da economia, decorrentes do Plano Real, cujo desastre ele anteviu… Em comum com os outros, tem o grande talento de não ficar vermelho… por fora.
Emir Sader - bem, é o lado mais circense do manifesto. É aquele rapaz que não sabe a diferença entre os verbos “posar” e “pousar”. É uma bobagenzinha, claro! O problema é que essa é só uma das coisas que ele não sabe. Sader é tão criativo que costuma se expressar numa língua que ele inventou, inspirada no português.
Não vou me estender na lista. Noventa por cento dos signatários são conhecidos apenas pelo Google ou pela lista dos beneficiários de prebendas e mamatas oficiais.
Eles querem é ditadura!

11 outubro 2010

Lula perdeu mais duas: o Nobel da Paz e o IgNobel da Dilma...

Por Augusto Nunes:
Celso Amorim está foragido, Marco Aurélio Garcia segue trancado no gabinete, Dilma Rousseff faz cara de paisagem, Gilberto Carvalho esconde os jornais, Marisa Letícia prefere tratar de coisas da família e Lula finge que jamais pensou no caso.
Todos fazem de conta que o campeão mundial de popularidade em pesquisa nunca sonhou com o prêmio Nobel da Paz. Que não foi pensando nisso que dedilhou a lira do delírio no Oriente Médio e no Irã. Estimulado pelos áulicos, o presunçoso incontrolável acreditou que se tornara a versão brasileira de Nelson Mandela. Pela segunda vez em uma semana, colidiu com a realidade.
Perdeu para o chinês Liu Xiaobo, preso por defender os direitos humanos. O cruzamento da soberba com a ignorância nunca ouviu falar no premiado, e renunciou faz muito tempo à luta que mantém Liu Xiaobo na cadeia. Hoje só combate em palanques, para continuar no Planalto com o nome de Dilma Rousseff. Vai perder mais uma.

Institutos de pesquisa ou 'lojas' de 'porcentagens'? _ Por Augusto Nunes (Veja)

Um dia antes da eleição, a última pesquisa do Vox Populi liquidou a fatura em favor de Dilma Rousseff: com 57% das intenções de voto, a candidata de Lula e do instituto foi dispensada da disputa do segundo turno —por uma diferença de muitos milhões de cabeças. “Fomos os primeiros a identificar o crescimento de Dilma”, gabou-se Marcos Coimbra, presidente da loja de porcentagens. Esqueceu-se de combinar com as urnas: terminada a contagem dos votos, os 57% foram reduzidos a 46%.
Entre a profecia de Coimbra e o encerramento da apuração, quase 14 milhões de brasileiros sumiram misteriosamente no buraco negro escavado por 11 pontos percentuais. É uma demasia de gente, mas comerciantes de índices não se abalam por tão pouco. Já na terça-feira, lá estava Coimbra no Correio Braziliense. Nem se deu ao trabalho de explicar o desaparecimento da imensidão de eleitores. Preferiu ensinar que até um caso de polícia tem seu lado positivo.
“O bom é que tudo isso mostra que o efeito da divulgação de pesquisas na opinião pública é muito menor do que temem alguns”, recitou. “Se dependesse delas, Marina teria tido metade da votação que obteve”. Quer dizer: o Voz Populi imaginava que a manipulação dos números elegeria a candidata do instituto já no dia 3. Infelizmente, a influência dos truques e acrobacias não abreviou a canseira.
Em paragens civilizadas, os coimbras da vida passariam a semana sentados no meio fio, chorando lágrimas de esguicho e examinando as opções possíveis: sair em desabalada carreira ou apresentar-se à delegacia mais próxima, escoltado por um advogado que cobra por minuto. Mas o País do Carnaval ainda não aprendeu a tratar como criminosos os especialistas em estelionato estatístico. Sem medo de cadeia, os ilusionistas preparam outro lote de pesquisas forjadas para que se dissemine a certeza da vitória governista.
Sem terem sequer balbuciado desculpas pelo fiasco no primeiro turno, estão prontos para o segundo ato da farsa. Tomara que os pesquisadores de araque reprisem a fraude. Depois de surpreendidos pela gargalhada coletiva dos brasileiros decentes, serão desmoralizados de vez pelas urnas.

Dilma/PT utilizam a mentira como método_Por Augusto Nunes (Veja)

Dilma Rousseff repete com orgulho que se negou a dizer verdades perigosas mesmo sob tortura, lembrou um texto aqui publicado em agosto de 2009. Ela tinha pouco mais de 20 anos, mas sabia muito, quando foi presa pela polícia da ditadura. Mesmo confrontada pelos inquisidores com copiosas evidências e provas materiais, mesmo submetida a torturas, garantiu que não havia participado de assaltos a banco e outras ações armadas, desmentiu o envolvimento com grupos de extrema-esquerda, escondeu os nomes dos parceiros de vida clandestina, não admitiu sequer que era quem era.
A candidata que Lula inventou gosta de contar que, apesar da sensação de desamparo e insegurança, não deixou escapar qualquer informação que a prejudicasse, ou colocasse em risco os companheiros que lutavam para substituir a ditadura militar pela ditadura do proletariado. Em três anos de cadeia, descobriu que a mentira pode garantir a sobrevivência física. No coração do poder há oito anos, descobriu que a mentira pode ser o preço da sobrevivência política.
A soma das duas descobertas explica por que Dilma Rousseff mente com a naturalidade de quem está ditando uma receita de bolo: ela acha que negar a verdade é o preço que se paga para continuar vivo. Ela não enxerga diferenças entre um palanque e um pau-de-arara, uma entrevista coletiva ou um interrogatório policial. Não vê motivos para remorsos ou constrangimentos. Nunca é visitada por qualquer espécie de conflito íntimo que possa tornar terríveis os 10 minutos que precedem o sono..
Foi assim em 2008, quando alquimistas da Casa Civil, incumbidos de desviar os holofotes que iluminavam a farra dos cartões corporativos no Planalto, produziram um dossiê que transformava o ex-presidente Fernando Henrique e Ruth Cardoso no mais perdulário dos casais. Pilhada em flagrante, Dilma rebatizou de “banco de dados” a fábrica de dossiês cafajestes gerenciada por Erenice Guerra. E jurou que não fizera o que fez com a mesma convicção aparente da juventude.
Foi assim quando se descobriu que o currículo era enfeitado por um misterioso doutorado em economia pela Unicamp. A Doutora em Nada garantiu que não sabia de nada, nunca havia lido o que estava no site da Casa Civil e nas introduções de todas as entrevistas concedidas desde 2003. Alegou que algum subordinado fizera aquilo sem consultar a beneficiária da fraude, não identificou o culpado, queixou-se da perseguição da imprensa e pediu ajuda a Lula. O Padroeiro dos Companheiros Delinquentes expediu outro habeas corpus perpétuo e o currículo fraudulento voltou para baixo do tapete.
A coleção de mentiras foi ampliada quando Lina Vieira, demitida da secretaria da Receita Federal por honestidade, contou que fora pressionada no fim de 2009 para “agilizar” a auditoria em curso nas empresas da família Sarney. Como fez de conta que não entendeu a ordem de Dilma para esquecer o caso, Lina perdeu o emprego. Numa entrevista à Folha, informou que foi convocada para o encontro pela onipresente Erenice Guerra, reproduziu o diálogo no gabinete, descreveu a cena do crime, até detalhou as vestes da protetora de Fernando Sarney. “Não fiz esse pedido a ela”, retrucou Dilma. No minuto seguinte, pediu de novo ajuda do Mestre.
Enquanto comparsas cuidavam da queima de arquivos – começando pelas fitas do serviço de segurança que endossavam o que Lina Vieira revelara –, ouviu-se a fala do trono: “Duvido que a Dilma tenha mandado recado ou conversado com alguém a esse respeito. Não faz parte da formação política da Dilma”. Fez, faz e, se o eleitorado permitir, continuará fazendo, comprova a edição de VEJA deste fim de semana, que escancara as dimensões inquietantes do salto no escuro.
Governar é escolher. Dilma escolheu como braço-direito uma Erenice Guerra. Até as maçanetas da Casa Civil sabem que, se reportagens de VEJA não tivessem desbaratado a quadrilha formada por parentes e agregados, a Mãe da Bandalheira seria mantida no cargo e promovida a figura mais poderosa de um governo Dilma Rousseff. Revelado o escândalo, a mulher que não sabe escolher sequer a melhor amiga finge que mal conhece Erenice. Mentiu para sobreviver politicamente.
É o que tem feito para safar-se da enrascada em que se meteu com a exibição de vídeos que a mostram defendendo a descriminalização do aborto. Poderia ter mantido o que disse ou informado que mudara de ideia. Em vez disso, preferiu violentar a verdade e atribuir o que comprovadamente afirmou a uma “campanha caluniosa”. As duas opções anteriores teriam provocado estragos bem menores que a reafirmação de que o Brasil pode ser presidido por uma mulher que mente compulsivamente.
“Quando não se sabe o que fazer, melhor não fazer nada”, aconselhava Dom João VI. Nocauteados pela frustração do primeiro turno, os comandantes da campanha governista resolveram voltar à ação ainda grogues. E mobilizaram uma brancaleônica brigada de voluntários dispostos a provar que Dilma decorou a Ave Maria aos 3 anos de idade, leu o catecismo aos 4 e aos 5, dispensada da confissão por falta de pecados, começou a comungar. O inevitável Frei Betto não poderia ficar fora dessa.
Na Folha deste domingo, depois de contar que conheceu a candidata na cadeia, Frei Betto jura que “ex-aluna de colégio religioso, dirigida por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho”. Bonito, isso. O problema é a fonte. Ultimamente, nas dedicatórias escritas em livros com os quais presenteia amigos especialmente próximos, o ex-sacerdote tem repetido a mesma frase antes da assinatura: “do irmão em Cristo e irmão em Castro”. Quem compara a figura de Jesus Cristo a Fidel Castro não é o melhor fiador da religiosidade de ninguém.
Para apagar o fogo, chamaram um incendiário. Absolvida por Frei Betto, a mais santa das mulheres fica com cara de pecadora irremissível.

Band: Dilma ataca Serra sem saber e, sem saber, tenta se defender dos contra-golpes

Por Augusto Nunes (Veja):
Tomar a iniciativa e partir para o ataque num debate eleitoral não é para amadores, ensinou outra vez o duelo transmitido pela Band. Candidata de primeira viagem, espantosamente desarticulada, desprovida de raciocínio ágil, sem vestígios de carisma, Dilma Rousseff desencadeou a ofensiva já na primeira pergunta a José Serra. Levou o troco mas foi em frente. Nas duas horas seguintes, sempre na fronteira do chilique, a veia da pálpebra esquerda latejante de cólera, sobrancelhas em arco de normalista contrariada, tentou combater simultaneamente o português, a lógica e os fatos — além do adversário experiente e tranquilo. Fracassou espetacularmente.
Abalroada por contragolpes sucessivos, levada às cordas por alusões ao bando de Erenice Guerra e ao descompromisso com a coerência, Dilma evocou duas vezes uma mesa atulhada de árabes e judeus, conjugou a cada dois minutos o verbo tergiversar, embaralhou temas distintos ao perguntar ou responder, frequentemente não conseguiu dizer coisa com coisa e, depois de 120 minutos de agressividade e grosserias, queixou-se do baixo nível da campanha. Não aprendeu a atacar nem sabe defender-se.
Nitidamente superior em todos os quesitos, nem por isso Serra foi brilhante. Pode melhorar muito. Pode ser bem mais contundente. A arrogância da oponente o autoriza a ser menos gentil. Deve expor com crueza alguns itens do vasto prontuário. Precisa entender que os brasileiros desinformados estão prontos para aprender que as privatizações modernizaram o país. Mas o essencial é que começou a percorrer o caminho correto.
Aparentemente, Serra preferiu transformar o primeiro debate do segundo turno como laboratório para aperfeiçoar a estratégia e a tática que adotará nos próximos. Além de confirmar que Dilma é a adversária que todo candidato pede a Deus, o confronto na Band mostrou que o eleitorado terá de escolher entre um administrador competente e uma gerente debutante. Em pouco tempo estará consolidada a certeza de que disputam o segundo turno um político com currículo respeitável e uma novata que oculta a folha corrida.
Cumpre a Serra deixar claro que, entre os dois candidatos à Presidência da República, só um pode garantir que não vai desonrar o cargo.

08 outubro 2010

Serra vai partir para o "ataque" contra Dilma_Por Augusto Nunes

Ainda atônito com o milagre da multiplicação dos descontentes, que transformou os 4% das pesquisas fabricadas em 54% dos votos válidos, o presidente Lula decidiu que, para avançar no segundo turno, o palanque de Dilma Rousseff precisa voltar a 2006. “Temos que tirar o foco do aborto e discutir a questão das privatizações”, ordenou o Mestre a seus devotos. A ideia só confirmou que um campeão nocauteado não deve tomar a iniciativa quando ainda está grogue. Antes que alvejasse José Serra com as invencionices forjadas há quatro anos para confundir o eleitorado e derrotar Geraldo Alckmin, foi devolvido à lona pela ofensiva da oposição.
Com o ânimo combatente que faltou no primeiro turno, Serra elogiou Fernando Henrique Cardoso, defendeu enfaticamente a abertura das telecomunicações e registrou que Lula, que teve oito anos para estatizar o que não deveria ter sido privatizado, leiloou dois bancos. Ao lado de Serra, o senador Aécio Neves deu o tom do segundo turno, como registra com o brilho habitual o colunista Ricardo Setti. Numa frase, resumiu o que Dilma ouvirá nos debates do segundo turno caso obedeça à ordem do chefe: “Se eles condenam as privatizações, estão dizendo a cada cidadão brasileiro que pegue o celular e jogue na lata de lixo mais próxima”, avisou Aécio.
“Temos que mostrar que existem dois projetos, e que um deles representa o passado”, disse Lula para justificar a retomada da lengalenga de 2006. As mudanças ocorridas no governo de Fernando Henrique Cardoso, como atestam os números reproduzidos na seção Feira Livre, tornaram o Brasil bem mais moderno. O que lembra o tempo das cavernas é o país das estatais corrompidas, ineptas e aparelhadas que Lula preside.
Nos últimos oito anos, foi instituída oficiosamente a política do arrendamento e da privatização bandida. Os Correios, por exemplo, estão arrendados ao PMDB. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal passaram ao controle do PT. A Eletrobrás foi anexada à capitania hereditária explorada pela Famiglia Sarney. E a Casa Civil foi privatizada pela família de Erenice Guerra, braço-direito e melhor amiga de Dilma Rousseff. Virou covil particular.
As declarações de Serra e Aécio confirmam que os líderes do PSDB finalmente ajustaram o discurso à partitura composta por milhões de oposicionistas que enfrentam sem hesitações a Era da Mediocridade. Nos duelos com Dilma, Serra tem o dever de atacar primeiro. Em vez de esperar que a adversária lhe atribua a ideia de privatizar a Petrobras, por exemplo, o candidato tucano deve exigir que ela explique o arrendamento da empresa petroleira a um condomínio liderado pelo PT.
Em seguida, é só perguntar a Dilma se é verdade que pretende estatizar a telefonia. Se a Doutora em Nada disser que não, estará endossando as mudanças implantadas no governo de FHC. Se disser que sim, será condenada ao naufrágio nas urnas.

Serra defende limite para presidente se meter em campanha

Por Gabriela Guerreiro, na Folha:
(…) o tucano José Serra disse nesta quarta-feira que nunca manifestou posição favorável ao aborto. Ao discursar no ato que reúne a oposição em apoio à sua candidatura, Serra disse que as pessoas que mudam suas posições em temas como o aborto querem “enrolar” e “desrespeitar” os brasileiros (…).

“Eu nunca disse que o MST me agrada, porque não me agrada. Eu nunca disse que era a favor do aborto porque eu sou contra. Tem amigos que me acham atrasado. Eu tenho minhas razões íntimas, pessoas, de história, para ter essa convicção. Errado é querer enrolar. Chegou-se ao máximo de estampar em primeira página que o PT ia tirar o aborto do programa. O que não tem direito é uma campanha presidencial enrolar. No fundo é desrespeitar pessoas, os cidadãos. Essa decepção comigo não existirá.”

(…)
o candidato exaltou ações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em seu discurso no ato que reuniu políticos do DEM, PSDB e PPS. Com críticas ao PT, partido a quem se referiu como “duas caras”, Serra defendeu que o Congresso aprove lei que limite a participação do presidente da República em campanhas eleitorais (…).

“Tem certas coisas que não se fazem, são coisas que a gente não faz na vida. Imagine a desigualdade, na linha de massacrar um político que na sua vida só fez defender o interesse do seu Estado e do nosso país”, afirmou. [nota deste blog - referia-se, nesse caso, a Tasso Jereissati]

Nas referências a FHC, Serra lembrou a privatização do setor de telecomunicações e a implantação do real.(…). ”O real eliminou uma nuvem de poeira quente que sufocava o nosso país e oprimia os pobres. Porque, com inflação, quem sofre são os pobres no Brasil e em qualquer lugar do mundo.” (…)

Nas críticas ao PT, o tucano disse que vai responder às provocações “com serenidade”. “As falanges do ódio que insistem em dividir a nação, vamos responder com nosso trabalho presente e nossa crença no futuro. Quanto mais mentiras os adversários disserem sobre nós, mais verdade nós vamos dizer sobre eles. Não queremos o Brasil como a casa da mãe Joana em que governantes fazem o que querem na hora que querem.”

Marina
Num afago público à candidata Marina Silva (PV), Serra disse que ela é uma pessoa “íntegra, que contribuiu muito para a democracia”. Sem pedir explicitamente o apoio da candidata do PV, Serra afirmou que Marina permitiu que chegasse ao segundo turno. “Ela aproximou gente que não gosta de política. Quem não gosta fica à margem e acaba dando espaço para os que não são gente de bem.”