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07 abril 2011

45 anos de magistério do Prof. Michiles da UFAM (DECON/FES)

SAUDAÇÃO AO PROFESSOR JOSÉ HUMBERTO MICHILES
Prezados amigos:

Poucas são as oportunidades que se nos oferecem para homenagearmos amigos vivos, em virtude da propriedade necessária e justa de reconhecimento incontestável de seus elevados méritos por sua trajetória laboral imaculada.
Poucas são as oportunidades que se nos oferecem para homenagearmos amigos vivos, com íntima formalidade afetiva moldada neste ato cerimonial fraterno de união entre homens justos e de bons costumes.
Inicio minhas palavras elogiando a iniciativa do Professor Milanez Silva de Souza de congregar professores e servidores vinculados ao Departamento de Contabilidade e alunos do Curso de Graduação em Ciências Contábeis, para, espontaneamente, tendo em vista apenas a justeza do ato de reverenciarmos o nobre Professor José Humberto Michiles pelos seus 45 anos de bom trabalho nesta Universidade Federal do Amazonas dedicado à formação de contadores.
Atrevo-me a asseverar muito poucos, e não vislumbro ninguém, nesta instituição seriam dignos de tão elevara honraria. Alías, poucos professores no Brasil deram tanto de si; mantiveram-se dedicados, fiéis e íntegros. Poucos se fizeram constantes, mesmo diante dos desestimulantes enfrentamentos do cotidiano, por vezes oriundos de quem deveria, no mínimo, respeitar-lhes os cabelos enluarados... A tudo isso Michiles sorri...
À soberba Michilies responde com sua humildade, própria de quem é nobre; à prepotência, sempre ridícula, Michiles mantém-se sereno e condescendente, uma característica dos que são mansos de coração; à pseudo-intelectualidade científica, obscura e ambiciosa, a lição de Michiles nos chega através de sua incontroversa dedicação e produtividade, o trabalho com amor eleva o espírito. Afinal de que valem os doutorados custeados com recursos de contribuintes, se a ciência acumulada não for transferida à massa de graduandos e se espraiar em benefício da sociedade?
Para superar as intempéries dos banzeiros adversos, provocadas por correntes transitórias superiores, o Professor José Humberto Michiles “trabalha”, dedicando-se, de corpo e alma, àqueles que têm sido e serão sempre a razão maior da sua e da nossa missão: “os alunos da graduação”. Para tanto, ele se mantém atualizado, aprimorando-se nos avanços da moderna gestão do Poder Público; seja no campo da Contabilidade, do Planejamento e/ou da Auditoria Pública.
Enfim, esta é uma singela síntese do perfil do Professor José Humberto Michiles e um esboço do seu caráter como profissional e de missionário do ensino superior; o que faz dele um ícone singular desta Universidade, do Departamento de Contabilidade e do Curso de Graduação em Ciências Contábeis e Faculdade de Estudos Sociais. De todos nós, ele é um muito querido e exemplar colega de trabalho.
Para mim, em particular, Michiles é um AMIGO muito amado, com quem tenho compartilhado ideais e embates institucionais, aliados pelo bem e pelo crescimento de nossa Universidade. Tenho no amigo Michiles um parceiro leal e destemido de quase tudo. Porque acredito que, como eu, ele também pode fazer suas, palavras do ex-vice-presidente José Alencar: “Não tenho medo da morte, tenho medo da desonra”.   
Em síntese, de sua vida no magistério desta Universidade, dois atributos lhe são conferidos: “Competência e Presteza”.
Mas, como posso eu ter autoridade e proficiência para lhe identificar na vida tais atributos? Que procedimento eu adotei, para escrever tudo isto? Simples: Retrocedi no tempo, explorando, no meu arquivo de memórias, as boas coisas que mantenho...
Ontem, estava preocupado por não tê-lo visto há dias; encontramo-nos e encostamos o lado esquerdo do peito, para que nossos corações se reabastecessem de amizade... 
Ontem, compusemos algumas bancas de monografias de que faço parte, aludindo aos novos horizontes a serem explorados...
Ontem, participamos de embates eleitorais pelo bem desta Universidade... 
Ontem, dialogamos sobre estratégias eficazes para incentivar potencialidades de alunos talentosos, e torná-los professores. Hoje, assistimos alguns em sobrevôos científicos elevados como seres alados nas ciências. Não é próprio compará-los a águias e condores; afinal, ambos são aves de rapina, as fêmeas são ligeiramente maiores e agressivas que os machos...
Ontem, ele colaborou comigo na estratégia e cuidados na condução do Departamento de Contabilidade e na Coordenação do Curso de Ciências Contábeis, recomendando-me zelo com os alunos e suas demandas, e trabalhar para elevar o nível do ensino e aprendizagem...
Ontem, ele me recepcionou como Professor do Departamento de Contabilidade, ali nas dependências da Faculdade de Estudos Sociais, na Rua Monsenhor Coutinho...
Ontem, estávamos recebendo ensinamentos de Wilson Alves Lopes, Osvaldo Alves da Silva, Orlando Lemos Falcone, Danilo Benayon do Amaral, Raimundo Nogueira, José Lopes da Silva, Jefferson Carpinteiro Peres... E assimilando exemplos morais de conduta pessoal do nosso amigo saudoso e inesquecível Desembargador Mário Verçosa...    
Ontem, participamos dos debates político-ideológicos na UESA - União dos Estudantes Secundarista do Amazonas, abeberando-nos do nacionalismo de líderes como Almino Affonso, Arthur Virgílio Filho, Plínio Ramos Coelho; e pelo rádio, ouvimos os roncos dos tanques e urros dos gorilas implantando a ditadura. Gostávamos mais do barulho das lambretas... Choramos amigos torturados e amigos desaparecidos, como Thomaz Antônio Meireles, o Thomazinho...
Ontem, ao nosso modo, pelejamos contra a ditadura, em nome de nosso superior dever cívico, sem jamais declinarmos dos ideais de liberdade, à sombra de “Ajuricaba”, bravo e indômito, herói libertário nativo do Amazonas, de sangue genuinamente brasileiro...  
Ontem, acalentamos nossos jovens corações sobressaltados, hora cantando “Prá Não Dizer que Não Falei de Flores, de Geraldo Vandré; hora, dançando o som inovador e moderno de Bill Halley e seus Cometas, de Elvis Presley, dos Beatles e dos Rolling Stones. Abafamos nossos ouvidos agredidos pelos sons das metralhadoras dos militares ditadores, com baladas da Jovem Guarda. E sem perder nosso lirismo romântico, cantamos para nossas namoradas serenatas de amor em ritmo de bossa nova...
Ontem, estivemos nas amplas salas de aula do majestoso Colégio Dom Bosco, onde uma grande dádiva nos foi concedida por Deus: Fomos formados por preceptores como Padre Agostín Caballero Martin, Padre Stéllio Dálison, Padre José Pereira Neto, Padre Pascoal Filipelli, Padre Hermano Schilp, Padre Leonardo Donno, Padre Waldir Gaspar, Padre Felinto Santiago e outros, que nos aprimoraram o caráter e nos ensinaram a manter a Honra.
Ontem, o Padre Catequista, nos ensinou dez das sabedorias de São Thomaz de Aquino e fez com que eles povoassem nossos pensamentos para sempre:
1.    Um indivíduo, vivendo em sociedade, é uma parte ou um membro dessa sociedade. Por isso, aquele que faz algo para o bem ou para o mal de um de seus membros atinge, com isso, a toda a sociedade;
2.    Dê-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir;
3.    Uma boa intenção não justifica fazer algo mal;
4.    Os professores devem ser elevados em suas vidas, de modo que iluminem aos fiéis com sua pregação, ilustrem estudantes com seus ensinamentos, e defendam a Fé mediante suas disputas contra o erro;
5.    Qualquer amigo verdadeiro quer para seu amigo: 1) que exista e viva; 2) fazer-lhe o bem; 4) deleitar-se com sua convivência; e, 5) compartilhar com ele suas alegrias e tristezas, vivendo com ele um só coração;
6.    Ubi amor ibi oculus - Onde está o amor, aí está o olhar;  
7.    A humildade faz o homem digno de Deus;
8.    Três coisas são necessárias para a salvação do homem: saber o que deve crer, saber o que deve desejar, saber o que deve fazer;
9.    Sustinere est difficilius quam aggredi - Suportar é mais difícil que atacar;
10.    Quem diz verdades perde amizades.
Ontem, aprendemos que o sol sempre brilha iluminando nossos caminhos, apesar das tristezas que nos acometem inevitavelmente. Aprendemos, tomando banho de chuva na Avenida Getúlio Vargas, que a água caída do céu, não apenas lava nosso corpo, mas, se olharmos para o alto, refletindo, ela limpa nossa alma, o que nos dá paz de espírito... 
Ontem, aprendemos com salesianos a aprimorar a inteligência para ver a luz do sol, o brilho da lua e das estrelas, e através deles, reconhecer a perfeição harmoniosa dos astros celestes que compõem e integram a sinfonia deste complexo e imenso universo em que vivemos, obra sublime da criação de Deus...
Ontem, aprendemos a respeitar os nossos semelhantes, em permeio a fundamentos das ciências e das artes, permitindo que nos tornássemos o que somos hoje...
Ontem, vivemos os “anos dourados”, “anos rebeldes” e “anos de chumbo” de nossas vidas e namoramos ao pôr-do-sol, à sombra de flores de bouganvilles, nos bancos de uma praça chamada Saudade...
Ontem, acalentamos transformar sonhos juvenis em realidade, namoradas em esposas, sem jamais esquecer que ainda somos, todos, discípulos de Dom Bosco...
Ontem, estávamos guardando os lugares de nossas namoradas nos Cinemas Avenida e Odeon; depois de trocarmos gibis, nas filas dos Cines Guarani e Politeama...
Ontem, fomos coroinhas e batemos os sinos da torre da na Igreja de São Sebastião...
Ontem... Ontem... Crianças, nós não pensávamos que o tempo iria passar tão depressa...
Que Deus te abençoe amigo muito querido e a tua família.
Abraços do
                  CARDOZINHO, EM NOME DOS TEUS AMIGOS DA UFAM. (1º/04/2011).

23 março 2011

Sobre o 'ficha-limpa' e o Supremo


Vejam o que Reinaldo Azevedo escreve sobre o assunto (Veja.com):
É claro que muitos se dirão frustrados com a eventual não-aplicação da lei do Ficha Limpa já em 2010. Para desaire de alguns, entendo que a sua inconstitucionalidade não está apenas na violação do princípio da anterioridade — não se muda o processo eleitoral menos de um ano antes do pleito —; está também no desrespeito ao princípio da presunção de inocência.
Vale a pena violar a Constituição para se fazer “justiça episódica”, ainda que movida por uma aspiração justa?
Sempre que alguém aplaudir uma aplicação de exceção da lei,  estará pondo uma corda no próprio pescoço. A própria imprensa, cegada, na sua maioria, pelo desejo de pegar alguns larápios — desejo que pode ser bom e honesto, mas que não tem o direito de ser burro —, está brincando com fogo. Há muita gente que odeia a liberdade de expressão, por exemplo. Os projetos para “controlar a mídia” estão por aí. Assembléias Legislativas, inspiradas na Confecom de Franklin Martins, já começam a votar os seus próprios códigos particulares. ATENÇÃO, SENHORES COMANDANTES DE JORNAIS, TVs, REVISTAS, PORTAIS E AFINS: a Constituição, com clareza inquestionável, assegura a liberdade de expressão - com igual  clareza, garante a presunção da inocência.
Nada impede que, em nome da voz rouca das ruas, de “milhões” de assinaturas, do “desejo coletivo” e outras demagogias, atalhos sejam encontrados para impor formas veladas de censura. Ou alguém é inocente a ponto de achar que a lei que é desrespeitada para “pegar Jader Barbalho” restará inteira para proteger a imprensa, por exemplo?
A questão é antiqüíssima. Está em “Críton - Ou do Dever“, um dos Diálogos, de Platão. Críton tenta convencer Sócrates a deixar a cidade, a fugir - ou vai morrer, uma vez que já foi condenado. E se dispõe a financiar a fuga. Os dois têm, então, um diálogo sobre o dever, a justiça e a “vontade do povo”. Reproduzo trechos, na tradução de Márcio Pugliesi e Edson Bini. E, bem, recomendo Sócrates e Platão para alguns ministros do Supremo.  Volto para encerrar.
*
(SÓCRATES) - se, ao seguir a opinião dos ignorantes, destruíssemos aquilo que apenas por um regime saudável se conserva e que pelo mau regime se destrói, poderemos viver depois da destruição do primeiro? E, diga-me, não é este nosso corpo?
(CRÍTON) - Sem dúvida, nosso corpo.
(SÓCRATES) - E podemos viver com um corpo corrompido ou destruído?
(CRÍTON)   - Seguramente, não.
(SÓCRATES) - E poderemos viver depois da corrupção daquilo que apenas pela justiça vive em nós e do que a injustiça destrói? (…)
(CRÍTON)  - De modo algum.
(SÓCRATES) - E, não é a mais preciosa?
(CRÍTON) - Muito mais.
(SÓCRATES) - Portanto, querido Críton, não devemos nos preocupar com aquilo que o povo venha a dizer, mas sim pelo que venha a dizer o único que conhece o justo e o injusto, e este único juiz é a verdade. Donde poderás concluir que estabeleceste princípios falsos quando disseste inicialmente que devíamos fazer caso da opinião do povo acerca do justo, o bom, o digno e seus opostos. Talvez se me diga: o povo pode fazer-nos morrer.
(CRÍTON)   - Dir-se-á assim, seguramente.
(…)
(SÓCRATES)  É correto que nunca se deve cometer injustiça? É lícito cometê-la em certas ocasiões? Ou é absolutamente certo que toda injustiça deva ser evitada como já concordamos há pouco? E todas essas opiniões, nas quais acordamos, dissiparam-se em tão pouco tempo e seria possível que em nossa idade, Críton, nossas mais sérias controvérsias tivessem sido como as das crianças sem que nos apercebêssemos? Ou devemos nos ater unicamente ao que dissemos, de que toda injustiça é vergonhosa e nociva para aquele que a comete, diga o que queira dizer a multidão, e resulte dela o bem ou o mal? Falaremos assim, ou não?
(CRÍTON)   - Assim.
(SÓCRATES) - Então, também não devemos cometer injustiça relativamente àqueles que no-la fazem ainda que este povo acredite que isto seja lícito, uma vez que concordas que isto não pode ser feito de modo algum.
(CRÍTON) - Assim me parece.
(SÓCRATES) - É ou não lícito fazer mal a uma pessoa?
(CRÍTON)  - Não é justo, Sócrates.
(SÓCRATES)   - É justo, como o vulgo acredita, pagar o mal com o mal?  Ou é injusto?
(CRÍTON) - É injusto.
(SÓCRATES) - É correto que entre fazer o mal e ser injusto não há diferença?
(CRÍTON) - Concordo.
(SÓCRATES) - Portanto, nunca se deve cometer injustiça nem pagar o mal com o mal, seja lá o que for que nos tiverem feito (…)
Voltei
Leiam o diálogo inteiro. Deve existir em vários sites por aí. Sócrates não foge. A passagem fundamental do trecho que reproduzo é esta: “se, ao seguir a opinião dos ignorantes, destruíssemos aquilo que apenas por um regime saudável se conserva e que pelo mau regime se destrói, poderemos viver depois da destruição do primeiro?”
O corpo de uma democracia são as leis, é o estado de direito. E nem mesmo para punir “os maus” se deve corrompê-lo com um mau regime, com uma má disciplina. Se as leis que temos não são suficientes ou eficientes para enfrentar os problemas dados, que sejam mudadas — coisa que o Supremo não pode fazer —, mas jamais aviltadas, ainda que com propósitos nobres.
O Supremo começa a ouvir mais o vulgo do que Sócrates e Platão.
Comento:
Confesso que fico tentado a 'lascar' com o 'ficha-limpa' nessa turma de safardana, mas diante de uma lógica tão meridiana de Reinaldo, sou obrigado a concordar com ele.

24 fevereiro 2011

A Reforma Política não vai sair tão cedo...


Por Marcelo de Moraes, no Estadão:
Apontada como prioritária por senadores e deputados, a proposta de reforma política caminha rapidamente para repetir a fórmula que impediu sua aprovação no Congresso nos últimos anos: excesso de projetos, divergências radicais de posições e falta de acordo entre Senado e Câmara em torno de uma agenda comum. Na prática, os dois maiores partidos da base governista, PT e PMDB, defendem ideias opostas em relação a um dos eixos principais da reforma: a manutenção ou não do sistema de eleição proporcional.
O PMDB quer adotar a eleição por voto majoritário, a chamada “Lei Tiririca” ou “distritão”. Por essa regra, quem tem mais votos é o eleito. Já o PT quer manter o sistema de eleição proporcional. Os peemedebistas defendem a modificação no sistema por entender que existem distorções na utilização do chamado coeficiente eleitoral, que contabiliza todos os votos recebidos pelos partidos e suas coligações e calcula quantas vagas serão destinadas por legenda.
Reação do eleitor. O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), defensor do “distritão”, avalia que a população não entende mais por que um deputado bem votado fica fora do Congresso, abrindo espaço para outro candidato com menos votos (mas cuja legenda teve um coeficiente eleitoral maior). O PT discorda da posição, pois isso marcaria o fim de uma de suas grandes vantagens, o voto em legenda, que acaba aumentando significativamente seu coeficiente. Na verdade, os petistas acreditam que o voto proporcional fortalece os partidos como instituição.
Independentemente do conteúdo do texto a ser votado, o fato é que, politicamente, a divisão entre os dois maiores partidos do Congresso e da base governista aponta para um impasse em torno dessa discussão. Desde 1999, quando a primeira discussão organizada sobre a reforma política foi fechada pelo Senado, sempre que um ponto desse tema gerava conflito, a tramitação emperrava.
Comento:
Acho que a reforma política - assim como a 'tributária' ou 'fiscal' - não é coisa de se marcar data e aprovar em bloco. Acho que é um processo. E quem está sendo mais proativo em apresentar Projetos que fazem essa questão avançar 'são os PL's de iniciativa popular, do tipo 'abuso do poder econômico' e 'ficha-limpa'. Falei.

23 fevereiro 2011

Voltei! Amazonino 'ganhou' o mundo...

Me dei umas merecidas férias, mas voltei com tudo...
Que coisa, hein, essa do 'nosso' Negão foi de lascar... Não bastou ele desejar a morte soterrada na lama da pobre mulher e ainda a acusou de ser 'paraense', como se mesma fosse portadora de alguma lepra...
Ora, bolas. ele queria o que? Quando foi governador ele propagandeava que aqui em Manaus ele dava casa, comida e roupa lavada para os 'amazonenses'. Qual o 'paraense' que não gostaria de ter isso em sua vida?
'Paraense' é um termo pejorativo e beirando ao preconceito em razão de que muitos deles, enganados pela propaganda, aqui chegaram e alguns tiveram como sorte morar nos alagados, ver as filhas se prostituírem e - lástima das lástimas -  praticarem assaltos. Daí o termo pejorativo da nossa prisão do Rio Puraquequara levar o epíteto de 'pará-quequara'...
Acho que alguém, algum assessor que não gosta dele, lhe disse para ènfrentar` a situação e ir pra linha de frente. Acho difícil isso, pois todos sabem que Amazonino não ouve ninguém, pois ele se acha 'o cara'. Acho que foram os remédios...
Na verdade, acho que o Negão quis atingir o Dudú por ser se Santarém-PA.
O que vocês acham?

24 janeiro 2011

O 'quase' estadista Lula

Por Ricardo Setti (Veja.com):

O que Lula deixou de fazer na educação

Merece leitura o longo e substancioso artigo “As oportunidades que Lula perdeu”, de Gustavo Iochpe, economista especialista em educação, publicado na última edição de VEJA de 2010 – a de 29 de dezembro.
Confira este trecho:
“Creio que os historiadores do futuro distante – presumindo que no futuro haverá historiadores não marxistas no Brasil – serão menos generosos com o governo Lula do que a atual população brasileira. As avaliações históricas dependem também do que ocorre depois que um governante sai do poder, no período em que suas ações frutificam. Meu receio é que esse tempo futuro haverá de demonstrar o tamanho das oportunidades perdidas pelo governo Lula.
Por sua biografia, pelo legado macroeconômico interno que recebeu, pelo ambiente externo que, exceto pelo ano de 2009, Lula teve a fortuna de vivenciar e pela popularidade que granjeou ao longo de sua vida e de seu mandato: por tudo isso, era de esperar que este seria o mandatário que faria as reformas profundas, essenciais para que o Brasil abandonasse o status de eterna promessa e finalmente se juntasse ao rol das nações desenvolvidas.
Mas Lula não foi esse personagem. Teve grande habilidade par perceber os desejos do povo, mas não empreendeu esforços para ir além disso, para mudar percepções ou criar novas demandas, sempre que isso significasse potencial conflito.
Alguém já disse que políticos pensam na próxima eleição e estadistas, na próxima geração. Lula tinha tudo para ser estadista, mas preferiu ser um grande político, cuja maestria foi comprovada nas eleições. Em nenhuma outra área esse viés conservador e acomodatício ficou mais claro do que no setor de educação, e creio que em nenhuma outra o custo, a longo prazo, será mais alto.”

22 janeiro 2011

O lulismo inventou mais uma das suas inúmeras esquisitices: o a incompetência meritória.

O ministro Fernando Hadade, de tanto se enrolar com as provas do Enem – o vestibular nacional que o lulismo inventou -, foi mantido no terceiro mandato de Lula (usando o pseudônimo de “Dilma”) e agora nos brinda com esse primor de ‘SISU’ – que é o sistema de pleitear as vagas das universidades públicas que aderiram ao Enem – que parece mais o ‘samba-do-crioulo-doido’. Ninguém sabe ao certo se vai ou não ganhar aquela tão sonhada vaga na universidade de sua preferência uma vez que ninguém garante nada. O MEC não garante a isenção do processo; a guerra de liminares ganhou as ruas e a Justiça não garante se a última decisão vale ou não vale; a mixórdia é geral na área do MEC.
O InePTo, ops!, INEP – aquele ex-órgão sério que cuidava dos números do MEC – se atrapalha com as provas, com os gabaritos, com as cores das provas e dos gabaritos, com as provas de redação e com suas correções, com os cadastros dos alunos e suas notas, etc. Já trocaram 3 dirigentes em dois anos. É como se o ‘cornuto’ jogasse o sofá da sala fora para não ser mal falado pelas escapadelas da mulher...Ora, ora, como se isso fosse problema para o lulismo... A teimosia é sinal de ‘competência’, pois eles não erram por definição ideológica. Eles sim é que ‘são do bem’ (e não do Dem!). Quem erra é a ‘mídia’ – que eles detestam quando se mostra independente para lhes apontar na fuça sua estupidez.
E não para por aí. Falta é espaço para lhes dedicar mais tempo com suas bobagens...Haja paciência!

Os políticos brasileiros são um desastre natural!

Na hora da crise, em que as intempéries caem sobre os habitantes deste infelicitado país, o governador do Rio estava de férias na Europa... Afinal, ninguém é de ferro. Na verdade, todo mundo sabe que nesta época, todos os anos, assim como o carnaval, os desastres causados pelas chuvas são certos em volume de chuva e que não tem como escoar pelos rios e ruas das cidades de concreto e aço. Em São Paulo, que se encontra há 20 anos nas mãos do PSDB, os petistas federais, por meio da imprensa alugada, deram início à satanização dos governos estadual e municipal. Para eles, as chuvas em São Paulo e as consequentes alagações são culpa dos “demo-tucanos”. Fazem isso porque não admitem que os paulistas teimem em não cair em sua lábia e lhes entreguem seus destinos nas mãos. O esquema de ocupar a mídia com noticiário negativo aos ‘demo-tucanos’ ‘fez água’ – desculpem o trocadilho infame! - quando teve início o processo pluviométrico no Rio de Janeiro – aliás, anunciado pelo INMET às autoridades, que deram de ombro. As ocupações ilegais são tratadas com descaso por medo de contrariar eleitores e ‘movimentos sociais’ ligados ao petismo e outros ‘esquerdistas’ de botequim. Como os políticos não retiraram as pessoas de suas casas com medo de perder os votos, a força da natureza o fez com requintes de crueldade. Tudo isso é perfeitamente previsível. O INMET previu. Ninguém fez nada. A ‘defesa civil’ atua literalmente como bombeiro apenas para resgate de vítimas e dar assistência aos desabrigados. Prevenção que é bom, ó...  Os políticos choram nas frentes das câmeras – até os jornalistas choram -, todos choram e são levados pelo sentimentalismo simplório e obsceno dessa raça!

17 janeiro 2011

Falta de coordenação prejudica resgate de vítimas

No Estadão:
A falta de organização fez com que doações para vítimas da tragédia no Rio permanecessem, até a manhã de ontem, entulhadas a céu aberto e mal protegidas da chuva persistente em Teresópolis. Enquanto isso, várias aeronaves, incluindo cinco do Exército e outras comandadas pela Força Nacional, estavam paradas no campo da Granja Comary, transformado em base aérea das operações de resgate. Local de treinamentos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o campo virou depósito de água, comida, material de higiene e roupas. Ontem, já eram 633 mortos e sete municípios em estado de calamidade pública.
Para justificar os helicópteros parados, autoridades do Exército culparam as péssimas condições meteorológicas. Mas helicópteros da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros voaram à vontade, ignorando a chuva que caiu ontem de manhã. Comandado pelo experiente piloto Adonis Oliveira, da tropa de elite da polícia, o Caveirão da Polícia Civil fez dois voos para levar mantimentos a pessoas isoladas em Santa Rita e Santana, resgatar idosos e transportar médico, enfermeiros e remédios. No início da tarde, partiu para mais uma missão, carregado de comida, água, remédios e óleo diesel para geradores. Enquanto isso, das cinco aeronaves do Exército, duas só alçaram voo no início da tarde para levar um médico da polícia à Vila Salamaco e resgatar uma jovem doente mental.
Os próprios soldados comentavam na Granja Comary o absurdo de os helicópteros permanecerem parados. Segundo um deles, uma das aeronaves grandes estava havia dois dias sem voar, com toda a tripulação à disposição. Quem também reclamava muito era o engenheiro Antônio José Fusco, de 42 anos, morador da granja. “É inacreditável ver esses helicópteros parados quando há tanta coisa para carregar.”
Segundo o capitão Eric Lessa, o helicóptero Esquilo até tentou ajudar a Cruz Vermelha, mapeando estradas e descobrindo comunidades isoladas, mas a missão não foi concluída por causa do mau tempo. Em sua contabilidade, no sábado o Exército resgatou 65 pessoas e transportou 700 litros de água, 200 de combustível, 200 de leite, além de 20 cestas básicas e 30 quentinhas. Ontem o Exército disponibilizou o telefone (21) 2742-7351 e o e-mail copserraeb@gmail.com para quem souber de vítimas que precisam de socorro aéreo. Aqui