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26 fevereiro 2013

UFAM REPROVADA PELA CGU




Foi noticiado pelo jornal Diário do Amazonas no último dia 15 que a Ufam não passou no teste da transparência em sua gestão.
Segundo aquele periódico, foram detectadas 33 impropriedades pela Controladoria Geral da União (órgão responsável pela auditoria interna dos órgãos da União) em inspeção feita na Ufam.
Algumas dessas falhas de gestão deu-se nos processos licitatórios, ou seja, no início do processo de aquisição (de bens, obras e serviços), tais como “restringir a preferência por produtos de uma única marca; (...) pagar valor acima do praticado no mercado; (...) e realizar ‘pesquisa de preços’ com uma única empresa”, bem como “identificou uma lista de ‘restos a pagar’ em diversas notas de empenho QUITADAS (dadas como liquidadas, isto é, concluídas em suas etapas para pagamento) que somadas chegam ao valor próximo de R$ 700 mil”, dentre outras irregularidades.
O que nos deixa preocupados com esse tipo de notícia é que coloca a Ufam no mesmo saco-de-gatos (ou seria de ratos?) que os demais órgãos públicos, ou seja, carente dos mínimos cuidados de zelo pela “coisa pública”, sem a menor preocupação com a sua imagem institucional.
Pior, no entanto, é consierar isso normal. Não, isso não é normal! Na verdade, isso é extremamente grave, pois uma Instituição que tem o dever de ensinar, de preparar, gestores dotados de conhecimentos e de técnicas corretas, dentro da legalidade, tanto na iniciativa privada quanto na administração pública, não poderia ser pega justamente cometendo práticas desonestas, ferindo os princípios constitucionais da Administração.
Deveria, isto sim, ser tida como também praticante daquilo que ensina, praticante das regras que toda a sociedade aplaude, praticante de procedimentos austeros com os dinheiros públicos e nunca de práticas “condenáveis” seja pela CGU, seja pelo TCU.
Isso demonstra para toda a sociedade que, infelizmente, “o nosso maior patrimônio” também padece dos mesmos males que o restante daqueles que não tem o menor cuidado com o dinheiro público, passa uma imagem de que seus dirigentes não são em nada diferentes daqueles que, por ignorância (o que é grave em uma academia), desonestidade ou má fé, repete as mesmas práticas que os demais dirigentes de órgãos públicos.
A licitação é um procedimento legal que permite aos órgaos públicos contratar fornecedores de maneira isonômica, mas o que se vêem todos os dias são “dispensas de licitação” para favorecer os amigos dos dirigentes de plantão. Prefeitos que assumiram recentemente os cargos alardeiam “estado de calamidade” (o que pode ser verdadeiro em face da ladroagem e incúria a que estão submetidas as administrações municipais), para então decretarem a “dispensa” do processo licitatório e assim contratar os amigos. A “coisa pública” passa a ser uma “ação entre amigos”.
Tanto quanto a “dispensa” pura e simples de licitação, são odiosas as trapaças formais para direcionar nos editais o fornecedor de determinado produto, obra ou serviço, exigindo “qualidades” que somente um deles pode apresentar.
Superfaturar compras, obras e serviços, então, virou quase “regra” nos tristes dias nos quais vivemos, em que os governos de plantão vivem qualhados de demagogos, incompetentes e desonestos. A própria Policia Federal detectou que o superfaturamento se incia no próprio Diário Oficial quando publica decretos e portarias de “registro de preços” JÁ SUPERFATURADOS, nos quais se baseiam os orçamentos apresentados nos Projetos Básicos que instruem os processo licitatórios.
Poderíamos elencar aqui milhares de exemplos de malversação de dinheiros público, mas esse assunto já estão tão presente nos meios de comunicaçõe que se tornararm objeto de fadiga, o que leva a apatia, o pior, a leniência com práticas nefastas para o Estado brasileiro.
Ontem o jornal "a Crítica" noticiou que a Ufam também é "campeã em gastos com viagens". Teria se tornado uma espécie de, como posso chamar?, UfamTur... Realmente, gastar algo como R$ 700 mil reais com viagens não é fácil de explicar mesmo para uma Instituição do tamanho da Ufam.
Aguardamos uma resposta firme da atual reitora, que está em franca campanha continuista...