A "oposicinha" (o contrário de OPOSIÇÃO) deveria fazer o país lembrar o que o PT fez nos últimos anos no Brasil.
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*… foram contra a eleição de Tancredo Neves como presidente da República em 1985, ato que encerraria a ditadura militar, dando lugar a um regime civil que restauraria as liberdades públicas e a democracia.

Tancredo
Neves discursa já como presidente eleito para restaurar a democracia no
Brasil, em 1985: o PT não apoiou sua eleição (Foto: Dedoc / Editora
Abril)
Os então deputados petistas que votaram em Tancredo – Ayrton Soares
(SP), Bete Mendes (SP) e José Eudes (RJ) — foram expulsos do partido.
*… não participaram da solenidade de homologação da nova Constituição democrática,
a 5 de outubro de 1988, e deixaram claras suas “ressalvas” ao texto
aprovado por todos os deputados e senadores de todos os partidos.
Os petistas assinam a nova Constituição, porque era uma formalidade
inescapável, mas o próprio Lula, então deputado constituinte, pronunciou
um longo discurso 12 dias antes da promulgação, a 23 de setembro de
1988, dizendo, com todas as letras: “O partido [PT] vota contra
o texto, e amanhã, por decisão do nosso Diretório – decisão majoritária
– assinará a Constituição, porque entende que é o cumprimento formal da
sua participação nessa Constituinte”.
* … defenderam em 1989 o calote da dívida externa brasileira,
com Lula candidato à Presidência – seria derrotado no segundo turno por
Fernando Color –, medida que levaria o Brasil à bancarrota e à
desegraça, faria secar os investimentos externos por tempo indeterminado e transformaria o país em pária internacional.
* … recusaram-se num momento de gravíssima crise
institucional, no final de 1992, a colaborar com o vice Itamar Franco,
que assumiu em definitivo a Presidência com o afastamento de Fernando
Collor e, no Planalto, tentou fazer um governo de grande acordo
nacional — que o PT não quis — para tirar o país do caos econômico e da
derrocada moral a que o levara seu antecessor.
A ex-prefeita petista de São Paulo Luiza Erundina, uma exceção,
cometeu o “crime” de cooperar com o presidente Itamar como ministra da
Administração e viu-se obrigada a deixar o PT.
* … combateram radicalmente, sem tréguas, o Plano Real,
classificando como “eleitoreiro” o mais bem sucedido programa de
estabilização da moeda da história econômica do país, concebido por equipe reunida pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e bancado pelo presidente Itamar.

O
então ministro da Fazenda Rubens Ricupero e o Presidente Itamar Franco
com as primeiras cédulas do Real, em 1994: o plano que estabilizou a
economia foi ferozmente combatido pelos petistas -- cujos governos,
depois, tanto se beneficiaram dele (Foto: Dedoc / Editora Abril)
Sem o Plano Real, como se sabe, os proclamados êxitos econômicos do lulalato não existiriam.
* … se opuseram ferozmente a todas as privatizações que,
durante os dois mandatos de FHC (1995-2003), dinamizaram e modernizaram a
economia do país, aumentaram a arrecadação de impostos, diminuíram o
peso do Estado, melhoraram a competitividade do Brasil no mercado
internacional e tornaram o país terreno fértil para investimentos
estrangeiros.
A oposição do lulo-petismo, que não esteve alheio à participação em atos de hostilidade e mesmo da agressão física a empresários e autoridades
durante leilões na Bolsa de Valores, incluiu a da telefonia, que
permitiu entre outros resultados que o país pulasse em menos de duas
décadas de 800 mil celulares para os mais de 200 milhões que tem hoje.
* … manifestaram-se em 1999 inteiramente contra a adoção de
um dos três pilares da estabilidade do país – a política de câmbio
flutuante.
No mesmo ano, declararam-se contrário ao segundo deles, a política de metas de inflação.
No ano seguinte, combateram e votaram contra o terceiro pilar
do tripé que, ironicamente, propiciaria um governo extremamente
favorável ao próprio Lula – a Lei de Responsabilidade Fiscal .
Uma vez no poder, os três pilares — elogiados por integrantes da
equipe econômica petista — serviram para Lula, beneficiado pelos preços
internacionais dos principais produtos de exportação do país, deitar e
rolar.
* … foram raivosamente contrários ao Proer, o Programa de
Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro
Nacional, instituído por FHC para impedir a implosão do sistema bancário
do país e o caos econômico que desencadearia — para, depois, quando
veio a grande crise financeira internacional de 2008, Lula se vangloriar
do vigor dos bancos brasileiros.
O principal guru econômico do lulalato, o ex-ministro da Fazenda
Antonio Palocci, foi dos poutos lulopetistas que teve a dignidade de
reconhecer a enorme valia do Proer. Lula só falou mal e, depois,
faturou.
* … inventaram e propagaram uma campanha de teor golpista e
antidemocrática, o “Fora FHC”, tão logo o presidente iniciou em 1999 o
segundo mandato, para o qual, derrotando Lula, foi eleito por MAIORIA ABSOLUTA dos eleitores brasileiros, e no PRIMEIRO TURNO.
* combateram e criticaram, a partir de 2001, várias medidas
da chamada “rede de proteção social” estabelecida pelo governo FHC, como
o Bolsa Escola, o vale-alimentação, o vale-gás, o auxílio a mulheres
grávidas que fizessem todos os exames do prénatal e o auxílio a famílias
que evitassem o trabalho infantil de seus integrantes.
Os distintos programas que Lula e seus seguidores, na oposição, consideravam “esmola” e parte de uma suposta ação eleitoreira viriam a ser unificados durante o lulalato e transformados em sua principal vitrine: o Bolsa Família — utilizado, como todos sabemos como O instrumento eleitoreiro por excelência.
É evidente que muita gente, no Brasil, se lembra disso — mas
muitíssimos se esqueceram, e muitos eleitores jovens mal souberam ou
jamais se inteiraram desses fatos.
Então, para um começo de conversa, a oposição poderia lembrar uma vez
por semana, em discursos ou entrevistas, essas verdades da vida que o
lulopetismo escondeu, envergonhado.
Já seria um começo.