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29 outubro 2013

Século XXI: o século da barbárie?

Seria considerado louco quem asseverasse que, ao contrário do que todos crêem, não há nada de iluminista nos tempos de hoje? Acho que sim. Talvez eu seja um deles.
Basta ver o que se passa nas ruas do país: black blocs quebrando tudo em nome do "socialismo", ou simplesmente "contra o capitalismo". Por que? Porque é politicamente correto, ora essa.
Da mesma natureza são as ações obscurantistas dos defensores dos animais, que se põem contra os testes em laboratório para a produção de remédios e vacinas, essas coisas de cientistas insensíveis, de uns loucos por lucros, capitalista selvagens, como são os médicos em geral. O ideal para essa gente seria a cura pelas plantas... Os médicos deveriam ser todos curandeiros, como os cubanos.
Tudo isto é fruto de décadas de glamourização do "esquerdismo" no país. Tudo começou nos anos 60, quando os militares infelicitaram o país com uma ditadura criminosa, forçando categorias de profissionais a se oporem a eles: professores das universidades; artistas; empresários; imprensa, e outras, a exercerem uma resistência dramática e heróica, mas infelizmente se opondo a uma ditadura militar "de direita" em nome de outra ditadura, civil "de esquerda" - esta, por definição, virtuosa, "legítima", representante do comunismo, ou solialismo, marxista.
Até mesmo a Igreja aderiu com sua "teologia da libertação" a essa "virtuosa" oposição esquedista, pela qual os padres-esquerdistas faziam, assim, uma espécia de sincretismo cristão-marxista...
O professores doutrinavam seus alunos na forma de pensar marxista, contrapondo-se ao capitalismo, essa entidade que por aqui sempre foi uma "ilustre" desconhecida, embora fôssemos obrigados a estudar o mercado, demanda, oferta, etc., talvez apenas para poder melhor combatê-lo, visto que, "todos sabemos", o ideal marxista, na verdade, seria melhor para a humanidade...
Assim, para nós brasileiros, o marxismo seria a redenção humanista na qual todos teriam o necessário para viver bem, materialmente falando. Todavia, nossos professores não informavam que esse ideal igualitarista seria alcançado com o sacrifício das liberdades, por imposição dos "bons". Mas, para quem se torna marxista, necesseriamente tem também de aceitar o materialismo. O homem é fruto apenas de sua própria ordem, oriunda de sua própria experiência, da maneira como organiza sua produção, de como se divide em classes, etc. Em outras palavras, há somente uma maneira de o homem se humanizar: cedendo sua vontade para um Estado socialista no qual pessoas que pensam o "bem" são aqueles que podem fazer o bem a todos, que sabem cuidar do belo e do justo, que podem levar a humnidade a seu destino.
Até porque - pontificam -, individualmente, ninguém consegue ter forças suficientes para isso. Daí o coletivismo ser a base dessa civilização "superior", como tão bem nos demonstraram a União Soviética, a China, Cuba, Vietnam do Norte, Coréia do Norte, e outros paraísos.
No socialismo não há lugar, claro, para Deus, uma vez que Darwin "provou" - ou proveu - a explicação necessária de que o homem é fruto, sim, apenas de uma ordem surgida do caos, o qual se auto-organizou de átomo em átomo, de molécula em molécula, com uma inteligência admirável, "milagrosa mesmo", a partir de uma sopa primordial, até alcançar este estágio maravilhoso a que chegou: o politicamente correto. Haja sorte na vida!
Eu, porém, "adoro" o sol, a lua, as estrelas, a água, a atmosfera, as frutas, os peixes, as aves, os répteis, os mamíferos, e outros mais que nem suspeito que sejam importantes para minha vida, estejam próximos ou longe. Sou grato por eles existirem, com as funções que têm.
Na cabeça de nossos "socialistas", essa evolução determinou a competição como forma de sobrevivência, mas apenas a dos mais fortes.  Os mais fracos dependem da "bondade" dos socialistas.
O que é isso, se não a barbárie? Como posso aceitar que o homem realmente chegue a um estágio superior, neste ou no próximo século, uma vez que a moralidade que desenvolveu se deu a partir de uma origem puramente animal, material, improvável? Se o sucesso depende de aptidão do mais forte frente ao mais fraco; se é na turba que o homem se reconhece como humanamente superior; se é predando que se constrói um mundo melhor, como esperar comportamento diferente dos black blocs?
Os nossos esquerdistas se acostumaram a ver na polícia apenas uma Instituição repressora cumprindo ordens dos ditadores militares. Na cabeça deles, inclusive da imprensa, claro, a Polícia Militar é a encarnação do mal, mesmo quando apanha. Já os manifestantes-quebradores dos símbolos do capitalismo, são sempre inocentes, mesmo quando batem.
Que tempos esses aos quais nos conduziu o partido socialista no poder! Depredam a liberdade de expressão, tratam baderneiros como companheiros, denigrem a imagem de todos que têm coragem de se lhes opor, levam o precário capitalismo-de-estado brasileiro à privatização de poucos companheiros, depredam a Petrobras, levam à bancarrota a infra-estrutura da economia brasileira, lançam por terra a educação, a saúde e a cultura do país, ou seja, em tudo que tocam transforam em mida - se é que me entendem.
O pior de tudo é que surge uma possibilidade, tênue, de alternância "por dentro", isto é, de "socialista" para "socialista" - do PT pelo PSB -, visto que no Brasil não há oposição a esse espectro político - o esquerdismo -, pois a democracia no país foi forjada - paradoxo dos paradoxos! - por líderes "esquerdistas": Tancredo (?!), Montoro, Covas, Ulisses, Lula, etc.
Lula sempre foi um animal político pragmático que trabalhou por dez anos como torneiro até se tornar sindicalista, sua suprema vocação. Tornou-se presidente da República e passou a "administrar" o país com essa visão e com os antigos companheiros, tornando o Brasil em uma República sindicalista, no paraíso dos "companheiros", que assim comprovam em suas próprias vidas a maravilha do socialismo, saindo da situação em que antes se encontravam para constituir-se numa nova classe: a dos ricos sindicalistas, às custas das negociatas que patrocinam de alto a baixo, de Norte a Sul, de Leste a Oeste do país. 
Assim, para fazer fumaça em cortinas aos seus malfazejos, a "república sindicalista" tem de patrocinar suas antigas ideologias e espalhar o terror nas ruas a fim de evitar - digo eu - que os "bons" se manifestem contra os "maus", eles próprios, e assim tenham de entregar seus postos no Estado, de onde sugam o máximo possível, no menor tempo possível...
Pobre país rico este nosso: ter de suportar, da "esquerda" para a "direita" (ou quase), tantos predadores!
Quem disse que as luzes sempre se acenderão em séculos que se queiram "das luzes" e não reinem as trevas da ignorância e da má-fé?
No Brasil, que começou vendendo bananas pro resto do mundo - não há aqui nenhuma remissão aos macacos, "nossos primos" -, após fabricar "bananadas" por uns bons tempos, hoje retorna ao início, em tempos de desindustrialização, a novamente ter de vender "bananas", chamadas de commodities.
Valha-nos Deus!