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02 janeiro 2014

Cada ano um novo plano

Fazemos planos ao final de cada ano de nossas vidas, mas esquecemos de que não temos o controle sobre o nosso amanhã.
Claro que o desconhecimento do amanhã não nos deve servir de desculpas por sermos descuidados em não planejar a nossa vida, pelo contrário, justamente por não sabermos o que nos aguarda é que devemos ser precavidos e tentarmos, com os dados disponíveis do passado e um bom método quantitativo ou qualitativo, ou ambos, prever os acontecimentos e controlar nossas decisões.
Em se tratando de previsão dos comportamentos (referentes ao homem, portanto), a Ciência Sociais hoje nos fornecem essa possibilidade. Ela nos dá as condições de previsão a partir da análise dos dados do passado - as séries históricas - por meio de modelos lógicos-matemáticos, por meio de funções de cálculos probabilísticos, com um grau bastante elevado de precisão (não de certeza, que esta somente nos é garantida apenas quanto aos fenômenos físicos, químicos e biológicos - desde que certas condições ambientais de temperatura e pressão estejam "normais").
Contudo, mesmo contando com a Ciência a nos possibilitar um certo grau de certeza quanto ao futuro, é certo que a taxa de erro não nos permite que sejamos inconsequentes ao ponto de achar que aquilo que planejamos será finalmente conseguido sem uma alta taxa de assertividade, de ação eficaz e eficiente em nossas decisões a cada dia, a cada semana e a cada mês, isto com um certo grau de controle sobre cada uma dessas ações, sopesando o que cada uma delas está de conformidade com o planejado, fazendo ajustes a cada desvio das metas estabelecidas. É assim que as empresas funcionam. Ou melhor, qualquer organização. Das igrejas às escolas de samba. A família também pode e deve utilizar a ciência para se planejar, sem exageros, claro, pois é na família que nos permitimos viver sem as "camisas-de-força" que envergamos no dia-a-dia das empresas.
A Ciência das organizações, sendo aplicada nos mais diversos segmentos da vida, principalmente a partir da 2a.Revolução Industrial, é que possibilitou o progresso das demais ciências e assim contarmos com os itens de conforto que as inovações tecnológicas nos trouxeram.
Quando manipulamos hoje um "simples" smartphone nem nos apercebemos de quantos inventos foram compactados e mesclados em um único artefato tecnológico: eletricidade, bateria, máquina fotográfica, rádio, tv, gravador de áudio e vídeo, internet, gps, scanner, computador, máquina de calcular, lanterna, telefone, etc.
Tudo isso a partir da utilização das ações administrativas - planejamento, organização, coordenação/comando e controle - preconizadas por Taylor e Fayol em fins do Século XIX, e aplicadas por Henry Ford no mundo das empresas, e depois adaptadas e aplicadas nas universidades, nos laboratórios científicos, nos exércitos,  transformaram nosso mundo em um mundo previsível.
Tirante os eventos naturais e as fatalidades da vida, podemos até certo ponto controlar a nossa vida e a de inúmeros tipos de organização. 
Daí que isso, ao mesmo tempo que nos dá um certo grau de tranquilidade ao controlarmos o máximo possível os eventos futuros, também nos causa uma enorme frustração quando as coisas não saem como o planejado e fogem ao nosso controle. Daí o alto grau de depressão que atinge a cada um de nós nesses momentos.
Assim, por mais que seja desejado o planejamento e o controle das eventos futuros, devemos considerar que o futuro de certa forma não nos pertence de forma absoluta, mas sim relativamente ao grau de percepção que temos dele com os dados de que dispomos. Se tivéssemos absoluto controle dos eventos futuros, seríamos "deuses" e não homens.
Deus, portanto, é Quem detém comleto controle sobre os eventos porque Ele está fora do espaço-tempo, isto é, Ele vê o fim desde o começo. Apenas Ele detém o completo controle dos eventos futuros, porque para Ele não existe passado ou futuro, mas Ele existe em um eterno presente.
Daí, ao fazermos nossos planos, devemos sempre lembrar de pedir a Deus que abençôe nossos planos e que, caso os mesmos não estejam de acordo com a Sua vontade, ou caso os mesmos não sejam para o nosso bem, Ele nos faça ver e entender isso e nos faça alterá-los para o nosso bem.
Que Deus nos dê o discernimento necessário para planejarmos a nossa vida e que esta seja uma bênção para as demais pessoas que nos cercam, independentemente que as pessoas também estejam ou não trabalhando para o nosso bem.