<Capítulo XII >
‘APOSENTADO’, EM
SALVADOR
Em fevereiro
de 2016, me mudei para Salvador com minhas filhas Alice e Clara.
A
razão disso foi que pedi minha aposentadoria precoce para “acompanhar” a mãe de
minhas filhas para mais próximo de Belo Horizonte, para onde ela foi
transferida pela Azul Linhas Aéreas, que havia fechado a sua base em Manaus. Deixo
de citar seu nome para evitar processo...
Como
eu já tinha alcançado o tempo de serviço e a idade para aposentadoria integral
aos 53 anos, a despeito de todas as reformas, resolvi antecipar a decisão de
aposentar, embora eu pudesse postergar até aos setenta e cinco anos.
Essa
decisão fez parte da minha mania de “pensar antes nos outros”. Tivesse eu
ficado em Manaus e deixado a mulher ser demitida pela Azul - como aconteceu com
muitas de suas colegas -, poderia ter alcançado um nível e um salário maior
caso ficasse mais alguns anos na ativa. Como inativo, perde-se parcelas da
remuneração, tais como: férias e mais um terço; auxílio alimentação; auxílio
transporte; etc.
Contudo,
não me arrependo disso. Passei um ano “sabático” maravilhoso em Salvador com minhas
filhas.
Levava
minhas filhas para a aula em Stela Maris e ficava na praia até elas saírem.
Bebendo água de coco, comendo queijo assado; ouvindo as ondas do mar. E
lembrando da música de Caymi: - “É doce morrer no mar/Nas ondas verdes do mar”.
Ou de Vinícius: - “Um velho calção de banho/Um dia pra vadiar/Um mar que não
tem tamanho...”.
Aos
sábados, aprontava, com enorme sacrifício, a ‘Alice’ e ‘Clara’ e as levava
comigo para a IASD de ‘São Cristóvão’. Ficava bem próximo de onde morávamos, no
Jardim Margarida, zona Norte de Salvador. Aluguei um apartamento próximo do
aeroporto para facilitar meu trabalho de levar e trazer a mãe das minhas filhas
quando esta ia e voltava de seus voos pela Azul Linhas Aéreas.
A ‘Alice’
sempre quis morar em prédio de apartamento. Bem no alto, nos últimos andares.
Fomos morar no oitavo andar do prédio ‘Fórmula I’. O condomínio tinha uma ótima
estrutura, com piscina; salão de festa; barzinho; playground; sala de
musculação; segurança 24h. Todavia, eu sempre quis morar na praia. A mãe de
minhas filhas dizia “não gostar de praia...”. Por isso, coloquei as duas filhas
na ‘Escola Gênesis’, em Stela Maris, para ficar na praia esperando elas saírem
da aula.
Aproveitei
também para visitar os pontos turísticos de Salvador: ‘elevador Lacerda’; ‘Pelourinho’;
‘Igreja do Bonfim’; todas as praias ao longo dos 75 (setenta e cinco)
quilômetros de calçadão de Salvador: ‘Stella Maris’; ‘Itapuã’; ‘Piatã’; ‘Amaralina’;
‘Ondina’; ‘Farol da Barra’; ‘Porto da Barra’; ‘Praia do Flamengo’. Nesta
última, mais tarde, passei a morar.
Acho
que ninguém no Brasil passou as férias que eu passei. Um ano em Salvador
curtindo as praias; os lugares turísticos; a amabilidade baiana; as comidas
típicas. Nunca gostei de Carnaval...
Falo
em “férias” porque tudo isso se acabou para mim em virtude da minha volta para
Manaus, em 2017, para assumir o cargo de ‘pró-reitor’ de ‘administração’ da
UFAM.